O pelotão tem uma última paragem pelo Médio Oriente com a visita aos Emirados Árabes Unidos. Espera-se uma semana de bom ciclismo, com a UAE Team Emirates a tentar vencer em casa mas com Remco Evenepoel a querer estragar a festa.

Percurso

Esta é uma prova onde o percurso não tem muito que saber. Tal como nas restantes edições, a fórmula mantém-se inalterada, com 4 etapas para os sprinters (a 1ª é a mais complicada), um contra-relógio individual de 12 kms e 2 chegadas em alto. É aqui que surge a grande novidade, com a subida de Jebel Mobrah (13,2 kms a 8,1% mas com os últimos 6,8 kms a 11,8%!) a aparecer no menu logo ao 2º dia. Jebel Hafeet mantém-se no cardápio, uma subida com 10,9 kms a 6,7% e já muito conhecida por todos.



Tácticas

Normalmente com este traçado é preciso ser-se um bom trepador e um bom contra-relogista, com uma equipa capaz de proteger o seu líder nas etapas planas e fazer alguma seleção na primeira metade das subidas. Dificilmente ataques de longe podem ter o seu sucesso, tanto a Red Bull-BORA-hansgrohe como a UAE Team Emirates têm blocos fortes para apoiar os seus pesos pesados.

 

Favoritos

Remco Evenepoel – entrou a voar em 2026, querendo marcar logo posição dentro da equipa e no pelotão internacional. Conta já com 6 vitórias e tem aqui um teste importante. Irá ganhar tempo no contra-relógio, o grande teste será em Jebel Mobrah, mas vemos Evenepoel a adaptar-se cada vez melhor a este tipo de subidas. Para a montanha o bloco não é o mais forte, Finn Fisher-Black e Mattia Cattaneo terão de estar em grande,

Isaac del Toro – é a aposta da UAE Team Emirates a correr em casa. Parte com mais responsabilidade esta temporada e nada melhor que começar a ganhar. Tem que fazer diferenças logo nos primeiros dias, a presença de Kevin Vermaerke e, principalmente, Adam Yates serão fundamentais para ter alguma superioridade numérica.

 

Outsiders

Adam Yates – não conseguiu ganhar em Oman mas mostrou estar em forma. Não é a principal aposta da UAE Team Emirates, mas num cenário mais tático pode conseguir destacar-se e escapar para a vitória. Apesar da veterania, britânico continua a ser um ciclista de grande qualidade e muito regular nas provas por etapas.

Antonio Tiberi – entrou bem em 2026, um sinal positivo para uma temporada importante. Quando está bem, o italiano é um ciclista muito forte e, também, muito combativo. Com Damiano Caruso e Afonso Eulálio tem um bloco muito forte, será um fator decisivo ao longo da semana.



Tobias Johannessen – uma das confirmações da última temporada, o norueguês parte cheio de ambição para 2026 e nada melhor que começar com um grande resultado. Estas são subidas ao seu estilo, é um ciclista muito atento às situações de corrida, está numa equipa capaz de o proteger bem.

 

Possíveis surpresas

Lennert Van Eetvelt nunca sabemos o que esperar do belga. Nos melhores dias capaz de lutar com os melhores do mundo, estas subidas até são boas para si mas se vier uma rajada de vento também é dos primeiros a ceder ou também é propenso a quedas. Já venceu esta prova em 2024.

Ilan van Wilder – sem Evenepoel na equipa, o belga terá mais liberdade para procurar os seus resultados pessoais. É neste tipo de provas que se pode destacar, subidas mais longas, sem grande acumulado antes, capaz de usar o seu estilo de contra-relogista.

Michael Storer – as chegadas em alto vêm favorecer as características do australiano, no entanto veremos se não consegue perder tempo até lá. É daqueles ciclistas que não tem medo de atacar de longe.

Mathys Rondel – talvez até seja a melhor aposta dentro da Tudor, pela forma que já apresentou esta época. Jovem talento que pode aproveitar uma menor marcação para arriscar.

Derek Gee – em estreia pela Lidl-Trek, o canadiano nem era para estar presente. A forma pode ser uma pequena incógnita por causa disso, no entanto este é um percurso perfeito. Não corre há muito tempo, também pode vir a ser decisivo.



Felix Gall – longe de ser a prova ideal para as características do austríaco, primeiro pelo contra-relógio e depois pela falta de dureza antes das subidas finais. Costuma usar as primeiras provas para aquecer os motores.

Ben O’Connor/Luke Plapp – duas pequenas incógnitas na Jayco AlUla. O’Connor até se costuma dar bem com os ares dos Emirados, foi 2º em 2024, mas também já competiu e esteve bastante discreto. Plapp é capaz do melhor e do pior, nunca sabemos qual versão esperar.

Ben Tulett/Jorden Nordhagen – numa Visma orfã de Jonas Vingegaard terão de ser os miúdos a assumir as rédeas da liderança, numa oportunidade única. Tulett teve uma excelente evolução em 2026, é aquele que mais preparado está para estar na luta pelos primeiros lugares.

Sergio Higuita – a XDS Astana está a voar, o colombiano quererá aproveitar o momento que a equipa está a atravessar para conseguir um grande resultado.

 

Super-Jokers

Os nossos super-jokers são Georg Steinhauser e Eddie Dunbar.



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