Alpecin-Premier Tech – 9

A previsão antes da Vuelta já não era muito positiva e, infelizmente para a equipa neerlandesa, acabou por confirmar-se o pior cenário
Não esperavamos grande prestação de Kaden Groves mas ainda acabou por ser pior. O australiano abandonou à 9ª etapa sem sequer estar na luta por qualquer chegada ao sprint, uma temporada para esquecer de uma das grandes figuras da equipa.
Ramses Debruyne acabou por ser a salvação e a rande figura da equipa. O jovem belga continua a sua evolução enquanto ciclista completo, esteve presente em 4 fugas e muitos mais ataques e sai da Vuelta com três 3º lugares que, com alguma sorte, podiam ter dado para mais. Não deixa de ser positivo, numa equipa que terminou com apenas 3 atletas.
Bahrain – Victorious – 17
Uma Vuelta incrível para a equipa árabe. Santiago Buitrago era o líder para a geral mas rapidamente perdeu muito tempo e focou-se noutros objetivos. Tentou vencer uma etapa, por duas vezes foi 2º, mas acabou por triunfar na classificação da montanha, um prémio justo. Para a geral apareceu Jakob Omrzel! Em estreias em Grandes Voltas, o jovem esloveno terminou num extraordinário 7º lugar, ao qual juntou uma vitoria em etapa.
Pello Bilbao não conseguiu a vitória de etapa desejada, mas teve uma participação muito ativa e foi importante para a equipa. Pela negativa, talvez destacar Matevz Govekar, o sprinter da equipa esteve muito fraco, num leque de sprinters deste nível tinha de ter aparecido mais.
Burgos Burpellet BH – 11

Foi o esperado da equipa espanhola e de uma equipa convidada. Sabia-se, de antemão, que vencer uma etapa seria o superar das expectativas, bem tentaram com a presença constante em fugas mas não conseguiram ter essa sorte.
De todos os nomes da equipa, destacamos Mario Aparicio, 14º na geral final, um resultado excelente para o ciclista de 26 anos. Ainda na montanha, esperavamos um pouco mais de José Manuel Diaz, um ciclista mais veterano nestas andanças. Falando em veterano, Jesus Herrada passou ao lado da corrida, a idade já pesa e a reforma já o chama. No sprint, César Macias lutou com as suas armas e ainda conseguiu 2 top-10.
Cofidis – 12

“Uma equipa que tem muita tradição na Vuelta.” Foi assim que começamos a antevisão da equipa francesa há 3 semanas e, no final, a tradição continua a ser o que era. Num dia caótico, Bryan Coquard acabou por conquistar uma preciosa vitória em etapa ao sprint, salvando a Vuelta da Cofidis, ele que ainda conseguiu mais dois 2º lugares, mostrando ser um dos melhores sprinters da competição.
Não fosse Coquard, e a prestação da equipa tinha sido um desastre, na montanha Emanuel Buchmann, Sergio Samitier e Sylvain Moniquet foram 3 fantasmas, viram-se mais no trabalho nas etapas planas do que no terreno predileto.
Decathlon CMA CGM Team – 18
Mais uma excelente Grande Volta da formação francesa e mais um pódio para Felix Gall. O austríaco nunca ameaçou a vitória final mas também nunca teve o 3º lugar em dúvida, uma exibição sólida com um pódio merecido, depois de ter sido dos poucos que tentou atacar.
A vitória na classificação coletiva demonstra o sólido bloco da Decathlon, uma equipa que ainda perdeu Gregor Muhlberger quando este estava no top-10 e era o gregário de luxo de Gall. Léo Bisiaux foi uma agradável surpresa, entre várias fugas, 3 top-10 e muito trabalho, ainda conseguiu ser 12º, mostrando todo o seu potencial. Pela negativa, Matthew Riccitello esteve discreto, nunca se mostrando como um dos principais apoios na montanha.
EF Education – EasyPost – 14

