O pelotão do Giro chega aos Alpes para uma grande etapa de montanha! Conseguirá Jonas Vingegaard vencer a terceira chegada em alto consecutiva? Como se vai defender Afonso Eulálio?

 

Percurso

A grande etapa desta 2ª semana, a verdadeira etapa de alta montanha! Logo a abrir, surge a 1ª categoria de Saint-Barthélemy (15,7 kms a 6,2%), que vai logo servir para aquecer os motores de todos os ciclistas. Rápida descida até Nus, 11 kms planos e depois 3,5 kms a 5,5%, antes do sprint intermédio e de nova subida categorizada, Doues (5,8 kms a 6,2%).

Seguem-se mais 12 kms muito rápido, quase todos em descida até a sopé da subida de Lin Noir (7,5 kms a 7,8%). Mal se termina esta subida, e com apenas um par de quilómetros de descanso surge a ascensão a Verrogne (5,6 kms a 6,9%). Todas estas subidas são muito regulares, as médias correspondem à realidade das mesmas, não há muito a enganar. Km 92 no alto de Verrogne, 14 kms em descida e 10 kms planos em direção à subida final! Se o dia já não era complicado o suficiente, a subida de Pila (Gressan) irá ser a machadada final em muitos. 16 600 metros a 7%, uma subida muito constante mas que tem alguns quilómetros acima dos 8-9%.




Táticas

Que grande etapa em perspetiva! A subida de Saint-Barthélemy logo a abrir pode vir a ser muito importante, esperamos muitos ataques, há muito em jogo não só na geral mas também não classificação da montanha. Formada a diga, veremos se há equipas com ciclistas satélite na frente, numa etapa como esta podem ser decisivos e potenciar ataques de longe.

A partir daqui surge a questão: quem persegue? A Visma deverá ficar mais na expectativa, a Bahrain-Victorious não terá medo de assumir mas não tem o bloco para anular uma fuga e para eles pode chegar. Vemos a Decathlon e, quem sabe, Netcompany INEOS a endurecer a corrida, são equipas que podem sair a ganhar pois os seus líderes gostam de dias mais duros. Aqui, se a Visma e Vingegaard sentirem a oportunidade também irão ajudar. Se este cenário acontecer após a primeira subida, os favoritos lutam pela vitória, senão a mesma vai sorrir à fuga.

 

Favoritos

Jonas Vingegaard – até agora, 2 chegadas em alto e 2 vitórias para o dinamarquês, conseguirá a 3ª? Giro em modo controlo para Vingegaard que, segundo o próprio, já esteve doente mas está recuperado. Amanhã é mais um dia decisivo, com Sepp Kuss e Davide Piganzoli a preparem o ataque na subida final, naquilo que deverá ser o assalto à maglia rosa.

Felix Gall – tem-se mostrado como o 2º mais forte do Giro, não tem a explosão dos seus rivais mas tem o endurance, algo fundamental para esta longa batalha. Estas etapas de alta montanha são a praia do ciclista da Decathlon, é aqui que consegue os melhores resultados. Sabe que tem um da importante para recuperar o lugar no pódio.

 

Outsiders

Thymen Arensman – o neerlandês tende a crescer com o passar das Grandes Voltas e, no passado sábado, já se viu uma melhor versão sua. Dias de alta montanha, com subidas longas são música para os ouvidos de Arensman! Está no pódio e quererá defendê-lo com unhas e dentes, sempre com um olho em poder vencer a etapa. Recordar que venceu no Tour … frente a Vingegaard.



Giulio Ciccone – em caso de fuga, é difícil passar o italiano. Hoje poupou-se, algo que já estávamos a suspeitar, amanhã tem mais uma opotunidade, não só para vencer mas para começar a somar muitos pontos para a classificação da montanha. O facto da etapa começar logo a subir será importante para estar na fuga, depois é ter pernas.

Enric Mas – os últimos dias têm mostrado uma versão diferente do espanhol, tem de salvar o seu Giro,  mas para azar não for chegadas em alto. Amanhã a historia é diferente, uma verdadeira etapa de montanha, e se Mas mostrar a capacidade desta semana é um dos principais canidatos à vitoria.

 

Possíveis surpresas

Giulio Pellizzari – começou o Giro muito bem, teve problemas gástricos e já deve estar recuperado. Teremos a melhor versão de Pellizzari? Agora algo distante dos primeiros poderá ter alguma liberdade, mas tem de estar em boa forma se quiser vencer.

Jai Hindley – o elemento mais resguardado da Red Bull-BORA. Com a mira no pódio, o australiano está a atingir o pico de forma na altura certa, a experiência é um posto, sabe muito bem o que tem de fazer neste tipo de etapas.

Ben O’Connor – nada a apontar até agora, a fazer um Giro muito positivo. Por norma costuma quebrar quando menos se espera e, quando tem o dia negativo é algo sério. Apesar de tudo, adapta-se muito bem a este tipo de subidas mais longas.

Michael Storer/Mathys Rondel – mais um duo muito perigoso, este na Tudor. Até agora pouco os tem separado na montanha mas para amanhã acreditamos mais em Storer, mais experiente neste tipo de etapas e habituado a Grandes Voltas. No entanto, Rondel tem muita qualidade e não nos admirávamos se surpreende-se, quererá voltar ao top-10.



Einer Rubio – outro ciclista com a mira apontada à classificação da montanha, estará na fuga com toda a certeza. Não parece na melhor das formas mas também ainda não teve etapas de alta montanha, é aí que rende mais.

Christian Scaroni – longe de ser um puro trepador mas no ano passado venceu uma etapa de montanha e a XDS Astana está a voar. A montanha deverá ser um objetivo, a presença na fuga deverá passar por aí. Estando na luta na subida final, contará a condição física e essa está lá.

Wout Poels – se há etapa onde o gigante neerlandês se pode destacar é aqui. Discreto nos últimos dias, reservando todas as energias para as etapas que realmente lhe interessam, Poels é um perigo se estiver na frente.

Filippo Zana – caiu na etapa 11 mas não teve grandes consequências. Veio para o Giro para vencer uma etapa, tem aqui uma bela oportunidade. Estando recuperado e sem grandes queixas, será dos ciclistas em evidência.

 

Super-jokers

Os nossos super-jokers são Jefferson Cepeda e Alessandro Pinarello.



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