Como Tony Martin melhorou o contra-relógio colectivo da Jumbo-Visma

O Tour 2019 foi de grande sucesso para a Jumbo-Visma, vitórias em etapa com Mike Teunissen logo a abrir, com Dylan Groenewegen e Wout van Aert, para além do pódio final de Steven Kruijswijk. Pelo meio a formação holandesa ainda conquistou o contra-relógio colectivo de 27,6 quilómetros nas ruas de Bruxelas.



Foi um sinal, um grande sinal. A vitória não foi propriamente surpreendente, mas a margem foi. 20 segundos sobre a Team Ineos e 21 sobre a Deceuninck-Quick Step, outras 2 grandes especialistas desta vertente. Obviamente a equipa conta com alguns bons especialistas e mesmo ciclistas como Wout van Aert ou Mike Teunissen gostam destes esforços relativamente explosivos e conseguem manter uma velocidade elevada muito tempo.

Mas o que mudou face a 2018 para esta melhoria? A principal mudança foi a inclusão no plantel de Tony Martin, um dos melhores e mais experientes especialistas de contra-relógio. A própria equipa admite que uma das principais razões de ter contratado o alemão de 35 anos foi a vontade de subir o rendimento no contra-relógio colectivo. A Jumbo-Visma tem feito alguns vídeos interessantes no seu canal de Youtube, o último é com Tony Martin e um dos directores-desportivos, onde ambos reflectem precisamente sobre esta melhoria.



A equipa treinou bastante durante os estágios em Espanha esta vertente e isso viu-se logo no UAE Tour, onde ganhou com o tempo de 16:49, 7 segundos mais rápida que a Sunweb. Dessa equipa apenas Tony Martin e Laurens de Plus fariam o Tour. Depois no Tirreno-Adriatico foram derrotadas pela Mitchelton-Scott por 7 segundos, mas colocaram Primoz Roglic numa grande posição na geral, com 30 segundos sobre Alaphilippe, 40 sobre Thomas e 1 minuto para Nibali, só para dar alguns exemplos.

Por isso mesmo o triunfo no Tour não foi uma completa surpresa, a margem sim, foi surpreendente. Mas qual é a real influência de Tony Martin neste incremento de performance? O alemão não quis revelar todos os truques, mas confirma que durante um estágio, quando estava a haver um debate sobre a que velocidade seguir, ele simplesmente chegou-se à frente e disse “ouçam, eu defino qual é a velocidade e vocês não podem ir mais devagar”. Acrescentou referindo que “para mim o segredo do contra-relógio colectivo é o mais rápido definir o ritmo e os outros têm de seguir. Não interessa quanto tempo eles passam pela frente, não podem baixar a velocidade.”



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