Análise das equipas presentes no Giro 2019

AG2R La Mondiale

Olhando para a composição da equipa não se vê um líder declarado e, com a forte concorrência, será difícil fazer um bom resultado na classificação geral. Tony Gallopin atingiu um novo nível na Vuelta do ano passado e Alexis Vuillermoz é, sempre, um corredor bastante regular. Ambos capazes de ganhar etapas de média montanha, principalmente Gallopin devido à sua ponta final.

De resto, esperar a presença em muitas fugas, Nico Denz no ano passado esteve perto de ganhar uma etapa. Larry Warbasse, Ben Gastauer e Hubert Dupont são trepadores muito competentes, ao passo que François Bidard e Nans Peters serão apostas para fugas nos primeiros dias.

 

Previsão: Muita combatividade, mas o conto de fadas de Vuelta 2018 com Tony Gallopin não se vai coltar a repetir.

 

Androni Giocattoli-Sidermec

Os comandados de Gianni Savio estão a voar em 2019! Que temporada para a equipa italiana que pode ser coroada com um grande Giro. Fausto Masnada vem de ganhar duas etapas no Tour of the Alps e será um perigo nas fugas das etapas de alta montanha, tal como Mattia Cattaneo que, por vezes, tem laivos de muita qualidade.

Manuel Belletti será a aposta para as etapas ao sprint mas não tem a ponta final dos demais, pelo que top 5 já seria um bom resultado. Em finais mais duros, o veterano Francesco Gavazzi e Andrea Vendrame são apostas muito credíveis, especialmente o último que está a fazer uma temporada excelente e conta já com 2 vitórias. Vai caber a Miguel Eduardo Florez, Marco Frapporti e Matteo Montaguti a presença em fugas nos primeiros dias.

 

Previsão: Estão a voar neste momento os homens de Gianni Savio, é uma excelente geração. Fausto Masnada e Mattia Cattaneo vão ganhar 1 cada 1, Masnada fica com a montanha

 

Astana Pro Team

Uma das equipas da temporada e uma das equipas de luxo do Giro. Miguel Angel Lopez procura a sua primeira Grande Volta, ele que foi 3º no ano passado, algo que é possível mas vai depender muito do tempo ganho na montanha uma vez que no contra-relógio vai ceder, sempre, alguma da possível vantagem que consiga nas etapas de montanha.

Pello Bilbao (6º no ano passado), Ion Izagirre, Dario Cataldo, Andrey Zeits e Jan Hirt formam um bloco de montanha muito forte que já correu junto várias vezes esta temporada e com muitos frutos. Manuele Boaro e Davide Villella serão importantes nas primeiras fases, na proteção durante as etapas planas e nas etapas de média montanha.

 

Previsão: Os contra-relógios vão tramar as aspirações ao pódio de Miguel Angel Lopez, que se ficará pelo top 5 e ganhará a juventude. Astana também ganhará 1 etapa.

 

Bahrain-Merida

O Tubarão está de Volta! Vincenzo Nibali regressa ao Giro, que já ganhou em 2013 e 2016, e onde nas últimas 5 vezes que participou fez sempre pódio. A forma apresentada no Tour of the Alps foi algo que nos surpreendeu muito, já que Nibali só costuma andar bem nas Grandes Voltas, pelo que se melhorou desde então será um perigo à solta.

Não tem uma equipa tão forte como os seus rivais mas o apoio do pequeno Domenico Pozzovivo será fundamental, ele também habituado a correr o Giro. O seu irmão Antonio Nibali tem melhorado muito na montanha e será uma ajuda importante, tal como Damiano Caruso. Para os dias menos complicados, o bloco será composto por Valerio Agnoli, Grega Bole, Andrea Garosio e Kristijan Koren.

 

Previsão: Vincenzo Nibali ficará muito perto do pódio, apresenta-se aqui em boa forma, 1 etapa para ele ou Pozzovivo é possível.



