Novo dia com a média montanha a aparecer no Giro, numa etapa com vários cenários possíveis. Teremos os sprinters a aproveitar uma rara oportunidade ou conseguirá uma fuga enganar os homens rápidos?

 

Percurso

Imperia acolhe a partida da 12ª etapa, mais um dia que é bastante fácil de explicar, parece que a organização tem um padrão definida nas etapas de média montanha. 93,5 kms relativamente acessíveis para começar, apenas uma pequena subida e logo no começo da etapa e, em cerca de 30 kms estão condensadas as dificuldades do dia. Primeiro o Colle Giovo (11,4 kms a 4,2% com o sprint intermédio a estar incluido na subida), seguido do Bric Berton (5,5 kms a 5,9%).

No alto, resta, 53 kms para a chegada em Novi Ligure, com os 37 kms seguintes a serem muito rápidos, com uma descida pelo meio. Aí surge o Km Red Bull, como hábito, no topo de uma colina, esta com 1700 metros a 3,9%. Ultrapassada esta dificuldade, aparece 600 metros a 7,2% com término a 7 kms do final, antes do terreno totalmente plano até à meta.



 

Táticas

Esta é uma etapa que tanto pode dar para a fuga como para os sprinters. É um perfil muito semelhante à etapa 4, quando a Movistar decidiu rebentar com a corrida na grande subida e deixar praticamente todos os sprinters para trás. Veremos o mesmo cenário amanhã? Não seria de estranhar, pois só assim Orluis Aular pode ter possibilidades de vencer mas também se viu que nem desta forma dá total garantias.

Outras equipas podem juntar-se, pois Jonathan Milan e Dylan Groenewegen são homens que vão sentir muitas dificuldades se a corrida for mais atacada e, aí sim, Soudal Quick-Step, Decathlon e, talvez, Netcompany INEOS podem aliar-se e reduzir o grupo. Se isto não acontecer, a fuga tem as suas chances, muitas equipas não têm homens rápidos e sabem que só dessa forma podem vencer.

 

Favoritos

Paul Magnier – dia importante na luta pla maglia ciclamino, com Narváez a aproximar-se perigosamente. O francês tem sido o sprinter mais regular, já leva duas vitórias e sabe que será o alvo a abater. Conta com um bloco muito forte em seu torno, será sempre importante para a chegada.

Tobias Lund Andresen – sobe relativamente bem quando está em forma, na etapa 4 foi dos últimos a ceder. Após uma boa 1ª etapa tem estado mais discreto, tem de voltar a mostrar serviço. Numa Decathlon que agora está mais focada na geral, o apoio pode não ser tanto, mas Andresen tem por hábito conseguir desenrascar-se sozinho.

 

Outsiders

Ben Turner – na já referida etapa 4 foi dos mais fortes, 4º na chegada mesmo depois de rebocar Egan Bernal. Dentro dos sprinters, é ds que passa melhor as subidas, a INEOS sabe que tem uma excelente oportunidade de vitória aqui, não vão querer desperdiçar outra vez e Turner já merece ter o apoio da equipa.



Corbin Strong – etapa mesmo ao jeito do ciclista neozelandês que já viu a NSN trabalhar durante alguns dias mas sempre sem resultados práticos. As oportunidades não são muitas, sabe que depois vai trabalhar para Ethan Vernon, vai dar tudo o que tem e não tem para passar as subidas e lutar pela vitória ao sprint.

Jonathan Milan – nada está a correr bem neste Giro, 11 etapas e nenhum triunfo para aquele que era apontado como o grande sprinter. Se a corrida for endurecida será difícil superar mas se passar tem todas as condições. A Lidl-Trek tem falhado no seu comboio, tem que aprender com os erros. Milan é um sprinter com experiência de Grandes Voltas, consegue vencer na 2ª metade da prova.

 

 

Possíveis surpresas

Orluis Aular – é daqueles que temos a certeza que vai estar no grupo principal mas será que consegue bater os sprinters que passarem? Essa é a grande dvida e algo que duvidamos, não é alguém muito ganhador.

Jhonatan Nárvaez –maglia ciclamino pode ser um novo objetivo e, como tal, vai querer estar na luta. Até pode colocar a UAE Team Emirates ao trabalho para endurecer a corrida, sabe que consegue bater alguns homens rápidos.

Ethan Vernon – numa corrida menos atacada, o britânico será a aposta da NSN em detrimento de Strong. Vernon é alguém que precisa de poucas oportunidades e que vence quando menos se espera.

Dylan Groenewegen – é daqueles que vai sofrer mais nas subidas mas também deverá estar muito motivado para mostrar resultados. Esteve perto na etapa 6, parecia na posição ideal mas caiu antes da reta da meta. A Unibet Rose Rockets tem o melhor comboio, é um passo importante para estar perto da vitória.



Thomas Silva – nos nos admirávamos que se metesse na luta pela vitória caso o pelotão seja mais reduzido mas também é alguém que pode estar na fuga do dia. O uruguaio corre sem pressão, tudo parece fluir melhor assim.

Giovanni Lonardi – talvez a melhor hipótese para o italiano da Polti. Sprinter muito competente, passa bem estas subidas e consegue colocar-se relativamente bem.

Paul Penhoet – um pouco como Lonardi, esta é uma boa chance para conseguir um excelente resultado, uma etapa mais dura que o habitual que consegue retirar alguma potência aos puros sprinters.

Jan Christen – alguém que pode atacar na parte final, principalmente naquela última dificuldade. Combatividade é com o suíço mas falhar o timing do ataque também.

Nico Denz – especialista em vencer em fugas de Grandes Voltas em etapas que pareciam destinadas para os sprinters. O potente alemão sabe como tem de se movimentar numa fuga, não lhe podem dar um metro que seja.

Frederik Dversnes – mais discreto do que esperávamos, talvez guardando-se para os dias onde pode mesmo ter hipóteses. Este é um deles, o norueguês é muito combativo e adora este terreno mais ondulante.

Florian Stork – o alemão já esteve perto de vencer logo ao 2º dia, tem demonstrado uma grande ponta final em grupos mais restritos. Um ciclista muito interessante e perigoso para uma fuga.

 

Super-jokers

Os nossos super-jokers são Filippo Ganna e Andrea Raccagni.



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