As mexidas do mercado internacional (IV)

Para além do português André Carvalho, a Cofidis tem anunciado alguns reforços e ainda não abordámos o reforço que é Jelle Wallays. O belga de 31 anos passou 5 temporadas na Topsport Vlaanderen e depois 5 anos na Lotto-Soudal, passando agora para a formação francesa.



É um “big hitter”, tem 8 triunfos na carreira apesar de muitas vezes trabalhar para os colegas. Ganhou o Paris-Tours em 2014 e 2019, a Dwars door Vlaanderen em 2015 e 1 etapa na Vuelta em 2018. É um poderoso rolador que certamente irá participar em muitas fugas e que já mostrou muita vontade de ajudar os seus colegas. Também poderá ter algumas oportunidades em semi-clássicas belgas, atacando desde cedo, é um corredor que seria útil na maioria das equipas World Tour.

O Giro marcou um ponto de viragem para Ben O’Connor. Em 2018 o australiano andou muito bem no Tour of the Alps ganhando 1 etapa e fazendo 7º na geral, depois foi ao Giro, estava na luta pelo top 10 e foi forçado a abandonar. Em 2019 não conseguiu voltar a um bom nível e finalmente nesta Volta a Itália mostrou os dotes de trepador que lhe são reconhecidos ao vencer em Madonna di Campiglio.

Com o final eminente da NTT Pro Cycling, o jovem de 24 anos começou à procura de equipa e encontrou-a em França, na Ag2r Citroen, uma estrutura em expansão. Tendo em conta que não é uma equipa com um grande líder para a geral, é uma grande escolha de Ben O’Connor, que deve novamente ter permissão para chefiar a equipa no Giro, tentando ir à caça de etapas noutras competições.



Por falar em equipas francesas, as trocas internas já são um hábito. Desta vez foi Alexis Vuillermoz a trocar a Ag2r La Mondiale, onde estava desde 2014, pela Total Direct Energie, tendo assinado por 2 épocas. Vuillermoz é um trepador explosivo que já foi 13º no Tour, 11º no Giro ou 4º no Giro di Lombardia, mas desde 2017 que não atinge este nível. Em condições normais será capaz de oferecer alguns triunfos caseiros, é um nome a ter em conta em tudo o que seja finais em pequenos topos. Aos 32 anos poderá ser a transferência decisiva na carreira de Vuillermoz, também conhecido como “pequeno peixe”.

Enrico Battaglin está de regresso a “casa”, onde foi mais feliz. Ganhou etapas no Giro em 2013 e 2014 ao serviço da Bardiani, antes de integrar a Lotto-Jumbo em 2016. Ainda conseguiu alguns bons resultados, nomeadamente em 2018, mas desde que saiu da formação holandesa tem andado um pouco mais apagado. A Bardiani claramente tem uma enorme falta de referências e Battaglin é o corredor certo no lugar certo, permitindo à equipa italiana discutir muitas corridas graças à sua boa ponta final especialmente em finais empinados.



Aderindo também à febre eslovena, a Androni recrutou o jovem Ziga Jerman, de 22 anos. Jerman representou a equipa continental da Groupama-FDJ nos últimos 2 anos e assinou por 2 temporadas. Ganhou a Gent-Wevelgem para sub-23 em 2018 e tem mostrado ser um bom sprinter, com queda para as clássicas, como provou com o 6º posto no Tour des Flandres sub-23.

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