Melhores equipas do ano – 8ª

Repetir os feitos de 2017 era muito difícil e isso ficou provado na estrada, no entanto a Team Sunweb continuou a ser uma das formações que melhor andou no pelotão internacional.



Depois de um 2017 mágico, onde ganhou o Giro, Tom Dumoulin partiu para 2018 com objetivos bem definidos: tentar revalidar o título na “Corsa Rosa”. Subindo ao seu estilo característico, o holandês foi quem mais luta deu a Chris Froome, chegou a andar de rosa, terminando em 2º da geral, isto depois de ter ganho uma etapa. Foi ao Tour sem grandes ambições mas surpreendendo tudo e todos, Dumoulin voltou a acabar em 2º e voltou a ganhar uma etapa. Antes do fim da temporada ainda foi 4º na Volta a Alemanha e 2º nos Mundiais de contra-relógio, não conseguindo revalidar o título. Mais uma grande época para o gigante holandês onde faltou só uma grande vitória.

Um dos azares do ano foi Michael Matthews. Lesionou-se cedo na temporada e só começou a carburar em Agosto. Para trás, ainda conseguiu uma vitória na Volta a Suíça. Ganhou no BinckBank Tour, onde foi 2º na geral, foi 4º na Clássica de Plouay e, por fim, salvou a temporada ganhando o GP Quebec e o GP Montreal, as duas provas disputadas em solo canadiano. Wilco Kelderman foi outro dos azarados, já que depois de um bom início de época, lesionou-se no Tirreno-Adriático, e quando voltou, uma nova lesão retirou-o o Tour. Na Vuelta acusou a falta de ritmo, ainda foi 10º, finalizando bem a temporada nas clássicas italianas. Sam Oomen passou de revelação a confirmação, terminando em 9º o Giro mesmo trabalhando para Dumoulin e fazendo outros top 10 em provas World Tour. Soren Kragh Andersen passou de um mero gregário para mais um líder dentro da Sunweb. Ciclista capaz de passar a média montanha, melhorou bastante no contra-relógio.

Edward Theuns era uma das principais contratações da Team Sunweb para 2018, no entanto o belga não se adaptou à equipa e está de saída. Na curta estadia, o classicómano conseguiu apenas 4 top 10, nãos e evidenciando nem nas clássicas nem nas chegadas ao sprint. Os sprinters também não tiveram temporadas para mais tarde recordar. Phil Bauhaus até começou bem o ano, com uma vitória, só que esse foi o único bom resultado do ano e a partir de Fevereiro eclipsou-se. Max Walscheid até foi o mais regular dos sprinters (somou 2 triunfos), só que o portento ciclista germânico não é muito consistente tendo várias falhas durante a temporada. Dotado de uma extraordinária ponta final, falta-lhe sempre algo no momento decisivo. Louis Vervaeke e Lennard Kamna também tiveram temporadas muito fracas para a sua qualidade.

Após analisada a época, vê-se que os ciclistas que tiveram um rendimento mais fraco esta temporada estão de saída. Edward Theuns regressa à Trek-Segafredo, Mike Teunissen e Lennard Hofstede vão para a Team Jumbo, Tom Stamsnijder reforma-se e Phil Bauhaus muda-se para a Bahrain. As saídas mais surpreendentes são as de Laurens Ten Dam e Simon Geschke, ambos para a CCC Team, pois eram dois dos principais escudeiros de Tom Dumoulin.

Sempre se notou com Tom Dumoulin tinha pouco apoio na montanha e, este ano, com a lesão de Wilco Kelderman ainda foi mais notório. Desta forma, a equipa atacou o mercado no sentido de reforçar o bloco de montanha. Já longe dos seus tempos áureos, Nicolas Roche vai ser um gregário importante, tal como Jan Bakelants e, principalmente, Robert Power, jovem australiano de muita qualidade.

Da equipa de desenvolvimento chegou 3 talentos, Max Kanter, Marc Hirschi e Joris Nieuwenhuis, onde os dois primeiros se destacam. Kanter é um sprinter de muita qualidade, um dos principais dominadores desta temporada em sub-23 e Hirschi é o atual campeão do mundo, trepador por natureza que ganhou 2 etapas no último Tour de l’Avenir. Asbjorn Kragh Andersen vem fazer companhia ao irmão, Casper Pedersen é mais um classicómano que também se defende no contra-relógio e Cees Bol é outro jovem sprinter que se destacou no calendário europeu.

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