Jornada final do Tour Down Under com um circuito ondulado em Stirling a prometer alguma animação, apesar da classificação geral já estar virtualmente decidida a favor de Jay Vine, que tinha mais de 1 minuto de avanço para Mauro Schmid. O início da etapa foi bem mexido, na primeira passagem (das 8 no total) pela meta ainda não havia propriamente uma fuga formada, só depois ganharam alguma vantagem Luke Plapp, Robert Stannard e Pascal Eenkhoorn. Eenkhoorn e Plapp não estavam longe na geral e tentavam forçar a UAE a trabalhar, a equipa do líder respondia colocando Juan Molano na frente do pelotão e esperava que outras equipas se juntassem à frente, formações que tivessem ambições pela etapa ou com medo de perder um bom lugar na geral.

O momento inusitado da jornada ocorreu a faltar cerca de 100 kms para a meta, um canguru atravessou-se no meio da estrada e causou a queda de Jay Vine e de 1 colega de equipa, no caso Mikkel Bjerg. A diferença flutuava e Pavel Novak, da Movistar, conseguiu fazer a ponte para a frente, enquanto Molano e Bjerg abandonavam, isto significava que a UAE apenas tinha Ivo Oliveira e Adam Yates em prova para ajudar Jay Vine. Foi nesta altura que a UAE encontrou aliados, a EF a defender o pódio de Sweeny, a Decathlon e a Visma à procura da etapa.




O ritmo subiu muito e a fuga estava condenada e a 25 kms da meta começaram a surgir os ataques no pelotão, primeiro Chris Harper, depois Santiago Buitrago. A Movistar continuou a tentar, lançou Romo e Cepeda para a frente e a 10 kms do final Romo, Cepeda, Buitrago e Glivar tinham 30 segundos para o pelotão. Depois disso várias equipas ajudaram-se, Yates garantiu que Vine chegava aos 2 kms com condições para garantir a geral, a Visma tentava colocar o seu sprinter nas melhores condições possíveis.

Os atacantes foram alcançados já dentro do quilómetro final e foi a Ineos a lançar o sprint, só que Sam Watson estava desaparecido em combate. Brennan estava até demasiado bem colocado, teve de primeiro acompanhar o ataque de Brady Gilmore, só depois lançou o seu sprint e quando isso aconteceu não deu hipóteses à concorrência. Gilmore subestimou a dureza deste final e quebrou nos 100 metros finais, sendo ultrapassado por Finn Fisher Black e Tobias Lund Andersen.




Contas feitas, na classificação geral ficou tudo mais ou menos na mesma, Jay Vine triunfou diante de Mauro Schmid e do surpreendente Harry Sweeny, nota apenas para a saída de Michael Leonard do top 10, ele que era 7º. Andrea Raccagni foi 6º e coincidentemente também o melhor jovem. Tobias Lund Andersen foi de longe o melhor sprinter, pelo menos o mais consistente, Martin Urianstad venceu a classificação da montanha e a Jayco a melhor equipa. Ivo Oliveira foi hoje 75º e finalizou a corrida em 77º.

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