Antevisão da Dwars door Vlaanderen

Tempo para o último teste para alguns dos candidatos antes do Tour of Flandres. Com um pelotão de luxo, quem marcará posição antes do Monumento?

 

Percurso

Esta é uma clássica relativamente curta para os parâmetros das clássicas belgas, 183 kms entre Roeselare e Waregem. Os primeiros 100 kms são bastante simples, quase totalmente planos, apenas com 2 colinas mesmo antes da zona de abastecimento. Os últimos 80 kms têm 11 colinas e 3 sectores de empedrado.



A partir do quilómetro 106 começam as habituais colinas, com o Kluisberg, seguindo-se o Knokteberg e o Kortekeer. Depois, em rápida sucessão surgem o Steenbeekdries e o Taaienberg, os 2 primeiros sectores de empedrado, e deve ser aqui que haverá uma primeira selecção dos favoritos.

Ao km 132 os ciclistas têm de ultrapassar o Berg tem Houte (1,1 km a 5,8%) e depois o mítico Kruisberg (2,6 kms a 3,9%), uma subida que tem claramente 2 fases. O Knokteberg ao km 149 será decisivo, com os seus 1,1 kms a 7,7%, até porque depois há cerca de 10 kms até à colina seguinte. O Vossenhol ocorre ao km 161, e tem 900 metros a 4,2% e as 2 últimas dificuldades são o Holstraat (1,1 km a 3,9%) e o Nokereberg (subida empedrada com 400 metros a 3,6%). A última colina está a 10 kms da meta e ainda há 700 metros de empedrado a ultrapassar.

 

Tácticas

Primeiro é preciso falar de quem está e quem não está. A Dwars door Vlaanderen nem sempre tem todos os grandes favoritos ao Tour des Flandres devido à sua proximidade ao Monumento. Há quem queria chegar fresco ao Tour des Flandres e quem queria evitar qualquer possível percalço. Este ano a maioria das equipas vem aqui na máxima força, os grandes ausentes são Mads Pedersen, Wout van Aert, Michael Matthews, Sep Vanmarcke (não tem estado bem de saúde) e Peter Sagan (fez Catalunha).




A Deceuninck-QuickStep vem com a equipa praticamente na máxima força por isso acreditamos que será a equipa belga contra o resto do pelotão. Na E3 Saxo Bank Classic levaram a melhor, o que acontecerá amanhã?

 

Favoritos

Yves Lampert foi, em nossa opinião, um dos ciclistas mais forte da Gent-Wevelgem. O mais inconformado no grupo perseguidor, tentou por várias vezes fazer a ponte mas sem sucesso. Numa equipa com tantas opções, acreditamos que esta será a prova ideal para o belga. Vencedor em 2017 e 2018, a superioridade da sua equipa poderá ser fundamental e um ataque nos quilómetros finais é a melhor forma para vencer.

Se há ciclista capaz de superar o poderio do Wolfpack é Mathieu van der Poel. O holandês tem sede de vencer e quando entra só tem foco no primeiro lugar. Poderíamos pensar que esta seria apenas uma prova de preparação para domingo, no entanto em 2019 também aqui esteve e venceu. Pode vencer em diversos cenários.

 

Outsiders

Não estando previsto para o Tour de Flandres, Florian Senechal deverá dar tudo nesta prova. 2º na E3 Saxo Bank Classic, o francês é um ciclista de muito trabalho mas quando a oportunidade aparece não costuma desiludir. Muito completo, este tipo de empedrado é ideal para si, ele que é bastante rápido em grupos muito restritos.



Matteo Trentin tem sido um dos corredores mais regulares nesta campanha de clássicas e só um azar o retirou da luta na passada sexta-feira o que demonstra o seu estado de forma. O italiano parece estar de volta aos bons momentos, numa equipa onde o apoio não deverá ser muito. Já foi mais rápido mas continua a ser um perigo em grupos restritos.

Num cenário de corrida menos seletiva, Giacomo Nizzolo estará a esfregar as mãos. O campeão europeu mostrou-se no passado domingo com um 2º lugar, uma exibição que há muito procurava, depois de algum tempo a tentar curar uma lesão. Mais que um sprinter, o transalpino pode sonhar com um grande triunfo.

 

Possíveis surpresas

Dentro da Deceuninck-QuickStep nunca podemos descorar Julian Alaphilippe, o francês tanto pode vir aqui só preparar o Tour de Flandres como fazer um teste mais sério. Se as condições o proporcionarem não desperdiçará caso contrário o campeão do Mundo poderá ser um ciclista de equipa. Kasper Asgreen e Davide Ballerini são outras alternativas, cada um a fazer lembrar os dois nomes referidos em cima, um para ataque de longe e outro para sprint. O duo da AG2R Citroen Greg van Avermaet e Oliver Naesen teve um fim-de-semana agridoce, apareceu bem na sexta e no domingo desiludiu. Veremos se conseguem aproveitar a superioridade de dois ciclistas que sprintam bem. Depois de não ter estado presente na Gent-Wevelgem, Jasper Stuyven tem aqui um teste importante, veremos como se apresenta o belga que estava em grande forma. Stefan Kung, Anthony Turgis, Nils Politt e Dylan van Baarle estão em boa forma tem aparecido sempre no top-10 das clássicas, com alguma sorte podem surpreender. Sprinters como Tim Merlier, Sonny Colbrelli e Arnaud Demare nunca podem ser descartados em caso de uma corrida menos endurecida.



 

Super-jokers

Os nossos super-jokers são Ethan Hayter e Edward Theuns.

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