 

Bardiani-CSF

Talvez a equipa mais fraca na edição deste ano do Giro. Longe dos tempos em que tinha Stefano Pirazzi a lutar por etapas e pela classificação da montanha, a Bardiani vai precisar de muita sorte para ganhar uma etapa este ano.

Paolo Simion é sempre muito regular nas etapas ao sprint mas não vai passar do top 10, Enrico Barbin adapta-se aos dias de média montanha mas vai haver sempre melhores ciclistas na fuga, acontecendo o mesmo com Manuel Senni e Giovanni Carboni nas etapas de alta montanha, apesar da qualidade dos jovens italianos.

Mirco Maestri será, com toda a certeza, uma das principais figuras, tentando meter-se em fuga em diversas etapas, acontecendo o mesmo com Luca Covili, Umberto Orsini e Lorenzo Rota.

 

Previsão: Fugas, fugas e mais fugas.

 

Bora-Hansgrohe

A equipa alemã é uma das poucas que vem com um duplo objetivo: geral e vencer etapas ao sprint. Rafal Majka tem melhorado ao longo da temporada, ele que em 3 participações no Giro nunca fez pior que 7º. Muito bom trepador mas que nas últimas temporadas anda um pouco desaparecido vai tentar voltar à ribalta. Davide Formolo  (10º nas últimas duas edições) parece estar no ponto para mais um excelente Giro e será um apoio fundamental. A estes dois junta-se Pawel Poljanski num bloco de montanha que pode ser algo curto.

Escolhido em vez de Sam Bennett, Pascal Ackermann vai ter que provar a preferência dos responsáveis da equipa e ganhar, pelo menos uma etapa. Um dos bons sprinters presentes terá um excelente comboio com Rudiger Selig a ser uma peça essencial do seu comboio, aos quais se juntam Jay McCarthy e Michael Schwarzmann. Cesare Benedetti poderá fazer um pouco de tudo nesta equipa.

 

Previsão: Os dois homens da geral vão comprovar que a equipa está a andar muito bem e vão fazer ambos top 10. Entre McCarthy, Formolo, Majka e Ackermann vão sair de Itália com 3 etapas.

 

CCC Team

Amaro Antunes lidera a equipa polaca naquela que será a primeira Grande Volta da carreira do ciclista português. Pode não estar a ter a melhor das temporadas, também marcada por lesões, mas o trepador luso pode imiscuir-se numa fuga e conseguir um resultado de bom nível. O nosso também conhecido Victor de la Parte, Laurens Ten Dam e Lukasz Owsian são os restantes trepadores da equipa.

Até agora, 2019 tem sido uma desilusão para Jakub Mareczko que procura a primeira vitória da carreira no Giro. O posicionamento é o seu calcanhar de Aquiles e, a juntar a isso, o facto de passar muito mal as subidas pode obrigar o italiano a ir cedo para casa. Kamil Gradek, Josef Cerny e Francisco Ventoso fazem um comboio experiente, que pode ser importante para Mareczko.

 

Previsão: Uma equipa que ainda se está a conhecer e aos seus limites, vão andar perto por vezes, mas sem glória no final.

 

Deceuninck-QuickStep

Como já é habitual, a Deceuninck-QuickStep vem com uma equipa dividida, onde vencer etapas é o grande objetivo. No ano passado, Elia Viviani levantou os braços por 4 vezes e ganhou a classificação por pontos e este ano quer voltar a repetir tal feito. Não será fácil, mas o campeão italiano terá em Fabio Sabatini e Florian Senechal dois lançadores de excelência. Mikkel Honoré deverá ficar encarregue das longas perseguições.

Para as etapas de média montanha, Pieter Serry e Eros Capecchi podem ser ciclistas a considerar no entanto o seu papel deve ser apoiar Bob Jungels enquanto puderem (já foi 6º e 8º), acontecendo o mesmo com James Knox, que está a ter o seu ano de afirmação, com excelentes resultados.

