Seguimos com uma das estruturas que mais impressionou ao longo do ano. Garantiram a subida ao World Tour, depois de uma época em que fizeram história ao ganhar 1 etapa do Tour.
Os dados
Vitórias: 23 triunfos, a melhor da história da Uno-x, mais uma prova que pertencem a este nível de uma forma mais permanente.
Ciclista mais vitorioso: Soren Waerenksjold finalmente deu o salto, obteve 6 triunfos, alguns deles bastante marcantes.
Dias de competição da equipa: 219 dias, um calendário à base do World Tour e ProSeries, com poucas incursões a destinos exóticos, é uma equipa que sabe muito bem o que quer.
Idade média do plantel: 27,3 anos, uma estrutura que aposta bastante nos jovens e na formação em geral apesar de ter alguns corredores mais veteranos
Mais kms: Andreas Leknessund foi o único a ultrapassar 11 000 kms e quase chegou aos 12 000 kms
Melhor vitória: O inevitável Jonas Abrahamsen fez história no Tour ao superar Mauro Schmid ao sprint numa jornada de loucos com uma média superior a 48 km/h, um dia espectacular.
O mais
Aqui há muito por onde explorar, destaco Soren Waerenksjold porque finalmente atingiu o nível que esperávamos ver dele, ainda que um pouco intermitente. Obteve a primeira vitória numa clássica de alto nível, o primeiro triunfo numa prova por etapas, fez pódio em etapa no Tour, mas ainda parece que o gigante norueguês não se definiu bem como ciclista, parece caminhar para um sprinter polivalente, que se defender nas colinas e no contra-relógio.
Tobias Johannessen teve a confirmação no Tour que é mesmo ciclista de classificação geral, depois de em 2023 ter somado muitos pontos UCI, mais do que quantidade, este foi um ano de qualidade ao ser 5º no Dauphine e 6º no Tour, ainda que se pense que tem ainda mais para evoluir. Já dissemos aqui que o polivalente e combativo Jonas Abrahamsen fez história e houve boas surpresas, Anders Johannessen finalmente mostrou um nível que se aproximou do irmão e averbou a Volta a Eslovénia, Erlend Bilkra e Stian Fredheim ajudaram a esquecer um pouco Alexander Kristoff e Johannes Kulset confirmou todo o seu potencial com apenas 21 anos, mais de 700 pontos UCI, foi 6º na Volta a Eslovénia, 5º na Volta a Turquia, 3º no AIUla Tour.
O menos
Diria que não há muitos pontos negativos, visto que a descida de rendimento de Alexander Kristoff não me surpreendeu. Havia mais responsabilidade em cima de Magnus Cort, o dinamarquês não foi matador como em temporadas anteriores, até iniciou muito bem o ano ao ser 6º na Milano-SanRemo e na Strade Bianche e a partir daí eclipsou-se, aliás, não me lembro de ter estado sequer no Tour. Andreas Kron voltou a ter uma temporada falhada quando foi uma das contratações de proa, é hora do dinamarquês se reencontrar.
O mercado
| Entradas | Saídas | |||
| Ciclista | Equipa de origem | Ciclista | Equipa de destino | |
| Sven Erik Bystrøm | Groupama – FDJ | Amund Grøndahl Jansen | ? | |
| Anthon Charmig | XDS Astana Team | Alexander Kristoff | Reforma | |
| Storm Ingebrigsten | Team Coop – Repsol | Magnus Kulset | ? | |
| Alexander Kamp | Intermarché – Wanty | Rasmus Bøgh Wallin | Team Cranks | |
| Tobias Svarre | Team ColoQuick | |||
| Martin Tjotta | Arkéa – B&B Hotels | |||
| Torstein Traeen | Bahrain – Victorious | |||
Com a subida ao World Tour o plantel expande de 27 para 30 ciclistas, algo que lhes vai permitir ter mais opções e cobrir o facto de fazerem mais dias de competição. A saída de Alexander Kristoff seria sempre impactante pela influência do norueguês, mas o facto é que em termos de resultados já não dava aquele rendimento de antigamente e já tinha deixado sucessor à altura. Os reforços têm muito bom aspecto, Alexander Kamp e Sven Erik Bystrom vão dar o seu contributo útil nos sprints e clássicas com toda a experiência que têm a este nível e o bloco de montanha foi reforçado com Anthon Charmig e Torstein Traeen, este último vem de uma Vuelta de boas memórias.
O que esperar em 2026?
Devo dizer que não será fácil melhorar, mas se há equipa capaz de surpreender e maximizar recursos é a Uno-X. Tobias Johannessen mantém-se como grande líder para as provas por etapas e Grandes Voltas, agora secundado pelo irmão e por um Johannes Kulset que evoluiu bastante e deve ter um calendário já com mais corridas WT. Andreas Leknessund vai continuar a ser importante na ajuda que oferece por ser polivalente e veremos o que Charmig e Dalby podem oferecer neste campo. Não me admirava que Traeen tivesse uma oportunidade de liderar numa Grande Volta.
Agora Waerenksjold é mesmo o sprinter principal, secundado por Bilkra e Fredheim, sendo que Tiller e Hoelgaard são corredores fundamentais na montagem dos comboios e no papel de lançadores, com Cort e Abrahamsen também a darem uma ajudinha em determinados momentos.. Se repetirem o lugar já será uma boa época nesta estreia no World Tour