A derradeira aposta de algumas equipas Profissionais Continentais em 2019. Porquê?

2018 marca o adeus aos rankings continentais. E o fim do Europe Tour, do Asia Tour, do Africa Tour, e por aí fora. Em vez disso haverá um World Ranking, que vai conjugar todas as provas dentro da esfera da União Ciclista Internacional, uma espécie de ranking unificado.




Muitas vezes, estas mudanças no ranking e no sistema de pontuação forçam as equipas a alterar um pouco a sua estratégia e esta alteração não foge a essa regra. A partir de 2020, as 2 melhores equipas Profissionais Continentais do World Ranking terão acesso a, pelo menos, 2 Grandes Voltas por ano, à escolha dessas equipas. Isto tem um impacto enorme nestas equipas, na divulgação de patrocinadores principalmente. Para 2020, contará o World Ranking de 2019, e por isso, há algumas equipas Profissionais Continentais (aquelas que não têm propriamente presença habitual, que estão a apostar muito forte).

Pode ser esse precisamente o caso da Caja Rural. A Cofidis é um dos patrocinadores da Vuelta, e com a ascensão da Euskadi-Murias, a Caja Rural vê um pouco o seu lugar na Vuelta em risco, e quer mostrar mais resultados e ganhar mais em 2019. Para isso, a formação espanhola apostar forte e feio em sprinters. Já tendo Nelson Soto na estrutura, ainda contratou Matteo Malucelli, o jovem Alan Banaszek e o experiente Jon Aberasturi. Esta escolha deve permitir à equipa mais vitórias nas competições internas, já que nas equipas espanholas não há assim tantos sprinters de alto nível, em comparação com trepadores, por exemplo. Mais vitórias, também significa mais pontos para o World Ranking.

Por outro lado, a Caja Rural anunciou recentemente um novo líder para as provas por etapas com alta montanha. Trata-se do russo Sergei Chernetskii, um dos ciclistas mais cobiçados daqueles que ainda não tinham contrato para 2019. Vencedor da Arctic Race este ano, e 3º no recente Tour of Guangxi, Chernetskii é alguém muito completo, que faz regularmente top-10 em provas World Tour de 1 semana é certamente um reforço de peso. Isto apesar da Caja Rural não ter uma boa recordação recente de ciclistas russos no seu plantel, depois de Yuri Trofimov quase não ter competido de verde.




Por falar em apostas fortes em 2019, a Israel Cycling Academy terá um plantel maior que muitas equipas World Tour, com um total de 29 elementos, o que permitirá à equipa competir em várias frentes ao mesmo tempo e assim somar muitos pontos. Depois de garantir a permanência de Ruben Plaza e as contratações de Matteo Badilatti, Rudy Barbier, Mathias Brandle e Davide Cimolai, ontem mais um ciclista confirmou que vai reforçar a equipa com licença israelita.

Trata-se de Tom vas Asbroeck, belga de 28 anos, que sai da Team EF Education First, depois de 2 temporadas na estrutura liderada por Jonathan Vaughters. Asbroeck subiu ao World Tour depois de um fenomenal 2014, onde ganhou a Cholet-Pays de Loire, 1 etapa no Tour de Wallonie e foi 2º na Nokere Koerse, no G.P. Fourmies e em muitas outras clássicas. Esta entrada será então para liderar a equipa em algumas clássicas, beneficiando também da boa ponta final do belga, que poderá ser útil também para lançar Davide Cimolai ou Rudy Barbier, quando for caso disso.




A Androni Giocattoli-Sidermec já garantiu a sua presença no Giro 2019, graças à sua fabulosa prestação na Taça de Itália em 2018. Com as saídas de ciclistas importantes como Davide Ballerini, Ivan Sosa ou Matteo Malucelli, Gianni Savio teve de procurar reforços. E quando viu que Matteo Montaguti estava livre no mercado, não hesitou, e contratou o experiente italiano de 34 anos.

(Photo by Tim de Waele/Getty Images)

Montaguti já era prata da casa na Ag2r La Mondiale, após 8 temporadas na equipa francesa, mas volta a casa numa fase já adiantada da carreira. Nesses 8 anos só ganhou 1 corrida, 1 etapa no Tour of the Alps, mas era essencialmente um ciclista de trabalho, tendo participado em 12 Grandes Voltas nas 8 épocas, com o 19º posto no Giro 2016 a ser a sua melhor prestação. Na Androni terá certamente mais liberdade para caçar etapas e junta-se, para já, a Daniel Munoz, Mattia Viel, Miguel Florez, Leonardo Fedrigo e Matteo Busato como os reforços da Androni para 2019.




 

 

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