 

Previsão: Viviani vai festejar por 2 vezes com a sua nova camisola de campeão italiano, Bob Jungels tem alguns finais ao seu jeito e pode perfeitamente festejar.



 

EF Education First

Uma equipa equilibrada, com ciclistas para todos os terrenos. Sacha Modolo parece longe dos tempos da Lampre-Merida em que discutia as etapas ao sprint, ele que este ano tem um pódio. Quererá redimir-se no Giro, o que será complicado, sendo que para o apoiar terá Matti Breschel e Sean Bennett.

Hugh Carthy é a melhor opção da equipa para ganhar uma etapa. Consideramos o britânico o melhor trepador da formação americana e a forma como tem evoluído pode abrir expectativas. Joe Dombrowski, por vezes, consegue exibições fantásticas mas é mais vezes um flop que um bom trepador. Tanel Kangert é um trepador experiente, ao contrário de Jonathan Caicedo que faz a sua estreia. Nathan Brown é um homem para fugas nos dias de média montanha.

 

Previsão: Hugh Carthy vai ser uma das confirmações da prova na alta montanha e ficar perto do top 10.

 

Groupama-FDJ

All-in em Arnaud Demare! A formação francesa traz um bloco em torno de sprinter gaulês e a pressão no ex-campeão francês é imensa para ganhar uma etapa. Jacopo Guarnieri deverá ser o lançador final, num comboio onde estarão, ainda, Ramon Sinkeldam, Miles Scotson e Tobias Ludvigsson, que individualmente pode aparecer nos contra-relógios.

Oliver le Gac e Ignatas Konovalovas serão ciclistas de trabalho na perseguição às fugas. Por fim, Valentin Madouas. O único ciclista da equipa talhado para as etapas de média montanha, onde o jovem se tem destacado e muito esta temporada. Puncheur com muita qualidade, tem várias hipóteses para mostrar a sua qualidade.

 

Previsão: Arnaud Demare vai fazer uso do seu comboio para ganhar 1 vez e Valentin Madouas vai aproveitar a liberdade para também ele ganhar.

 

Israel Cycling Academy

Pelo segundo ano consecutivo, a Israel Cycling Academy está presente no Giro e, na nossa opinião, com uma equipa mais forte que na edição transata. Davide Cimolai está a ser um dos destaques, já com 3 vitórias e com muitos top 10, pelo que tem de ser um dos sprinters a ter em atenção neste Giro. Guillaume Boivin e Kristian Sbaragli ajudarão a posicionar o italiano.

Na montanha, muita atenção ao jovem Krists Neilands. O campeão letão tem evoluído muito e, para além de subir bem, tem também uma boa ponta final. A forma está lá, vem de ser 2º nas Asturias. Apesar da idade, Ruben Plaza será sempre um perigo e num dia de inspiração pode vencer. O gigante Conor Dunne, o israelita Guy Niv e o sueco Awet Gebremedhin deverão aparecer nas fugas nos primeiros dias.

Previsão: Apostamos numa das surpresas da prova, Krists Neilands adora as estradas italianas, mostrou boa condição física em Espanha, 1 vitória em etapa aqui.

 

Lotto Soudal

A pressão está sob os ombros de Caleb Ewan. O “Pocket Rocket” saiu da Mitchelton-Scott em divergência com a equipa e quer provar que os responsáveis estavam errados. A temporada estava a ser relativamente fraca até ganhar 2 etapas na Turquia, onde bateu Bennett e Jakobsen. Parece ter virado a atenção para os sprinters com alguma dureza, um nicho muito particular, não há muitos neste Giro.

O comboio de Ewan é bom, é dos melhores que está aqui, com Tosh van der Sande, Roger Kluge e Jasper de Buyst. Victor Campenaerts estará focado nos contra-relógios, mas nenhum deles vai de encontro às características do novo recordista da hora. Jelle Vanendert é uma grande incógnita como sempre e Adam Hansen e Thomas de Gendt são os verdadeiros maratonistas da equipa.