Richard Carapaz vinha de um excelente Tour e o início de Vuelta parecia mostrar um equatoriano cansado mas, como sempre, foi de menos a mais, até acabar em 4º. Irreverente como sempre, o antigo campeão olímpico foi o ciclista que mais tentou atacar na semana final, as movimentações nunca tiveram resultados práticos, no entanto não podemos criticar pela falta de iniciativa.
Ficou a faltar a vitória em etapa, ainda tentaram e fugas mas a mesma não surgiu. Georg Steinhauser e Juan Filipe Rodriguez foram os gregários que se destacaram pela positiva, especialmente Rodriguez que, ainda há uns meses estava na equipa de desenvolvimento. Foi o braço direito de Carapaz na alta montanha, uma bela surpresa. Longe de ser um sprinter puro, Vincenzo Albanese ainda conseguiu 3 top-10, incluindo um pódio.
Equipo Kern Pharma – 11
Naquela que pode ter sido a última Vuelta a Espanha da equipa espanhola, a prestação não foi de encher o olho. Não podemos apontar falta de combatividade, a Kern Pharma esteve sempre ativa em muitas fugas, nomeadamente com Urko Berrade, Ivan Ramiro Sosa e Mats Wenzel, mas olhando para os resultados não há muito a destacar.
Berrade tentou remar contra a maré na última semana, foi 4º e 5º nas últimas etapas de montanha e já tinha sido 2º numa outra etapa. Sosa foi 4º e 6º em fugas de montanha. Acabam por ser resultados interessantes mas uma equipa vive de vitórias e, quando estão à procura de patrocinadores, só isso interessa.
Groupama – FDJ United – 16
Quem diria à partida que a equipa de Marc Madiot iria ter esta Vuelta? Para começar, Bastien Tronchon sacou um coelho da cartola numa chegada ao sprint e, longe de ser o mais rápido do pelotão, conquistou a grande vitória da carreira. Só aqui já seria uma Vuelta positiva mas ainda há mais!
Tínhamos avisado que Clément Berthet seria um ciclista interessante e poderia surpreender em fugas mas estavamos longe de imaginar que iria terminar a Vuelta em 8º da geral e com 2 top-10 em etapas. Aproveitou, muito bem, a fuga da Sierra de la Pandera para ganhar tempo e, a partir daqui, aguentou-se entre os melhores. Pela negativa, Guillaume Martin e Valentin Madouas, dois dos pesos pesados da equipa, estão em final de ciclo, é notório.
Lidl – Trek – 7
Com a equipa que traziam esperava-se muito mais. Mattias Skjelmose vinha de ser 6º no Tour, até começou bem mas o cansaço começou a apoderar-se do dinamarquês e no último dia de montanha teve uma quebra monumental que o atirou para fora do top-10 da geral. Os restantes homens da montanhanem se viram, uma completa nulidade ao longe de 3 semanas.
Mads Pedersen também vinha de um grande Tour e saiu de mãos a abanar. Fez meia Vuelta, conseguiu 1 pódio mas esteve longe da melhor forma, era dos primeiros a descolar nas subidas e nunca foi uma ameaça nas chegadas ao sprint. Thibau Nys assumiu-se como o homem rápido, foi duas vezes 3º mas tem de aprender a ler melhor a corrida na parte final, ainda comete alguns erros táticos.
Lotto Intermarché – 10
Não era uma equipa sobre a qual havia muitas expectativas. Enquanto teve energia, Jarno Widar foi-se mostrando, o jovem belga foi 2º, 4º e 7º em etapas até meio da Vuelta, depois começou a acusar algum desgaste normal para a estreia em Grandes Voltas. Pelo menos não foi forçado a abandonar devido aos “tradicionais” problemas de saúde.
Ao sprint, Steffen de Schuyteneer foi 5º numa etapa, também não teve muitas oportunidades devido aos perfis com subidas perto da meta. Vito Braet assumir a batuta da equipa, conquistando um inesperado pódio na etapa 16.De Lorenzo Rota já não esperavamos muito mas não deixa de ser pouco para um ciclista da qualidade do italiano e que chegou a valer muito mais.
Movistar Team – 20

