No meio do desastre gaulês e do anticlímax Egan Bernal toma conta do Tour

Penúltimo dia para fazer diferenças no Tour, com mais uma jornada de alta montanha com altitudes muito elevadas. O início da etapa foi muito rápida, primeiro saiu um quarteto com Vincenzo Nibali, Pello Bilbao, Daniel Martin e Jesus Herrada, e depois juntou-se a eles um grupo grande com nomes como Enric Mas, Simon Yates, Warren Barguil, Alejandro Valverde, Rigoberto Uran, Marc Soler, Alexey Lutsenko, Guillaume Martin, Patrick Konrad, Laurens de Plus, Tony Gallopin, Michael Matthews, Dylan van Baarle, Andrey Amador, Tim Wellens e Alberto Bettiol.




A 95 kms da meta mais um momento decisivo neste Tour, com Thibaut Pinot a ficar para trás, com visíveis sinais de dor, devido a uma lesão que contraiu ontem. O grupo da frente foi perdendo unidades aos poucos e entrou com 1:30 sobre o grupo principal, liderado pela Team Ineos. Primeiro Dylan van Baarle e depois Wout Poels aumentaram o ritmo, o que redundou num ataque de Geraint Thomas. O ataque não foi assim tão poderoso e só distanciou Porte e Alaphilippe.

Quem aproveitou para contra-atacar foi Egan Bernal, que ele sim, conseguiu distanciar todos os outros, apanhando rapidamente os últimos resistentes da fuga (Uran, Barguil, Yates e Nibali). Apesar do trabalho de Laurens de Plus a rebocar Kruijswijk, Thomas e Buchmann, o colombiano terminou o Iseran com 1 minuto sobre o grupo perseguidor e 2 minutos sobre Alaphilippe.




Na descida veio a decisão que marcou também a etapa, corrida neutralizada devido a uma derrocada e à estrada alagada e as diferenças que se verificavam no topo do Iseran eram as que ficavam para as contas finais. Ou seja, graças a mais uma grande exibição acima dos 2000 metros de altitude Egan Bernal assumiu a liderança do Tour, mas não ganhou a etapa, a organização não atribuiu título para o vencedor da etapa e para o prémio da combatividade.

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