 

Previsão: Caleb Ewan vai mostrar de novo debilidades na capacidade em manter a colocação e será Thomas de Gendt a salvar a honra do convento com 1 etapa.



Mitchelton Scott

Uma das equipas que mais cresceu em 3 semanas nos últimos anos e apresenta aqui uma estrutura sólida para apoiar o vencedor da Vuelta, é preciso não esquecer isto. É verdade que o Giro tem mais etapas de 3000/4000 de acumulado e 3 contra-relógios, só que Yates tem de ser considerado um forte candidato, já aprendeu muito em 3 semanas, sabe dosear o esforço e consegue acumular muitas bonificações em chegadas explosivas.

O mais provável é vermos um Mikel Nieve em grande na 3ª semana como é hábito, já no ano passado foi dos melhores na 3ª semana, mesmo quando Yates quebrou. Esteban Chaves pode ser decisivo, a sua forma é uma incógnita, tem estado melhor que em 2018. Lucas Hamilton é um belo talento, tem vindo a ser trabalhado e este ano fez top 20 no Tour Down Under e na Volta ao País Basco e ainda ganhou a Settimana Coppi e Bartali. Chris Juul-Jensen, Brent Bookwalter, Jack Bauer e Luke Durbridge são todos experientes e polivalentes.

 

Previsão: A capacidade em finais explosivos vai dar a Yates 1 etapa e Nieve conquistará outra mas só caso tenha liberdade. Pódio para o britânico atrás de Roglic.

 

Movistar Team

A Vuelta às Asturias mostrou que Mikel Landa e Richard Carapaz estão preparados para dar espetáculo na montanha durante o Giro. E para alcançarem qualquer resultado dentro do pódio/top 5 terá mesmo de ser com uma atitude ofensiva por causa dos contrarrelógios. O duo da equipa espanhola corre o risco de estar a mais de 2/3 minutos da liderança quando começarmos a alta montanha. Landa finalmente vê-se com a liderança clara da equipa, mas Carapaz não irá trabalhar para ele.

Haverá aqui um grande problema, tirando Andrey Amador a Movistar não tem mais ninguém para poder dinamitar a corrida na alta montanha, é verdade que José Joaquin Rojas e António Pedrero não sobem mal, mas daí a fazerem uma selecção enorme no pelotão vai uma grande distância. Lluis Mas e Jasha Sutterlin serão muito importantes nas etapas planas, há grandes perigos em algumas jornadas.

 

Previsão: Ambos irão conseguir o top 10, mais que isso será muito, muito complicado. Com 2 cartas para jogar 1 vitória em etapa é provável e com Andrey Amador a fechar a classificação colectiva também.

 

Nippo-Vini Fantini

A equipa italiana faz “all-in” nos sprints, sabendo que este pode muito bem ser o último Giro desta estrutura nos próximos anos. Haverá aqui uma divisão clara, Juan José Lobato ficará com as chegadas em ligeiro topo, enquanto que Giovanni Lonardi será o ciclista apontado aos finais em pelotão compacto. Quanto a Marco Canola, poderá ir a todas ou então poupar-se para uma fuga na média montanha durante a 2ª semana e tentar a sua sorte aí, diríamos que é mesmo a melhor opção.

O veterano Ivan Santaromita já está longe do seu melhor, Damiano Cima será o lançador de serviço, Nicola Bagioli e os 2 ciclistas japoneses deverão andar constantemente em fuga.

 

Previsão: Equipa muito fraca para este nível elevadíssimo. Alguns top 10 em etapa será o máximo que podem alcançar, talvez uma camisola da montanha nos primeiros dias também.

 

Team Dimension Data

A temporada não está a correr nada bem e a equipa chega aqui com um alinhamento longe do seu melhor. É em Giacomo Nizzolo que a equipa aposta tudo, com um comboio composto por Danilo Wyss, Ryan Gibbons e Mark Renshaw. Faltará aqui alguma química, tem alguma qualidade. Nizzolo desde que entrou na Dimension Data tem sido tremendamente inconsistente e este ano só levantou os braços no Tour of Oman.

