Domingo de loucos coroa dezenas de campeões nacionais

Com dezenas de títulos nacionais de estrada por decidir este Domingo foi de loucos por essa Europa fora, uma espécie de “Manic Sunday”.

Vamos começar pelos “nuestros hermanos”, onde um campeão do Muno se tornou também campeão nacional. Ou seja, pelo menos até Setembro não vai haver camisola de campeão espanhol nas corridas de estrada. Depois de 2008 e 2015, Alejandro Valverde sagrou-se pela 3ª vez na carreira campeão espanhol de estrada. O título foi obtido em Murcia, derrotando o seu conterrâneo Luis Leon Sanchez e Jesus Herrada. O grande protagonista da prova foi Gorka Izagirre, isolado durante muitos quilómetros, apanhado na última hora pela força da Movistar. Entre os ciclistas de equipas portuguesas Antonio Angulo da Efapel foi 6º, Vicente de Mateos do Ludofoods Aviludo Louletano foi 10º e Jesus del Pino da Vito-Feirense-PNB foi 14º.



O ciclismo ofensivo foi recompensado em Itália. Davide Formolo está a fazer a melhor temporada da sua carreira e estando a correr quase sozinho decidiu tentar a sua sorte de longe, atacando a 3 voltas do fim. O corredor da Bora-Hansgrohe resistiu e festejou um soberbo triunfo à frente de um pelotão reduzido, liderado por Sonny Colbrelli e por Alberto Bettiol. Não é a primeira vez esta época que Formolo ganha após um ataque de longe.

Uma corrida muito atacada também aconteceu em França. Uma fuga de mais de 30 elementos formou-se no início de corrida e com muitas equipas representadas na frente acabou por ter o seu sucesso. Num percurso rompe pernas e apesar dos muitos ataques, tudo se acabou por decidir ao sprint onde Warren Barguil conseguiu a vitória, naquilo que se espera ser um ponto de viragem na má época que o gaulês tem tido. A Cofidis fez 2º e 3º com Julien Simon e Damien Touzé.

Numa das grandes nações do ciclismo, a Bélgica, a prova acabou por ser decidida ao sprint, onde um dos homens do momento acabou por triunfar. Tim Merlier, mais um especialista de cyclocrosse, fez um sprint incrível e ficou com a vitória à frente de Timothy Dupont e de mais um fenómeno, este de maior dimensão, Wout van Aert. Ao lado, na Holanda, a decisão do título nacional também se fez ao sprint com Fabio Jakobsen a conseguir o impensável, já que fez toda a prova sozinho. O jovem da Deceuninck-QuickStep bateu Moreno Hofland e Bas van der Kooij.



No Reino Unido, e tal como se esperava, dominou a Team Ineos, fazendo mesmo a dobradinha. Ben Swift finalmente cumpriu o sonho de ser campeão nacional e conseguiu-o à frente de Ian Stannard e de John Archibald. Ben Swift já tinha sido 2º em 2014, atrás de Peter Kennaugh.

Na Áustria um traçado muito duro dizimou o pelotão e Patrick Konrad concretizou o domínio da Bora-Hansgrohe e confirmou o bom momento de forma. Terminou com mais de 1 minuto sobre Michael Gogl e sobre o seu colega Gregor Muhlberger. E a equipa alemã também dominou os Nacionais em casa, na Alemanha, conseguindo o pódio completo. Maximilian Schachmann irá mostrar a nova camisola já no Tour, ele que triunfou à frente de Marcus Burghardt e de Andreas Schillinger, deixando Nils Politt fora do pódio. Outro título para a Bora-Hansgrohe aconteceu na Irlanda, onde Sam Bennett venceu a prova pela primeira vez na carreira, à frente de Eddie Dunbar e Ryan Mullen.

Depois de 2 triunfos consecutivos de Krists Neilands será a vez de Toms Skujins a vestir a camisola de campeão da Letónia. O 2º lugar ficou para Aleksejs Saramotins, que tem um registo impressionante no nacional de estrada (1º em 2005, 2006, 2007, 2010, 2012, 2013 e 2015, 2º em 2009, 2011, 2014, 2018 e 2019 e 3º em 2004), com Andzs Flaksis a ficar no lugar mais baixo do pódio. Neilands foi apenas 4º. Na Eslováquia ganhou um Sagan, mas não Peter, foi o seu irmão Juraj. Durante cerca de 8 anos Peter Sagan usou uma camisola que não a da sua equipa, essa série acabou hoje. Michael Morkov revalidou o título na Dinamarca e Bob Jungels conquistou fez a dobradinha no Luxemburgo, dando mais dois títulos nacionais à Deceuninck-QuickStep.



Por fim, Sebastian Reichenbach somou o primeiro título nacional na Suíça, Domen Novak manteve o título da Eslovénia na Bahrain-Merida sucedendo a Matej Mohoric, Amund Grondahl Jansen ganhou na Noruega, Michal Paluta na Polónia, o talentoso Alexandr Vlasov venceu na Rússia, Frantisek Sisr na República Checa, Alo Jakin na Estónia, Ramunas Navardauskas na Lituânia, Andriy Kulyk na Ucrânia, Ahmet Orken na Turquia, Guy Sagiv em Israel e na Eritreia o vencedor foi o ciclista da Cofidis Natnael Berhane.



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