Sepp Kuss impede uma grande vitória de Ruben Guerreiro no Santuario del Acebo

Uma das etapas rainhas desta Vuelta começou com muitos ataques e com Mark Padun, Sander Armée, Vasil Kiryienka, Casper Pedersen e Jesus Ezquerra a formarem a primeira fuga do dia. A Movistar não estava contente e perseguia ferozmente na primeira ascensão a Acebo. Já quase no final da escalada, Marc Soler atacou, com mais alguns ciclistas e conseguiram fazer a ponte para a frente.



Assim, estava formada nova fuga, agora com Marc Soler, Quentin Jauregui, Ion Izagirre, Mark Padun, Pawel Poljanski, Lawson Craddock, Sander Armée, Tsgabu Grmay, Ben O’Connor, Tao Geoghegan Hart, Vasil Kiryienka, Sepp Kuss, Dani Navarro, Ruben Guerreiro, José Herrada, Oscar Rodriguez e Sergio Samitier. Este grupo esteve durante muito tempo só com 3 minutos de vantagem para o pelotão onde Tony Martin trabalhou durante quase toda a etapa.

A 50 quilómetros do fim, já em Puerto de las Mujeres Muertas, Sergio Samitier atacou, ganhou alguma vantagem, recebendo no final desta a companhia de Dani Navarro e Ben O’Connor, com este grupo a continuar na frente até aos 20 quilómetros, quando o basco da Euskadi voltou a pedalar sozinho, até receber a companhia de Kiryienka quase no início da escalada final. Durante todo este período, a fuga foi ganhando uma maior vantagem para o pelotão, o que fazia prever uma discussão de etapa entre estes.



A subida iniciou-se com Samitier a deixar o bielorrusso para trás, com o grupo perseguidor a 30 segundos e o pelotão a 5 minutos. A dureza da subida dizimou o grupo, com Sep Kuss a ser o primeiro a atacar, a 7 quilómetros da chegada. Na mais direta perseguição ficavam Oscar Rodriguez, Tao Geoghegan Hart, Mark Padun, Marc Soler e Ruben Guerreiro.

A 5 quilómetros foi a vez de Ruben Guerreiro lançar o seu ataque, ficando na mais direta perseguição a Kuss, que tinha 25 segundos de vantagem. O português recebeu a companhia de Hart a 3 000 metros da chegada e pouco depois de Oscar Rodriguez, com a vantagem para Kuss a manter-se a mesma. Nada se altura até ao final, com o norte-americano da Jumbo-Visma a conquistar a vitória, celebrando, inclusive, com os adeptos. Ruben Guereiro venceu o sprint pelo 2º lugar, à frente de Geoghegan Hart, chegando a 39 segundos.

No pelotão, foi a Astana a aumentar o ritmo no início da subida, reduzindo o grupo dos favoritos a cerca de 20 ciclistas. Quando Luis Leon Sanchez saiu da frente, Alejandro Valverde lançou-se ao ataque com o camisola vermelha Primoz Roglic a ser o único a responder ao campeão do Mundo, o que levou Jakob Fuglsang a perseguir. O trabalho do dinamarquês partiu o grupo perseguidor, com Nairo Quintana a ser o primeiro grande candidato a ceder.



Marc Soler descaiu na fuga, ajudou Valverde e Roglic e estes dois foram os primeiros dos favoritos, em 8º e 9º, a 2:14 mas ganhando tempo considerável à concorrência. Miguel Angel Lopez e Tadej Pogacar cederam 41 segundos, Rafal Majka 59 segundos e o grupo de Nairo Quintana, com Wilco Kelderamn, Hermann Pernsteiner e Sergio Higuita cedeu 1:46. Na classificação geral, Roglic segue de pedra e cal na liderança, com 2:25 de vantagem para Valverde e 3:42 para Pogacar.

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