Alpecin-Premier Tech
Mais um ano com a equipa belga a apostar tudo nas suas grandes figuras para vencer etapas e conquistar a camisola verde. Jasper Philipsen é o homem para os sprints, está a ir de menos a mais em 2026 e a recente vitória em etapa e na geral da Volta a Bélgica será muito motivador. Acreditamos que volte a aparecer em grande, numa equipa muito focada em si, com um comboio composto por Tim Marsman, Jonas Rickaert e Edward Planckaert.
Mathieu van der Poel também irá ajudar quando for preciso, até pode ser o último lançador em muitos dos casos, mas certamente terá as suas oportunidades, ao longo das 3 semanas há várias etapas mesmo ao seu jeito. Tem trabalhado muito em direção a este objetivo, todos sabemos que o neerlandês raramente falha quando mete algo na cabeça. Emiel Verstrynge e Ramses Debruyne têm feito uma temporada positiva, pode ter oportunidades nas etapas de média montanha. Silvan Dillier será um ciclista de muito trabalho.
Previsão: Esta é uma equipa que não falha nos grandes momentos. Jasper Philipsen vai vencer duas etapas, ser muito regular e conquistar a camisola verde. Mathieu van der Poel também vai vencer por duas vezes.
Bahrain – Victorious
Antonio Tiberi parte como o líder para a geral, é a estreia do italiano na Volta a França, um ciclista um pouco enigmático e que tanto é 2º no UAE Tour lutando contra Isaac del Toro como 37º na Volta a Suíça. Nunca sabemos que versão esperar do italiano mas o mais provável é falhar. Lenny Martinez vem focado em vencer etapas, o francês esteve muito bem na Suíça a partir do momento em que desligou da geral e nas fugas das etapas de montanha é sempre um perigo constante. Damiano Caruso é o último trepador da equipa, acredito que seja importante no apoio a ambos, a experiência vai ajudar.
Depois há Phil Bauhaus para as chegadas ao sprint. O alemão continua a ser a aposta da equipa apesar de já não vencer há mais de 2 anos e a sua regularidade ter diminuido um pouco. Com Robert Stannard e Vlad van Mechelen tem um comboio sólido para ajudar na colocação. Matej Mohoric também pode fazer parte, mas o esloveno estará mais concentrado nas fugas, é aí que costuma brilhar, mais um ciclista que não precisa de muitas oportunidades e alguém que brilha nas grandes competições.
Previsão: Antonio Tiberi vai conseguir atingir o seu objetivo e terminar no top-10 no Tour logo na sua estreia. Lenny Martinez vai vencer a camisola da montanha e conquistar uma etapa pelo caminho.
Caja Rural – Seguros RGA
38 anos depois, a Caja Rural regressa ao Tour! Começando em Espanha, a motivaçãoe stará altíssima para conseguir um bom resultado e isso seria vencer uma etapa. Certo é vermos muita combatividade e fugas, principalmente nos primeiros dias, e é aí que entram nomes como Alex Molenaar, Joel Nicolau e Jakub Otruba, corredores combativos e de média montanha, em busca da primeira camisola da montanha.
Abel Balderstone, (13º na Vuelta 2025), José Felix Parra (9º no Dauphine) e Sebastian Berwick (vencedor da Volta a Turquia e 5º na Volta a Eslovénia) são os homens para a montanha. Queremos acreditar que não vão apostar na geral, é muito mais importante vencer uma etapa que lutar por um top 15/20, porque mais que isso não vemos a alcançar. Por fim, para os sprints há Stefano Oldani e Fernando Gaviria, o único ciclista da equipa que já fez o Tour. Gaviria está longe dos seus tempos áureos, continua a lançar o sprint “de casa”, conseguir um pódio já seria excelente. Oldani pode ter as chances nos dias mais duros.
Previsão: O regresso ao Tour será marcado por muita combatividade, especialmente nas primeiras etapas. Alguns top-10 somados mas o Tour é outro nível, não podemos esperar mais.
Cofidis
Tem sido um ano razoável para a formação francesa que chega ao Tour com o objetivo claro de vencer uma etapa. Diríamos que os bascos Ion Izagirre e Alex Aranburu são os ciclistas mais capazes para o conseguir, dois corredores mais experientes, um para a montanha e outro para as etapas estilo clássicas e que não têm medo de atacar. Ambos estão a fazer temporadas muito positivas e regulares, algo que não vinha a ser hábito e que pode significar que estão a apontar tudo para o Tour.
