A formação de Fabian Cancellara voltou a subir no ranking, tornando-se numa das melhores ProTeams do ano. A chegada de grandes figuras surtiu efeito, os resultados são cada vez melhores e com triunfos importantes no World Tour.
Os dados
Vitórias: 15 triunfos, a melhor da história da equipa, destacando-se 2 no World Tour.
Ciclista mais vitorioso: Michael Storer nem é um ciclista muito ganhador, mas acabou por ter um ano em grande, conseguindo 4 vitórias.
Dias de competição da equipa: 249 dias, um calendário à base do World Tour e ProSeries, sempre com o olho posto nos pontos UCI e tentar ser uma das melhores equipas do escalão.
Idade média do plantel: 28,1 anos, uma das ProTeams com média mais alta, com 8 trintões.
Mais kms: Fabien Lienhard esteve muito perto de atingir a barreira dos 13 000 kms.
Melhor vitória: Pela forma como foi conseguida, a grande vitória de Julian Alaphilippe no GP Quebec, perante concorrência de luxo e bem ao seu estilo.
O mais
Aos 28 anos, Michael Storer teve a melhor temporada da carreira. O trepador australiano abriu a temporada a ser 5º no Paris-Nice (onde ganhou uma etapa), venceu o Tour of the Alps (e uma etapa) e depois vai ao Giro terminar em 10º, no primeiro top-10 da carreira numa Grande Volta. No final de ano, apareceu em grande nas clássicas italianas, venceu o Memorial Marco Pantani e ainda foi 3º na Lombardia, um pódio num Monumento! Ano incrível, as expectativas são altas. Mathys Rondel foi a grande revelação na montanha. Muito talentoso, o jovem francês foi 4º no Giro d’Abruzzo, Volta ao Luxemburgo e Japan Cup e, 9º no Tour de Romandie
Julian Alaphilippe era uma pequena incóngnita no início do ano, mas adaptou-se da melhor maneira. Sempre com o seu estilo combativo, o francês deu muito nas vistas, principalmente de junho para a frente, onde foi 5º na Volta a Suíça. Um Tour muito ofensivo e um final de ano com pódios e uma grande vitória no Quebec. Velhos são os trapos e que o diga Matteo Trentin que, aos 36 anos ainda foi 9º na Milano-Sanremo, fez top-10 em etapas no Tour e nas clássicas italianas, até ganha o Paris-Tours de uma forma surpreendente. Rick Pluimers foi mais um nome importante nas clássicas, entre vitórias, top-10 e ajuda do coletivo.
O menos
Marc Hirschi chegou como o grande reforço da equipa, é certo que não esteve mal mas não teve o impacto esperado. Entrou em 2025 a ganhar, ainda somou alguns top-10 mas depois foi preciso esperar por Setembro para vermos o helvético novamente competitivo e com lugares de destaque nas clássicas italianas. Um hiato de falta de resultados muito grande para um ciclista desta qualidade.
É um pouco injusto ter Arvid de Kleijn aqui, esteve lesionado de fevereiro a finais de junho, no entanto a verdade dos factos é que apenas ganhou no Tour de Langkawi e terminou o ano com 8 top-10. Para o principal sprinter da equipa é muito pouco, esperemos que já tenha deixado as lesões, definitivamente, para trás. Marco Brenner nem começou mal o ano, top 10 no Tour of Oman e Giro d’Abruzzo, mas depois desapareceu do mapa, não teve a evolução que esperávamos. Yannis Voisard fechou bem o ano, regular qb, mas numa equipa sem grandes trepadores tem de aproveitar as oportunidades.
O mercado
| Entradas | Saídas | |||
| Ciclista | Equipa de origem | Ciclista | Equipa de destino | |
| Will Barta | Movistar Team | Alberto Dainese | Soudal Quick-Step | |
| Stefan Kung | Groupama – FDJ | Alexander Krieger | Reforma | |
| Luca Mozzato | Arkéa – B&B Hotels | Lucas Eriksson | ? | |
| Robin Donzé | Tudor Pro Cycling U23 | Miká Heming | ATT Investments | |
Mercado de poucas mexidas, a equipa tem já um núcleo duro bem definido, não é necessário mexer muito. Das saídas, apenas destacar Alberto Dainese, o italiano era um dos principais sprinters da equipa e não conseguiu colmatar esta perda já que Luca Mozzato está muito longe de ser um sprinter puro, é alguém mais talhado para dias mais duros e muito menos ganhador. Stefan Kung é uma contratação esperada, o helvético chega, finalmente, a uma equipa suíça, um ciclista com muita capacidade e será, com toda a certeza, uma mais valia em diversos terrenos. Will Barta será um gregário importante, muito polivalente, e a formação de desenvolvimento não ficou esquecida, com a promoção de Robin Donzé.
O que esperar em 2026?
Fabian Cancellara continua a criar uma equipa cada vez mais forte e, para 2026, conseguiu garantir que praticamente todos os grandes líderes se mantêm. Apesar do estatuto ProTeam, a equipa helvética terá acesso a todo o calendário World Tour, com possibilidade de escolher as provas que quer fazer, ou seja, poderá fazer uma gestão ainda melhor. Arvid de Kleijn continua a ser o principal sprinter, agora com mais responsabilidade já que é o único grande nome neste capítulo mas a Tudor é uma equipa que trabalha muito bem os seus comboios.
Para a montanha, Michael Storer é o líder, ainda para mais depois de um ano tão bom como 2025 estará ainda com mais confiança. Yannis Voisard tentará aparecer nas provas do calendário europeu e o jovem Mathys Rondel vai, certamente, continuar a sua evolução. Marc Hirschi vai continuar a liderar nas clássicas, com um rejuvenescido Julian Alaphilippe a tentar aparecer nas clássiacs do empedrado e asfalto. A chegada de Stefan Kung torna a equipa ainda mais perigosa nas clássicas da Primavera. Matteo Trentin e Rick Pluimers são, essencialmente, gregários, mas em competições do calendário europeu são muito perigosos. Daqui a um ano, esperamos a Tudor a ser, novamente, uma das melhores ProTeams do ano.