Foto: Volta a Portugal

Decorreu, há poucos instantes, a apresentação da edição deste ano da Volta a Portugal. Na Sala de Arquivos da Câmara Municipal de Lisboa foi revelado, não só o percurso completo, mas também todas as equipas que irão percorrer as estradas nacionais entre 6 a 17 de agosto. Falando, primeiramente do percurso, são, no total, 1 575,10 quilómetros, 20,1 destes em contra-relógio individual, e onde a dureza aparece logo a começar.



O pontapé de saída é dado na Maia com um curto prólogo de 3400 metros e, logo ao segundo dia, a primeira chegada em alto no Santuário do Sameiro, em Braga. Esta é uma das novidades da competição, já que em anos anteriores o pelotão, depois de passar a subida do Sameiro costumava terminar bem no centro da cidade. Segue-se uma etapa de média montanha com final em Fafe, um dia que promete sempre espetáculo, e que pode pender para os sprinters mais completos. A etapa seguinte, entre entre Boticas e Bragança poderá voltar a sorrir aos homens rápidos mas terão de sofrer nas várias subidas do dia.

Regressam as chegadas em alto, com o final no alto da Senhora da Graça, sendo que antes terá a passagem pela Serra do Alvão, uma das novidades no traçado desta etapa em 2025. Uma rara oportunidade para os sprinters aparece antes do dia de descanso, ligação entre Lamego e Viseu, com as dificuldades a estarem na fase inicial mas sem deverem afastar os homens rápidos da luta. Merecido dia de descanso e regresso da montanha, com o já tradicional final no centro da Guarda, depois de passagens por Prados, Videmonte e uma primeira passagem pela meta no Largo General Humberto Delgado.

O pelotão mantém-se por esta região para a etapa até ao Alto da Torre! Partida no Sabugal e chegada ao ponto mais alto de Portugal Continental, numa ascensão de 20,2 quilómetros feita pela vertente da Covilhã. Finalmente o pelotão começa a deslocar-se para sul e a ligação entre Ferreira do Zêzere e Santarém será a derradeira oportunidade para os sprinters. O fim-de-semana decisivo de competição inicia-se com partida em Alcovaça e chegada no alto do Montejunto, uma das subidas mais importantes da região Oeste e um regresso à “Grandíssima”!  Como já era sabido, a Volta a Portugal termina com um contra-relógio individual em Lisboa, com 16 700 metros de extensão.



Etapas

6 de agosto – Prólogo: Maia – Maia, 3,4 km (CRI)

7 de agosto – 1ª Etapa: Viana do Castelo – Braga (Sameiro), 162,3 km

8 de agosto – 2ª Etapa: Felgueiras – Fafe, 167,9 km

9 de agosto – 3ª Etapa: Boticas – Bragança, 179,8 km

10 de agosto – 4ª Etapa: Bragança – Senhora da Graça, 182,9 km

11 de agosto – 5ª Etapa: Lamego – Viseu, 155 km

13 de agosto – 6ª Etapa: Águeda – Guarda, 175,2 km

14 de agosto – 7ª Etapa: Sabugal – Alto da Torre, 179,3 km

15 de agosto – 8ª Etapa: Ferreira do Zêzere – Santarém, 178,2 km

16 de agosto – 9ª Etapa: Alcobaça – Montejunto, 174,4 km

17 de agosto – 10ª Etapa: Lisboa – Lisboa, 16,7 km (CRI)

 

Olhando para o pelotão presente, a organização anunciou um total de 15 equipas. A juntar às 9 formações Continentais portuguesas (Anicolor/Tien21, AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense, Aviludo-Louletano-Loulé Concelho, Credibom-LA Alumínios-Marcos Car, Efapel Cycling, Feirense-Beeceler, GI Group Holding-Simoldes-UDO, Rádio Popular-Paredes-Boavista e Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), estarão, deste escalão, a australiana Atom 6 Bikes/ Decca Continental Team, a espanhola Illes Balears/ Arabay, a mexicana Petrolike, a norte-americana Project Echelon Racing e a equipa de desenvolvimento da Israel-Premier Tech. O elenco fica completo com a Caja Rural-Seguros RGA que, este ano, é a única ProTeam presente.

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