Antevisão da 17ª etapa da Vuelta

O contra-relógio marcou mais diferenças na classificação geral, pelo que alguns dos ciclistas mais atrasados vão ter que começar a atacar.

 

Percurso

Sejam bem-vindos ao País Basco. A cidade de Getxo (com muita tradição no ciclismo) recebe a partida de uma jornada verdadeira seletiva, clássica desta região de Espanha. Podemos dizer que, mesmo assim, a primeira metade da jornada é mais acessível, antes de se entrar na sequência final, que tem 4 subidas nos últimos 50 kms. Primeiro o Alto del Balcon de Bizkaia, com 7300 metros a 4,3%, depois o Alto de Santa Eufemia, com 4500 metros a 5%, que culmina a 21 kms da meta. Ainda há o Alto de Gontzegaraine (5,5 kms a 4,3%) antes do muro final. Nova passagem pelo Alto del Balcon de Bizkaia, desta vez através de outra vertente, são 7300 metros a 9,7%, com rampas inacreditáveis de 23%, o que promete fazer muitas diferenças.

 

Favoritos

Mais uma vez, não é fácil saber o que se pode passar nesta etapa, uma vez que a Mitchelton-Scott ficaria agradada em ver uma fuga chegar ao final e ver os seus rivais ficarem sem as bonificações. No entanto, a Astana e Miguel Angel Lopez têm que começar a recuperar tempo, pelo que podemos ver o mesmo que aconteceu na etapa 15.

Miguel Angel Lopez tem sido dos mais fortes nas últimas chegadas em alto, tendo ficado em 2º em ambas. É dos poucos que tem conseguido fazer a diferença mas no final pouco proveito tem tirado disso. Costuma voar nas terceiras semanas e esperamos ver isso amanhã.

Enric Mas poderá ter alguma liberdade para atacar, tal como aconteceu com Thibaut Pinot nos Lagos de Covadonga. O espanhol não está assim tão longe na geral mas não é um ciclista tão marcado como os seus adversários. Ao ser jovem terá um uma certa irreverência, como se tem visto ao longo da prova e isso poderá ser positivo.

 

Outsiders

Simon Yates realizou um contra-relógio incrível, dilatando a sua vantagem na classificação geral. Até agora ainda não mostrou fraqueza, tendo sido um dos mais fortes, a par de Miguel Angel Lopez. Num final com estas características, tem a explosão necessária para ganhar tempo e a etapa.

Após uma grande vitória nos Lagos de Covadonga, Thibaut Pinot deve estar ainda mais motivado. Terá, ainda, alguma liberdade, já que se encontra longe na geral. O francês parece muito forte, prova disso a grande subida que fez no Domingo, ficando perto do record da subida.

Caso uma fuga tenho o seu sucesso, voltamos a apontar Rafal Majka como grande favorito. Começa a ser um bocado repetitivo, mas o polaco tem estado muito forte tanto quando está em fuga como quando está na ajuda a Emanuel Buchmann. Quando tem um objetivo, não costuma falhar.

 

Possíveis surpresas

Esta tem sido uma prova estranha por parte de Nairo Quintana. Se em algumas etapas pareceu o mais forte, em Covadonga correu muito na defensiva, talvez não parecendo no seu melhor. Amanhã vamos ver como estará o colombiano que, se estiver bem, fará diferenças. Dentro dos favoritos, só vemos Steven Kruijswijk com possibilidades de ganhar, mas terá que ser no meio de muita “confusão”. George Bennett hoje foi penúltimo, pelo que acreditamos que amanhã estará ao ataque na tentativa de salvar a sua Vuelta que começou muito bem mas tem sido um desastre. A Team Sky deve voltar a colocar alguém em fuga e pensamos que agora seja a vez de David de la Cruz. Ilnur Zakarin, Dylan Teuns e Omar Fraile são outras opções para a fuga.

 

Super-jokers

Os nossos super-jokers são Jesus Herrada e Hermann Pernsteiner.

 

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