O que dizer do conto de fadas? Ninguém se lembra que Cian Uijtdebroeks abandonou ainda na primeira semana porque, a partir da etapa 9 o objetivo ficou bem definido. Com o abandono de Tadej Pogacar, Enric Mas ficou líder da Vuelta, no dia seguinte venceu uma etapa e, a partir daqui, perfilou-se como o grande candidato à vitória final. O espanhol não teve falhas, sempre em controlo dos seus rivais durante toda a segunda metade da Vuelta, conseguiu deixar para trás os fantasmas dos três 2º lugares e subir ao lugar mais alto do pódio, vencendo a Vuelta!
A Movistar esteve taticamente perfeita, quem diria que poderíamos dizer isto! O controlo das etapas foi excelente, a colocação de ciclistas satélite nas fugas das etapas de montanha para serem úteis na parte final foi exemplar, não há nada a apontar de negativo. Pablo Castrillo, Iván Romeo e Raúl García Pierna assumiram-se como grandes gregários para a montanha, não seria este o papel inicial para os 3, mas cumpriram na perfeição o que lhes foi pedido.
Netcompany INEOS Cycling Team – 15

Não foi uma Vuelta má mas também não foi uma Vuelta excelente, cumpriu com os objetivos mínimos. Oscar Onley vinha com excelentes perspetivas mas nunca conseguiu ombrear com os melhores, não venceu uma etapa e teve que se contentar com o 6º lugar final. A conquista da classificação da juventude ajuda com que o balanço seja positivo. Na montanha, Carlos Rodriguez já não é o que era e foi gregário, com Embret Svestad-Bårdseng a mostrar-se bastante consistente.
Ben Turner foi uma completa nulidade ao sprint, o britânico não correspondeu às expectativas. Axel Laurance teve algumas etapas ao seu jeito e conseguiu 4 top-10, com melhor leitura de corrida e mais paciência poderia ter dado para mais e melhor.
NSN Cycling Team – 8
Quando o elenco não é o melhor, também não se pode pedir muito. Hugo Hofstetter foi dos mais regulares ao sprint, conseguiu 5 top-10 mas, como quase sempre na sua carreira, não tem velocidade para estar na luta direta com os principais sprinters.
Alexey Lutsenko terminou por duas vezes no top-10 antes de abandonar, foi a melhor versão do cazaque em muito tempo. Jan Hirt foi apostando na geral mas terminar em 15º sabe a muito pouco para o veterano checo que devia ter apostado em fugas. O “nosso” conhecido Pau Martí finalizou a Vuelta com top-10 na etapa final, um marco importante para o jovem espanhol.
Pinarello Q36.5 Pro Cycling Team – 13

