Sem um grande líder presente foi mais uma temporada relativamente discreta para os comandados de Jean Rene Bernaudeau, é uma das ProTeams mais consolidadas do pelotão internacional, no entanto não é encarada como uma ameaça para as formações do World Tour.

 

Os dados

Vitórias: 13 triunfos, os mesmos de 2024, com a particularidade do corredor que mais pontos UCI somou, Emilien Jeanniere, não ter ganho

Ciclista mais vitorioso: Joris Delbove, com vitórias no início e no final do ano, foi o único a alcançar as 3 vitórias

Dias de competição da equipa: 238 dias, é uma estrutura que compete muito, ajuda o facto de ter começado o ano com um plantel de 25 ciclistas, comparando com a Caja Rural, por exemplo, faz mais 40 dias de competição.

Idade média do plantel: 27,9 anos, uma das médias mais elevadas dentro do pelotão das ProTeams

Mais kms: Anthony Turgis, um dos nomes mais sonantes, fez 12 597 kms de competição.

Melhor vitória: O surpreendente triunfo de Sandy Dujardin na Maryland Cycling Classic, uma corrida que valia 200 pontos UCI e onde o francês superou Abrahamsen, Mayrhofer, McNulty e Schmid, concorrência de peso.




O mais

Jordan Jegat foi, de facto, uma enorme surpresa, um “late boomer” que aos 26 anos fez 10º no Tour quando quase ninguém apostava nisso, realizando uma corrida que foi um espelho da sua temporada, consistente e fiável, com 1 pódio, mas imensos top 10’s, alguém que apenas em 2023 passou a profissional.

Emilien Jeanniere voltou a ser o melhor ciclista da Total Energies, 14 pódios ao todo em 2025 e desta vez com resultados de relevo até no World Tour, 2º na Bretagne Classic, 3º no Copenhagen Sprint e 2º numa etapa do Paris-Nice, só faltou aquele extra para culminar a época com alguns triunfos.

Nota ainda para Alexandre Delettre, melhor época da carreira aos 28 anos, andou extremamente bem de Agosto para a frente e acabou 2025 com 7 pódios, somando quase 800 pontos UCI, uma bela surpresa. Sandy Dujardin também esteve em bom plano, só aquela vitória em Maryland valeu 200 importantes pontos para a equipa e Joris Delbove deu um brilho à sua época no Tour de Langkawi.

 

O menos

O plantel não é assim tão vasto e recheado de qualidade, ainda assim destacamos 2 nomes que achamos que podiam ter dado mais. Em primeiro lugar Jason Tesson visto que numa estrutura que nem tem assim tantos sprinters, o explosivo francês baixou muito o nível face a 2023 e 2024, um calendário reduzido, muitos DNF’s e apenas 1 triunfo em toda a época.

Em segundo lugar Mathieu Burgaudeau, estamos a falar de alguém que já fez pódios em clássicas do World Tour, que já ganhou no Paris-Nice e fez pódios em etapas do Tour, ou seja, na teoria é um dos líderes da equipa. Terminou o ano com 140 pontos UCI e sem qualquer top 5, foi uma época completamente para esquecer.



O mercado

Entradas Saídas
Ciclistas Equipa de Origem Ciclistas Equipa de Destino
Geoffrey Bouchard Decathlon AG2R La Mondiale Team Lucas Boniface ?
Nicolas Breuillard St Michel – Preference Home – Auber93 Steff Cras Soudal Quick-Step
Theo Leveque Vendée U Pays de la Loire Geoffrey Soupe Reforma
Pierre Latour Reforma

Dos mercados mais tranquilos do pelotão internacional e mesmo na história da equipa. Steff Cras é uma perda importante e a equipa espera que Jordan Jegat assuma definitivamente o seu papel, Geoffrey Bouchard é uma contratação de última hora, o trepador francês até ia terminar a carreira, os outros 2 reforços são um clássico, a aproveitar o que a equipa de desenvolvimento e o pelotão continental têm.




O que esperar em 2026?

Espero uma época muito na linha do que aconteceu em 2025, não penso que Jordan Jegat passe muito disto, mas com a ausência de Steff Cras vai receber a preferência em todas as corridas que tenham muita montanha para obter os seus resultados. Emilien Jeanniere vai continuar a ser talvez o maior líder da equipa, passa bem a montanha e este ano vimos que melhorou ainda mais a sua ponta final e capacidade de colocação, só ele soma cerca de 15% da totalidade de pontos UCI da equipa. Não vejo assim nenhum “late boomer” como Jegat, estou curioso para ver a evolução de Matteo Vercher, não haverá mais ninguém a dar um salto substancial.

 

 

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