Melhores equipas do ano – 6ª

O segundo ano de Bahrain-Merida trouxe uma equipa mais forte e coesa do que aquela que se viu em 2017. As vitórias mais que duplicaram e os seus líderes estiveram muito fortes durante todo o ano.



Um dos ciclistas que se fartou de ganhar foi Matej Mohoric. 2018 foi o ano de afirmação do talentoso esloveno, passando de um bom ciclista para um corredor ganhador. Logo no início do ano triunfou no GP Industria & Artigianato, voltando a levantar os braços no Giro d’Italia, na Volta a Áustria e nos campeonatos nacionais, ganhando a prova de estrada. Pelo meio, foi 3º na Volta a Eslovénia. A 2ª metade de temporada foi fantástica. Ganhou o BinckBank Tour e a Volta a Alemanha, provas que se disputaram em semanas consecutivas. Salto qualitativo notório.

Sonny Colbrelli continua igual a si próprio, muito consistente nas chegadas ao sprint e ganhando as provas/ etapas mais duras. Ao todo foram 4 vitórias, incluindo uma etapa na Volta a Suíça, juntando aos 20 top 10 conseguidos ao longo da temporada. Domenico Pozzovivo também não muda, com a regularidade a marcar a sua temporada: 5º no Giro e na Liege-Bastogne-Liege, 2º no Tour of the Alps e 8º na Il Lombardia. Giovanni Visconti já não é o mesmo de outros tempos mas ainda vai dando algumas vitórias importantes. Os jovens Mark Padun e Ivan Garcia Cortina apareceram a espaços mostrando a sua qualidade.



É verdade que Vincenzo Nibali não conseguiu acabar duas Grandes Voltas no pódio como acontecera em 2017 no entanto o Tubarão de Messina voltou a fazer história para a equipa árabe já que triunfou na Milano-Sanremo, dando o 2º Monumento à equipa depois da Il Lombardia em 2017. Nibali não é um ciclista de se destacar durante o ano, tendo aparecido no Tour, onde estava a andar bem mas devido a uma queda foi forçado a abandonar. A Vuelta serviu de preparação para o final de temporada onde se destaca o 2º posto na Il Lombardia. Aí apareceram os irmãos Izagirre. Gorka foi 3º tanto em Oman como no Paris-Nice, antes de se sagrar campeão nacional já Ion foi 3º no País Basco, 4º no Paris-Nice e 9º na Vuelta.

Num ano tão positivo, poucos foram aqueles que estiveram em sub-rendimento. Niccolo Bonifazio voltou a não andar como os responsáveis da equipa queriam, muito irregular e com apenas 1 vitória na Volta a Croácia. Ramunas Navardauskas teve uma temporada para esquecer, marcada por problemas de saúde, tal como Heinrich Haussler, que se voltou a lesionar com gravidade falhando as clássicas.



Muitas são as mexidas para a próxima temporada, numa equipa que muito se movimentou. 11 são as saídas, com destaque para os irmãos Izagirre para a Astana. Bonifazio não estava a render e abandona o barco, com Manuele Boaro, Franco Pelizotti e Giovanni Visconti a serem homens importantes que Nibali vê partir.

Aproveitando o fim da BMC, a Bahrain reforçou-se e de que maneira. Damiano Caruso será um gregário importante para os líderes, Dylan Teuns vai ser líder nas clássicas das Ardenas e o campeão do mundo de contra-relógio Rohan Dennis é um reforço de peso, colmatando uma lacuna da equipa, onde também foi contratado Jan Tratnik. Phil Bauhaus foi o sprinter contratado, trazendo consigo o experiente Marcel Sieberg. Por fim, Stephen Williams é um trepador sub-23 de muito valor, juntando-se ao pouco conhecido Andrea Garioso.



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