O Clube Ciclismo de Tavira, ainda sem designação oficial para 2026, apresenta-se para a nova época com a mesma espinhal de 2025 e com apenas 3 reforços.
Vidal Fitas, diretor desportivo decidiu não mexer muito na sua equipa e manteve nas suas fileiras Diogo Barbosa, José Bicho, Ailetz Lasa, Guilherme Mestre e três dos ciclistas que deram vitória a equipa mais antiga no ciclismo mundial, Miguel Salgueiro (vencedor no Memorial Bruno Neves e ciclista muito regular), Francisco Campos, que foi 3º classificação por pontos na Volta a Portugal fruto de vários top-10 e triunfo em etapa no GP JN, e Afonso Silva, que foi um ciclista regular em toda a temporada de 2025, com vitória na geral do GP Abimota (mais uma etapa), 2º lugar no GP O Jogo, 10º no Troféu Joaquim Agostinho e 18º lugar na “nossa” Volta.
A equipa algarvia viu sair 4 ciclistas, com destaque para o seu líder Jesus David Pena que se transferiu para a equipa liderada por José Azevedo, a Efapel. O colombiano que tinha chegado do World Tour chegou, viu e quase venceu em tudo que esteve presente. Foi 11º no Gran Camino, 3º na Volta ao Alentejo, 2º no GP Internacional Beiras e Serra da Estrela, 3º no GP Internacional Torres Vedras Prémio Joaquim Agostinho e um 4º na Volta a Portugal, resultados que chamaram a atenção da Efapel. Peter Cevini transferiu-se para a equipa da Anicolor-Campicarn e Diogo Pinto ainda não tem o seu futuro definido. De recordar que Delio Fernandez abandonou a modalidade em Abril de 2025 e tempos mais tarde foi detetado anomalias no seu passaporte.
Em relação aos reforços, o Tavira aproveitou a receita das outras equipas portuguesas e fez aposta também na juventude. Rodrigo Alves que foi estagiário desta equipa em 2025, recebeu a confiança do seu diretor desportivo e assinou contrato profissional para a nova temporada. Da DunasVale – Pereira & Gago chega Gabriel Costa, um jovem de 19 anos certamente para evoluir na equipa. Noah Campos é o 3º reforço da equipa de Vidal Fitas, correndo praticamente em casa, visto que o corredor é natural de Loulé, e viu uma oportunidade para continuar a correr no pelotão nacional depois do seu contrato com a GI Group Holding-Simoldes-UDO ter terminado. Apenas com 21 anos mas já com 3 anos de pelotão nacional, Noah Campos, é um excelente rolador, presença assídua na Seleção Nacional sub-23 e que já conta com o título nacional de fundo na categoria.
O Tavira fica assim com o seu plantel fechado para 2026, tendo em Afonso Silva a grande aposta para as classificações gerais nas provas nacionais, esperando que o jovem português continue a evoução que evidenciou no ano passado. Entre Francisco Campos e Miguel Salgueiro continuam a ser as apostas para os sprints, dois ciclistas muito fiáveis e que se adaptam, na perfeição, a orografia do nosso território.