Voltou a ser uma época positiva para a Israel-Premier Tech, num defeso que mudou muita coisa. Altera o nome, altera o estatuto, saem 2 corredores bastante importante, mas também entra um sprinter de alto gabarito.
Os dados
Vitórias: 23 triunfos, foi das formações que mais surpreendeu em 2025
Ciclista mais vitorioso: Brady Gilmore e Corbin Strong assinaram 4 vitórias cada um, Gilmore mais no início do ano e Strong no miolo da temporada.
Dias de competição da equipa: 254 dias, é uma equipa que faz algumas provas diferentes, foi a Ruanda, ao Taiwan e à Roménia este ano, só para dar alguns exemplos.
Idade média do plantel: 30,5 anos, uma das médias mais elevadas do pelotão, acentuada pelo facto de ter Fuglsang e Froome, num total de 15 “trintões”.
Mais kms: Com um plantel bastante vasto e a equipa de desenvolvimento a ajuda deu para gerir as forças, Jake Stewart foi o único a superar os 12 000 kms.
Melhor vitória: Pela surpresa que causou e os adversários que bateu elegemos Jake Stewart na etapa 5 do Dauphiné, ganhando ao sprint face a Jonathan Milan, por exemplo.
O mais
Corbin Strong voltou a exibir um nível muito elevado, com um perfil parecido a Peter Sagan em certas características, premiou pela regularidade, fez quase 1500 pontos UCI, somou 4 vitórias e 10 pódios ao todo. Nem fez um início de época incrível, fez 2º numa etapa do Giro e depois voou baixinho ao ganhar o Tour de Wallonie e a Arctic Race. Derek Gee completou a sua transformação para se tornar um voltista, fez uma preparação incrível para a primeira Grande Volta do ano e depois terminou em 4º, às portas do pódio. A partir de Junho não competiu mais, entrando em litígio com a estrutura, culminando numa saída.
Matthew Riccitello surpreendeu bastante na Vuelta ao finalizar em 5º, poucos esperavam isso no início da competição, foi dos melhores na montanha, conseguindo defender-se onde é mais débil. Marco Frigo também evoluiu bastante bem, conseguiu a primeira vitória como profissional. Jake Stewart e Ethan Vernon também se apresentaram bem melhor, voltando aos triunfos.
O menos
Depois de ter um ano incrível enquanto sub-23 onde inclusivamente levou de vencida a Volta a França do Futuro, o super talentoso Joseph Blackmore foi uma desilusão, não foi a explosão que se esperava e parece que tem de se decidir se aposta nas clássicas ou nas provas por etapas, a dúvida permanece porque tem alguma explosão. Nick Schultz teve talvez o pior ano como profissional, o australiano que até já ganhou corridas no World Tour não logrou qualquer top 10, foi uma grande sombra da sua real capacidade.
Obviamente que Bennett ou van Asbroeck também não obtiveram os resultados esperados, também fruto da idade e a temporada que Stephen Williams fez, depois de uma época incrível, não é propriamente uma desilusão pois o britânico já apresentou no passado problemas de saúde graves, voltou a competir muito pouco graças a isso. Alexey Lutsenko foi uma aposta da Israel Premier Tech que saiu ao lado, sem qualquer top 10 no World Tour, o cazaque não foi contratado para liderar em corridas de menor dimensão.
O mercado
| Entradas | Saídas | |||
| Ciclista | Equipa de origem | Ciclista | Equipa de destino | |
| Lewis Askey | Groupama – FDJ | Pascal Ackermann | Team Jayco AlUla | |
| Brady Gilmore | Israel Premier Tech Academy | Hugo Houle | Alpecin – Premier Tech | |
| Pau Martí | Israel Premier Tech Academy | Riley Pickrell | Modern Adventure Pro Cycling | |
| Biniam Girmay | Intermarché – Wanty | Matthew Riccitello | Decathlon CMA CGM Team | |
| Ryan Mullen | Red Bull – BORA – hansgrohe | Michael Woods | Reforma | |
| Alessandro Pinarello | VF Group – Bardiani CSF – Faizanè | Jakob Fuglsang | Reforma | |
| Chris Froome | ? | |||
| Michael Schwarzmann | ? | |||
| Derek Gee | ? | |||
É, sem dúvida, um rejuvenescimento do plantel com as saídas principalmente de Woods, Fuglsang e Froome, ciclistas que já estavam na curva descendente da carreira. O mais problemático é mesmo as partidas de Riccitello e Gee, 2 corredores que lideravam a equipa nas Grandes Voltas e que se destacavam na montanha. Ackermann nunca se conseguiu destacar como líder dentro da estrutura e Hugo Houle era um ciclista de trabalho interessante.
Dentro das entradas destaca-se principalmente a aposta na juventude, Biniam Girmay entra directamente para o lugar de Pascal Ackermann, sendo que o eritreu dá mais garantias e é mais completo que o alemão, Askey é um bom lançador para ele ou Stewart, sendo que Marti e Gilmore se destacaram nas chegadas mais duras, ambos já têm créditos firmados a um nível mais baixo.
O que esperar em 2026?
É uma equipa que vai ficar bastante perdida nas Grandes Voltas, diria que a partir de agora vai apostar completamente na vitória de etapas, a menos que consigam uma evolução estratosférica por parte de Joseph Blackmore, não me parece que Marco Frigo tenha esse perfil e o tempo de Lutsenko já passou. Sheehan continua ser um ciclista enigmático, mas a única solução para as clássicas mais sólida parece mesmo ser Girmay, dentro das suas possibilidades, a grande esperança é que o eritreu faça uma temporada semelhante a 2024. Corbin Strong tem tudo para continuar a somar bons resultados e fazer um bom calendário, talvez tentar a sua sorte nas clássicas das Ardenas, enquanto Vernon e Stewart vão tentar aproveitar oportunidades. Com Askey, Asbroeck, Hofstetter e Boivin pode montar-se um excelente comboio para Girmay.