Ben O’Connor chega aqui com uma enorme crise de confiança, pensar-se-ia que era esta a época de afirmação para o sul-africano depois do que mostrou no Giro 2018 até cair e abandonar. Os resultados ainda não aparecem e a Volta a Turquia foi um rude golpe, a equipa trabalhou imenso durante a etapa rainha imenso O’Connor não correspondeu. Enrico Gasparotto também não estevem bem nas Ardenas e procura redenção em aqui, nas subidas curtas e explosivas. Scott Davies e Amanuel Ghebreigzabhier completam os 8 escolhidos.

 

Previsão: O Giro irá agudizar ainda mais a crise de resultados da Dimension Data.



 

Team Jumbo-Visma

O mágico Primoz. Em tudo o que toca transforma-se em vitória. 3 provas por etapas, 3 classificações gerais e 4 etapas ao todo. O que mais impressionou em Roglic foi a facilidade com que ele ganhou na Romândia, parecia que podia dar ainda mais caso fosse preciso, e pensar que ele pode ainda não estar a 100%… Impressionou no Tour do ano passado, pensava-se que poderia quebrar na 3ª semana, ganhou a etapa 19. Os contra-relógios são perfeitos para o esloveno, aí poderá ganhar 2, 3 ou mesmo 4 minutos à concorrência directa.

O elemento chave aqui será Laurens de Plus, o belga foi contratado à Quick-Step precisava para acompanhar Roglic e já o fez com sucesso no UAE Tour e no Tirreno-Adriatico. A forma está lá, fez top 20 nas Ardenas. Antwan Tolhoek e Sepp Kuss (substituto de Robert Gesink) são 2 jovens talentosos que tanto podem deslumbrar como nem aparecer, Koen Bouwman é um valor seguro na média montanha, Paul Martens é o capitão na estrada enquanto Tom Leezer e Jos van Emden são os gregários no terreno plano.

 

Previsão:

Primoz Roglic vai continuar a sua temporada de sonho e vai levar o Giro 2019 para casa. Ganha 2 ou 3 contrarelógios e Laurens de Plus será crucial na montanha.

 

Team INEOS

Sem Egan Bernal reina uma espécie de juventude anárquica e ninguém sabe muito bem o que esperar dos jovens valores da equipa britânica em 3 semanas. Cremos que o ciclista mais direcionado para a classificação geral será Tao Hart, é o que tem mais experiência a estar na discussão de corridas a este nível, já esteve na Vuelta e tem tido uma temporada consistente.

Pavel Sivakov finalmente mostrou no Tour of the Alps o nível que o levou a dominar parcialmente o escalão de sub-23, ainda lhe faltará muito para chegar a um nível que lhe permita discutir provas de 3 semanas. Ivan Sosa pode ser a agradável surpresa, depois de já ter ajudado e muito Egan Bernal nesta temporada. Eddie Dunbar foi chamado à última hora e é outro bom valor, excelente em subidas curtas e inclinadas, as fugas nas etapas de média montanha serão com ele. Sebastian Henao, Salvatore Puccio, Christian Knees e Jhonatan Narvaez completam o lote de 8.

 

Previsão: A lesão de Egan Bernal foi um rude golpe, vão andar lá perto, mas nem top 10 nem vitória de etapa para a Team INEOS.

 

Team Katusha-Alpecin

Com a rescisão de contrato com Marcel Kittel ainda fresca na memória a Katusha-Alpecin vem aqui com o seu outro grande líder, Ilnur Zakarin. Resta saber onde anda o Zakarin de 2017, que fez 5º no Giro e 3º na Vuelta. Em 2018 foi somente 9º no Tour e 20º na Vuelta e este ano o melhor que apresenta é o 8º posto na Romândia. Ainda assim o nível de Zakarin parece estar a subir um pouco com os dias de competição.

