Antevisão da Omloop Het Nieuwsblad 2020

O momento pelo qual muitos fãs da modalidade esperavam chegou! As clássicas do empedrado estão de regresso e com isso o espetáculo pelas estradas belgas também.

Percurso

Cerca de 200 quilómetros, com 14 sectores de empedrado e 13 subidas é o que temos na Omloop Het Niuewsblad. Um percurso relativamente semelhante ao dos últimos anos, sofrendo, apenas, pequenos ajustes.

Realisticamente, é de esperar que a corrida se mantenha relativamente calma até ao Wolvenberg, a cerca de 60 kms da meta, na 1ª de 3 sequências decisivas. O Wolvenberg (600 metros a 7%), depois dois setores de empedrado e o Molenberg (300 metros a 7,4%) é a 1ª sequência, que termina a 47 kms do final.




A 2ª sequência começa 10 kms depois com 1800 metros em empedrado, o Leberg (1 km a 3,6%), o Berendries (900 metros a 7,2%), o Elverenberg (1,1 kms a 4%) e para finalizar mais 600 metros de empedrado, tudo isto em 10 kms.

Para finalizar as dificuldades do percurso temos o mítico Kapelmuur (1 km a 7,5%) e o Bosberg, com 1000 metros a 5%, que fica a 13 kms da meta. Um factor que pode ser importante e até mesmo decisivo é o espaço entre a 2ª e 3ª sequência, que agora é maioritariamente em estradas estreitas e sinuosas, o que pode dificultar perseguições organizadas.

Tácticas

Os últimos anos têm apresentado uma prova feita com bom tempo, o que não favorece os ataques. Grupos com alguma dimensão têm chegado na discussão dos primeiros lugares.

Ora, para amanhã espera-se vento e alguma chuva! Um percurso duro a juntar a estes condimentos só pode significar espectáculo. Acreditamos numa corrida muito seletiva que será ganha pelo ciclista mais forte, ou por um dos mais fortes, uma vez que nas clássicas também é necessário alguma sorte.




Sem Peter Sagan e Mathieu van der Poel, os olhos estarão noutros ciclistas e a corrida teoricamente mais aberta. Ainda assim, pensamos que poucos estarão interessados em levar sprinters para o risco, somente UAE Team Emirates e, talvez, Bahrain-McLaren possam ter essa ideia em mente. Deceuninck-QuickStep, Trek-Segafredo, CCC Team, Lotto-Soudal e AG2R La Mondiale são algumas das formações que vão querer endurecer o ritmo de corrida nas principais dificuldades.

Favoritos

Greg van Avermaet costuma começar bem a temporada de clássicas, basta ver que nos últimos 8 anos por 7 vezes terminou no top-6, tenho ganho duas edições. O campeão olímpico é um poço de regularidade, adora dias duros em cima da bicicleta e começou bem a temporada, basta ver os resultados em Valência e no Algarve. Com um bloco de clássicas reforçado, a CCC Team irá dar um maior apoio a Avermaet, podendo ser muito importante.

A Deceuninck-QuickStep tem uma equipa fortíssima e várias são as cartas a ser jogadas. Kasper Asgreen parece cada vez mais forte em todo o tipo de terreno. Os seus resultados falam por si e, este ano, já se mostrou no Tour de la Provence. Com um motor impressionante, o dinamarquês é, também, rápido em grupos restritos. A possível superioridade da sua equipa também joga a seu favor.

Outsiders

Não podemos descorar o campeão em título Zdenek Stybar. O checo entra sempre forte na temporada de clássicas e é um ciclista perfeito para este tipo de dias. Sabe ler a corrida como poucos, vejam o seu ataque no final da etapa que ganha em San Juan, e, se for preciso, ainda tem uma ponta final para se bater com os seus rivais.




Dylan Teuns não é um especialista nem tipo de provas mas o 5º lugar no ano passado faz prever que 2020 pode ser ainda melhor. A juntar a tudo isto, o belga vem em grande forma da Vuelta a Andaluzia, onde ganhou uma etapa. Preferirá chegar sozinho pois muitos dos seus adversários são rápidos em grupos restritos.

Um dos ciclistas mais azarados e que podia ter um palmarés muito melhor é Sep Vanmarcke. O belga conseguiu a sua única grande vitória em clássicas nesta provas, já no ano de 2012, quando bateu um tal de Tom Boonen. Furos, quedas e outros tipos de peripécias em alturas importantes têm deitado os resultados por terra. Vários são os pódios aqui e a EF Pro Cycling tem andado como nunca em 2020. Será o ano de Vanmarcke?

Possíveis surpresas

A CCC Team tem em Matteo Trentin uma séria alternativa. O italiano é muito mais que um sprinter, passa este tipo de dificuldades como poucos e, por vezes, não consegue “rematar” no sprint final. Com o apoio de Van Avermaet a história pode ser outra. Na Deceuninck-QuickStep, Bob Jungels e Yves Lampaert são outros nomes a ter em atenção. Dois ciclistas que já venceram clássicas do empedrado, sabem o que é preciso para triunfar nestas estradas. Oliver Naesen é um dos mais regulares ciclistas nesta fase do ano. Sempre entre os melhores, o belga tem uma excelente ponta final que lhe vale bons resultados. Falta a grande vitória que parece estar ao virar da esquina. Não descartem Wout van Aert! É verdade que o belga tem a sua preparação atrasada e nem era para estar presente mas devido à ameaça de cancelamento de corridas decidiu antecipar a sua época de clássicas. Um dos mais fortes do pelotão neste tipo de terreno, pode aparecer a qualquer momento. Tiesj Benoot, Michael Valgren e Stefan Kung são bons “motores de fundo” para as clássicas mas será muito difícil a vê-los vencer. É necessário estarem num dia super. A Trek-Segafredo tem algumas alternativas e tem feito um bom início de temporada, olho em Mads Pedersen e Jasper Stuyven. Não acreditamos numa chegada ao sprint, ou pelo menos com um grupo com alguns elementos, mas aí Sonny Colbrelli e, principalmente, Alexander Kristoff e Mike Teunissen são os nomes a destacar.



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