Sem Tom Pidcock, as ambições da equipa helvética são sempre outras, no entanto a salvação apareceu na reta final. Com uma etapa brilhante, Eddie Dunbar triunfou na tirada 19 e salvou a Vuelta da ProTeam, um resultado que o ciclista irlandês tanto procurava depois de muitos azares. Por incrível que pareça, no dia seguinte caiu e foi forçado a abandonar.
A combatividade esteve sempre presente. Thomas Gloag, Xabier Mikel Azparren, Walter Calzoni e Marcel Camprubì mostraram as cores da equipa na frente, estiveram todos em top-10 de etapas, um feito positivo para uma equipa que não trazia uma grande figura. Na despedida da Vuelta, David de la Cruz foi um dos elementos mais discretos.
Red Bull – BORA – hansgrohe – 15
No fundo, Primoz Roglic não mentiu e bem avisou que não vinha nas melhores condições, depois da preparação marcada por um atropelamento. Apesar de tudo, foi melhorando com o passar dos dias e acaba a Vuelta num muito positivo 2º lugar, sem nunca ameaçar a vitória final, por isso pedir mais era impossível. O apoio para a montanha também não era o ideal, quando comparado com outras equipas.
Finn Fisher-Black foi tendo liberdade e, apesar de não ter conseguido vencer, sai da Vuelta com 6 top-10, um registo que prova a regularidade do ciclista neozelandês ao longo das 3 semanas. Pelo estatuto, temos que dizer que Jordi Meeus teve uma Vuelta fraca. É certo que apanhou um Matthew Brennan incrível e não tinha o melhor apoio, mas sair sem vitórias e 4 pódios é muito pouco para o belga.
Soudal Quick-Step – 14
O Landismo está vivo e bem vivo! Quem diria que depois de 19 etapas completamente ausente e sem um único ataque, o veterano basco iria aparecer na última etapa de montanha e com uma exibição superlativa, conseguiria a vitória em etapa, algo que não conseguia há muitos e largos anos.
Até esse dia tinha sido o duo Valentin Paret-Peintre/Filippo Zana a lutar pelas vitórias em fugas. Sempre muito dinâmico, ambos estiveram em 5 escapadas e o francês ainda conseguiu ser 2º e 5º em duas etapas distintas. Havia ciclistas mais fortes, mas de falta de combatividade não podem ser acusados.
Alberto Dainese continua ser uma sombra de si próprio, muito discreto nas chegadas ao sprint. Ethan Hayter apareceu no contra-relógio inicial, esteve em algumas fugas a lutar pela liderança e pela classificação por pontos, foi um bom animador da Vuelta.
Team Jayco AlUla – 6
O elenco era muito fraco, não se podia pedir muito e foi isso que aconteceu. Koen Bouwman ainda liderou a classificação da montanha por um dia, foi uma gota de água num deserto de ideias da equipa australiana. Paul Double mal se viu, Finlay Pickering foi tentando mas também não passou das tentativas.
Num elenco recheado de estreantes, cabia aos mais veteranos como Alessandro Covi mostrarem-se mas nem o italiano conseguiu aparecer. Havia várias etapas ao seu jeito, mas Covi passou ao lado da corrida, conseguindo apenas 1 top-10 ao longo de 3 semanas.
Team Picnic PostNL – 4
Já não há muito a dizer. Que ano terrível para a formação neerlandesa, nem parece que são uma formação World Tour. 7 ciclistas completamente discretos e um Gijs Leemreize que foi tentando aparecer na segunda metade da Vuelta mas sem resultados práticos.
Resumidamente, não houve vitórias, não houve luta pela geral ou por qualquer classificação secundária. A presença nas fugas também não foi suficiente para deixar uma marca significativa, mais uma prova para esquecer por parte da Picnic PostNL..
Team Visma | Lease a Bike – 20

Que brilharete! A equipa neerlandesa mostrou, nesta Vuelta, que é muito mais quem uma equipa de classificações gerais e esteve perfeita! Matthew Brennan foi o dominador nas chegadas ao sprint, 5 vitórias em 6 chegadas onde esteve inserido, e um comboio perfeito com Wout van Aert e Christophe Laporte (enquanto esteve presente). Por falar em Wout van Aert, tivemos a melhor versão do belga de volta! 2 etapas conquistadas, classificação por pontos, luta pela montaha até ao fim e supercombativo da Vuelta. Uma Grande Volta ao estilo de Van Aert, fez de tudo um pouco, está mais que preparado para os Mundiais.
A classificação geral parecia que ia falhar mas, na última etapa de montanha, Sepp Kuss e a Visma estiveram perfeitas! Com um ataque de longe, o norte-americano foi ajudado por toda a equipa (Van Aert, Bruno Armirail e Jorgen Nordhagen) e saltou de 11º para um meritório 5º lugar. A restante equipa cumpriu com o esperado, a Visma teve liberdade e não falhou.
Tudor Pro Cycling Team – 18