Uma coisa é certa, caso precise faltará o apoio na montanha, só mesmo Daniel Navarro parece ter capacidade para tal, só que o espanhol não tem um único top 15 este ano… Enrico Battaglin é a grande esperança para vencer etapas, mas também o seu rendimento este ano é pobre. Marco Haller será o sprinter de serviço e pode fazer uma gracinha, com um top 5, aproximando do pódio, o austríaco estará melhor com o passar dos dias. De resto é uma equipa relativamente fraca.

 

Previsão: Mesmo com muitas dúvidas Ilnur Zakarin poderá estar nos lugares que fecham o top 10. Vitória em etapa parece impossível.

 

Team Sunweb

Época manifestamente estranha para Tom Dumoulin este ano, muito discreto até agora, no Tirreno-Adriatico não conseguiu acompanhar os melhores, aparece muito bem na Milano-Sanremo voltou a não se ver na Liege-Bastogne-Liege. Dumoulin chega aqui com pouco ritmo competitivo, provavelmente porque quer estar bem no Giro e no Tour, já vimos Froome por exemplo a chegar ao Giro com poucos resultados e ganhar.

A perda de Wilco Kelderman será dolorosa para a equipa e para o apoio ao holandês, que tem em Sam Oomen o seu principal ciclista de apoio, ele que até é mais consistente neste tipo de prova que Kelderman. Depois tirando Jan Bakelants que vem dar a experiência necessária o resto da equipa é um pouco hit or miss, os australianos Jai Hindley, Chris Hamilton e Robert Power e o belga Louis Vervaeke. São todos talentosos e foram excelente sub-23, será que conseguirão evoluir e subir mais um patamar? Chad Haga é um todo-o-terreno.

 

Previsão: Tom Dumoulin não estará aqui no topo de sua forma, quer estar também bem no Tour, fará pódio, mas não irá ganhar. 1 etapa é perfeitamente possível para o holandês.



 

Trek-Segafredo

Outra equipa claramente com falta de resultados, as clássicas não correram de feição, Richie Porte anda desaparecido em combate e portanto existe um clima de pressão acrescida. Bauke Mollema é o líder, o holandês chega aqui depois de uma fase inicial da época onde as clássicas correram bem mas as provas por etapas nem por isso. Gianluca Brambilla é outro dos trepadores da equipa, o seu nível caiu muito após a saída da Quick-Step e não tem nenhum top 5 este ano. Quem pode estar em destaque é Giulio Ciccone, o italiano está a evoluir bem e é algo explosivo, pode andar na luta pela montanha.

Depois para os sprinters não se deve ter grandes expectativas sobre Matteo Moschetti, o jovem transalpino está na sua primeira Grande Volta e é normal que acuse o desgaste e o nível. Will Clarke e Markel Irizar são os veteranos da equipa, Michael Gogl e Nicola Conci andarão integrados em fuga.

 

Previsão: Mais uma prova discreta para a Trek, que se dedicará a tentar caçar etapas após Bauke Mollema ficar fora da luta pela geral.

 

UAE Team Emirates

Sem um ciclista para a classificação geral a pressão está toda do lado de Fernando Gaviria. O colombiano precisa de corresponder à forte aposta da equipa, que tem aqui um comboio com Juan Molano e Simone Consonni. Até Fevereiro Gaviria ganhou por 3 vezes, mas a partir daí nunca mais picou o ponto, o que é preocupantes, como estará a confiança do colombiano?

Depois a equipa vem com 3 caçadores de etapas na média montanha, Jan Polanc e Valerio Conti aqueceram os motores na Turquia, Diego Ulissi até esteve bem nas clássicas das Ardenas. Tom Bohli chega sem aspirações, os contra-relógios são duros demais para ele e Marco Marcato será o capitão.

 

Previsão: Fernando Gaviria ganha 1 e Diego Ulissi triunfa também.



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