Após 3 clásscas na região de Valência, o pelotão deslocou-se para a ilha de Maiorca para o Challenge Maiorica, tradicional conjunto de 5 clássicas disputadas na região. A abrir, o Trofeo Calvià, prova de média montanha com cerca de 2800 metros de desnível acumulado mas longe de ser para os puros trepadores. Em dia de aniversário, António Morgado estava presente e era um dos candidatos à vitória.
Eivind Broholt Fougner, Andrea Pietrobon, Ådne Holter e Jonathan Klever Caicedo formaram a fuga do dia, um quarteto com alguma qualidade, pelo que o pelotão nunca deu muita liberdade e aos km 70, na subida mais longa do dia, já estava tudo partido. Neste tipo de provas, o melhor é estar na ofensiva e voltou a formar-se uma fuga, desta vez composta por Leander Van Hautegem, Georg Steinhauser, Adrien Boichis e o fugitivo inicial Ådne Holter.
Grupo ainda mais perigoso, UAE Team Emirates a trabalhar no pelotão e, a 35 kms do fim, ainda com dois minutos de vantagem e numa das muitas subidas do dia, António Morgado decidiu atacar. O português ainda esteve algum tempo sozinho, mas foi na companhia de Héctor Álvarez que conseguiarm chegar à frente, à falta de 17 kms. Álvarez não queria arriscar e foi dos que mais atacou, até chegou a estar isolado, mas Morgado ainda tinha tudo sob controlo e conseguiu juntar-se ao jovem espanhol.
O duo não mais se separou e levou a decisão do Trofeo Calvià para o risco de meta e para o sprint, onde o português foi o mais forte. António Morgado venceu pela 1ª vez em 2026, conseguindo-o em dia de aniversário, depois de ter arriscado de longe. A 40 segundos, Holter conseguiu bater Boichis, sendo 3º, um prémio merecido depois de todo o dia em fuga.