- Estreia na Vuelta e logo com duas vitórias em etapa, era impossível pedir melhor! Numa equipa focada em dois líderes, ambos corresponderam e deram alegrias à equipa de Fabian Cancellara.
- Marco Brenner chegava em grande forma mas uma queda limitou-o nos primeiros dias. Foi melhorando e venceu na Sierra de la Pandera, com uma classe tremenda. Ainda voltou a tentar mas a sua Vuelta já estava feita, primeira vitória da carreira em Grandes Voltas.
- Stefan Kung apontou todas as baterias para o contra-relógio da etapa 18 e não falhou. Segunda vitória para a Tudor e Vuelta mais que positivo para o projeto helvético. Os restantes ciclistas foram homens de muito trabalho e contribuiram para as vitórias, também com presenças em fugas.
UAE Team Emirates – XRG – 12

- A avaliação mais difícil de fazer. Tadej Pogacar era dono e senhor da Vuelta, já levava 3 etapas conquistadas, era líder incontestável e estava na luta por tudo até cair e abandonar ao 8º dia. Órfã do seu líder, a UAE Team Emirates redifiniu objetivos e focou-se em vencer etapas, primeiro com Pavel Sivakov (até abandonar) e depois com os 4 resistentes. Sim, apenas metade da equipa chegou ao fim.
- Kevin Vermaerke foi dos mais inconformados, 7 fugas (um terço da Vuelta fugido) mas apenas 2 top-10, o que revela a fraca eficácia dos seus ataques. Ivo Oliveira esteve a um excelente nível, 2 top-10, diversas fugas na segunda metade da prova e a subir melhor que nunca, foi um apoio importante. João Almeida ainda está longe do seu melhor, foi tentando e sai com um pódio no contra-relógio e 10º na Sierra de la Pandera, mostrando que ainda tem de melhorar a sua condição física depois do grave problema de saúde que teve.
Uno-X Mobility – 18
No momento da verdade, a equipa norueguesa nunca falha! É impressionante como a Uno-X chega aos grandes palcos e acaba por vencer mesmo não tendo o plantel mais forte. A nossa previsão não falhou e tanto Andreas Leknessund como Tobias Halland Johannesen conseguiram vencer etapas, depois de tanto baterem na trave ao longo da temporada.
Leknessund venceu logo ao 7º dia e ainda foi a tempo de fazer mais 2 top-10 e ser 3º na montanha, mostrando que esteve muito ativo. Johannessen parecia que ia sair de mãos a abanar, tentou e tentou, mais 2 segundos lugares, até sacar um coelho da cartola e vencer a última etapa de forma justa.
Depois ainda houve a aposta nos sprints com Magnus Cort. O campeão dinamarquês estava a fazer a última Grande Volta da carreira e teve todo o apoio da equipa, terminando com 4 top-5, incluindo 2 pódios.
XDS Astana Team – 15

Dois ciclistas no top-10 acaba por ser um resultado muito interessante. Cristian Rodriguez aproveitou o tempo ganho numa fuga para entrar nos 10 melhores e não mais sair de lá, acabando no 9º lugar. Já Harold Tejada esteve sempre com os favoritos e finalizou em 10º, com alguns top-10 em etapa. Com tudo isto, a aposta de Lorenzo Fortunato pela montanha caiu por terra, se bem que o italiano nunca esteve perto de discutir a classificação.
A grande revelação da equipa foi, indubitavelmente, Alessandro Romele. O sprinter italiano acaba com 7 top-10, uma regularidade impressionante para um ciclista de apenas 23 anos e que mostoru que é muito mais que um velocista. Só faltou a vitória à equipa cazaque para ser uma Vuelta perfeita.