Dia para coroar o novo campeão da Europa de elites masculinos, dia para saber o sucessor de Tadej Pogacar! Após alguns ataques na fase inicial, a fuga do dia formou-se com a presença de Tiago Antunes. O português teve a companhia de Luka Mezgec, Fabian Weiss, Josef Cerny, Jakob Soderqvist e Jochem Kerckhaert. Desde cedo, a Bélgica colocou-se ao trabalho no pelotão, até recebeu a ajuda inesperada da Sérvia, e a 82 kms do fim, já depois da primeira volta ao circuito, o pelotão já estava compacto.



A segunda ascensão a Možjanca viu a Itália endurecer o ritmo mas os transalpinos apenas apareceram a espaço, com a Bélgica a controlar na restante volta, onde se destacou um ataque de Jan Christen que teve pouco sucesso. O mesmo cenário repetiu-se na volta seguinte, a Itália apareceu na subida mas a Bélgica voltou a controlar na parte mais importante, desta vez com Pavel Sivakov a ser o atacante. A passagem pela meta fez-se com o grupo compacto.

A quarta subida a Možjanca viu a Eslovénia aparecer mas o filme voltou a repetir-se, com a Bélgica a assumir a corrida na parte mais dura e a impor um ritmo que reduziu o grupo principal a cerca de 20 elementos. Giulio Ciccone decidiu abrir as hostilidades, a 37 kms do fim, nos metros finais da subida, com Remco Evenepoel a responder prontamente e a passar para a frente. Parecia que iam ficar estes dois na frente mas Evenepoel foi ao chão numa curva logo depois da subida, Ciccone ficou sozinho mas foi apanhado pelo grupo de Evenepoel no início da descida.



Evenepoel queria mais e, depois de atacar a subir, atacou a descer, novamente com Ciccone a ser o único a seguir o belga. Apesar do entendimento não ser perfeito, este duo passou na meta com 25 segundos de vantagem para o grupo perseguidor que tinha 10 ciclistas, entre os quais Roglic, Rondel, Scaroni e Romeo. Quase sempre ao ritmo de Evenepoel chegava a subida final, onde o belga assumiu sempre a frente a ritmo, nunca atacando Ciccone. Atrás, Rondel e Scaroni isolaram-se, com o italiano a ficar sozinho na perseguição na 13 kms do fim, quando estava a 45 segundos da frente.

A vitória estava na frente, Evenepoel levou o duo até ao final e tudo se decidiu ao sprint. Ciccone esteve perfeito, esperou na roda de Evenepoel, lançou o sprint longe do final, arrancando forte numa curva e rapidamente teve 2/3 bicicletas de avanço. Evenepoel não desistiu, fez uns últimos 100 metros brutais, alcançou Ciccone e o título europeu decidiu-se no lançamento da bicicleta. Ninguém festejou, o suspense esteve presente e depois confirmou-se a vitória de Evenepoel, conquistando o grande título que lhe faltava.



A 59 segundos, Scaroni foi 3º e deu uma segunda medalha à Itália. A 1:13, Toms Skuijns enganou o grupo perseguidor e foi 4º, com Ivan Romeo a fechar o top-5. Nelson Oliveira foi o melhor português, terminando em 27º a 2:47.

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