Caos no País Basco acaba com vitória de Gaudu na etapa e de Roglic na geral

Uma etapa curta, mas muito dura seria o palco de todas as decisões na Volta ao País Basco, uma corrida que prometia espectáculo. Os ciclistas aqueceram nos rolos antes do tiro de partida e tinham razão para tal, logo na primeira subida começaram a chover ataques, a Movistar impôs um ritmo diabólico e ficaram cerca de 50 ciclistas na frente. Antwan Tolhoek foi o impulsionador de muitos dos ataques e acabou na frente com a companhia de Fraile, Mas, Carthy, Carapaz, O’Connor e Bevin a 80 kms da meta.




A distância manteve-se sempre curta com a UAE Team Emirates a liderar a perseguição e mais alguns corredores conseguiram fazer a ponte, entre eles Verona, Hirschi, Oomen, Vansevenant. Curiosamente no grupo dos favoritos foi na descida que se fizeram diferenças, Aranburu acelerou o ritmo a 64 kms do final e mais 5 ciclistas acompanharam o espanhol, entre eles Primoz Roglic e Valverde.

Assim que Valverde e Roglic chegaram à frente a Jumbo-Visma e a Movistar começaram a trabalhar, enquanto lá atrás era o próprio Pogacar a puxar os outros favoritos. Estava aí à porta a subida mais dura do dia e no 1º grupo Roglic puxava (apenas Gaudu e Carthy o conseguiram seguir) e no 2º grupo trabalhava Pogacar (apenas Vansevenant, Yates e Vingegaard aguentaram o ritmo, com McNulty a ficar para trás).




Landa e Valverde que tinham deixado a frente da corrida na subida foram apanhados pelo grupo de Pogacar, que estava a 1 minuto a 25 kms da meta. Pouco depois colaram ao 2º grupo Chaves, O’Connor, Izagirre, Ruben Fernandez e Bilbao, mas nem por isso a coordenação melhorou. O trio dianteiro entrou na subida final com 40 segundos de vantagem e logo no sopé o ataque de David Gaudu deixou Hugh Carthy a pé.

Gaudu trabalhou a subida toda, levando Roglic na roda, enquanto no grupo perseguidor só Valverde, Vingegaard e Yates resistiram ao ritmo de Pogacar. No final não houve discussão pelo triunfo, Roglic cumprimentou Gaudu dentro do quilómetro final e ambos puderam festejar à vontade, Gaudu a etapa e Roglic a geral. O mais forte no sprint final foi Valverde, que assinou o 3º posto. Vingegaard foi 3º na geral e o vencedor da última etapa subiu ao top 5 da classificação final.

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