Pérola francesa triunfa na Etoile de Bessèges

A Etoile de Bessèges é, desde há muito tempo, a primeira prova por etapas em solo francês. Depois do GP La Marseillaise, a maioria do pelotão fica em solo gaulês para esta competição. Este ano, apresentava um percurso mais duro que o habitual, já que a juntar ao contra-relógio final existia uma chegada em alto.



O primeiro dia parecia inofensivo mas veio a ser marcante na classificação geral. O vento fez-se sentir, e de que maneira, atrasando ciclistas como Valentin Madouas, Pierre Latour e Diego Rosa. Quem aproveitou, com um ataque a 3 quilómetros do fim, foi Alexys Brunel, que somou a primeira vitória como profissional e a 500ª da história da Groupama-FDJ. Benoit Cosnefroy começou a cimentar a candidatura à geral, ao ser 2º, enquanto que Edward Planckaert foi 3º, num top 10 que chegou separado por 13 segundos.

Teoricamente, os sprinters iam ter as suas oportunidades ao segundo e terceiro dia. Se ao segundo dia foi isso que aconteceu, com o Magnus Cort a renascer para as chegadas rápidas, batendo Edvald Boasson Hagen e Tom Devriendt, ao terceiro dia a fuga conseguiu fintar o pelotão. O sempre combativo Dries de Bondt, da Alpecin-Fenix, levou a vitória, superando o seu companheiro de fuga Georg Zimmermann. O pelotão chegou a apenas 2 segundos liderado por Magnus Cort.



Le Mont Bouquet foi o palco para a chegada em alto. 4600 metros a mais de 9% tornavam-se terríveis para grande parte do pelotão. A NTT Pro Cycling animou a etapa, atacou diversas vezes, colocando muitos ciclistas em fuga e, um deles foi Ben O’Connor, que entrou na subida final com 45 segundos de vantagem para o grupo dos favoritos, sendo suficiente para conseguir um triunfo importante para a sua carreira. Simon Clarke foi 2º e Kamil Malecki 3º, a 16 segundos. Os favoritos lutaram pelos lugares “menores”, com Alberto Bettiol a chegar em 4º e Benoit Cosnefroy em 5º, suficiente para subir à liderança.

O contra-relógio final não trouxe grandes alterações. Não favorecendo os especialistas devido a uma subida final para Alès, Alberto Bettiol mostrou que o resultado do dia anterior não tinha acontecido por acaso e venceu o esforço individual por uma margem de 9 segundos face ao seu colega de equipa Magnus Cort. Pierre Latour foi 3º, a 15 segundos. Alexys Brunel ainda foi 4º, ganhando alguns segundos a Benoit Cosnefroy, que foi 7º, a 27.




Contas feitas, Benoit Cosnefroy leva de vencida a Etoile de Bessèges, depois de ter ganho o GP La Marseillaise, mostrando estar em grande forma neste início de temporada. O campeão do mundo sub23 em 2017 venceu com 13 segundos de vantagem para Alberto Bettiol e 14 para Alexys Brunel, que triunfou na juventude. No top-10 destaque, ainda, para as presenças dos jovens Kevin Geniets, Aurelien Paret-Peintre e Damien Touze.

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