Milan Fretin é o principal sprinter de serviço, o belga é um ciclista muito regular e deve fazer alguns top-10. Alex Kirsch e Piet Allegaert serão peças do comboio de Fretin, com Jenthe Biermans e Hugo Page a puderem ter um papel mais livre, principalmente nos dias com mais dificuldade, pois até passam bem as colinas e um top-10 é sempre um excelente resultado para a Cofidis. De Benjamin Thomas esperamos muita combatividade e fugas.
Previsão: Milan Fretin até pode conseguir um ou outro top-5 devido à sua boa colocação mas nada mais que isso. Ion Izagirre e Alex Aranburu também se vão fartar de tentar.
Decathlon CMA CGM Team
Está desfeito o mistério, o objetivo é duplo! Aos 19 anos, Paul Seixas faz a estreia no Tour debaixo de todo o mediatismo e pressão do público francês. O que Seixas está a fazer com a sua tenra idade é fenomenal, este ano já soma várias vitórias e foi o único a colocar Tadej Pogacar sob alguma pressão. A queda no Dauphine pode levantar algumas dúvidas mas acredito que esteja 100% recuperado e pronto para a luta. O franzino Matthew Riccitello será o seu braço-direito, num bloco de montanha onde estão os fiáveis Aurélien Paret-Peintre e Nicolas Prodhomme e ainda Tiesj Benoot. O belga estreou-se e 2026 na Volta a Suíça, esteve a um bom nível e merece o voto de confiança, basta ver o que fez nas últimas temporadas na Visma.
Depois de muito se especular, Olav Kooij também se estreia no Tour! Uma das grandes contratações da Decathlon para 2026, também começou a época de forma tardia, mas já leva 3 vitórias e numa delas bateu Jasper Philipsen e Tim Merlier! Cees Bol é um dos melhores lançadores do mundo e com Dan Hoole formam um mini-comboio de luxo. Estes dois últimos nomes também serão importantes para guiar Seixas nas etapas planas.
Previsão: Paul Seixas vai estrear-se no Tour e terminar à beira do pódio, em 4º lugar. Olav Kooij vai mostrar que a sua aposta é certeira e vai vencer uma etapa.
EF Education – EasyPost
Após a ausência do Giro, Richard Carapaz está presente. O equatoriano é a grande figura da equipa, vem de ser 2º na Volta a Suíça mas não pensem que vem lutar pela geral, o próprio admitiu que será impossível e prefere focar-se em vencer etapas. Já vimos essa versão de Carapaz noutros Tours e foi impressionante. Agora adicionem Ben Healy, este pode ser um duo muito perigoso ao longo de 3 semanas. O irlandês aparece sempre nos grandes momentos, ele que tem tido uma temporada mais fraca.
Alex Baudin vem motivadíssimo depois da vitória em etapa no Dauphine, o francês pode ser uma peça importante no bloco de montanha onde ainda há Georg Steinhauser. Sean Quinn é um ciclista rápido em grupos mais restritos mas com este elenco será um homem de trabalho a par de Max Walker. Para as etapas estilo clássicas, o duo dinamarquês Kasper Asgreen e Michael Valgren pode ser muito perigoso, sabem muito de ciclismo e com apenas uma movimentação podem escapar para a vitória.
Previsão: Com um elenco desta qualidade a vitória em etapa não vai escapar, com Ben Healy a molhar a sopa numa dia de média montanha. Richard Carapaz será muito combativo, com destaque para a 3ª semana.
Groupama – FDJ United

Marc Madiot não vem com a ambição de outros anos, a Groupama-FDJ já não é o que era. Guillaume Martin não está ao nível de Thibaut Pinot, o francês irá fazer a sua corrida, ficar na cauda do top 10 é possível mas muito improvável devido a este traçado e à forma como corre. Seria mais sensato focar-se nas fugas das etapas de montanha, numa equipa que para as etapas de montanha ainda tem Clément Berthet e Clément Braz Afonso.
Romain Gregoire vem de ser campeão francês e vencer na Volta a Suíça, é a grande estrela da equipa e todos têm de se focar nisso. Está um puncheur cada vez mais forte, algumas etapas estão feitas ao seu jeito, mas sabe que com tanta qualidade vai precisar de uma pontinha de sorte. O apoio de Quentin Pacher e Ewen Costiou será fundamental para manter Gregoire protegido nos momentos decisivos. Lorenzo Germani e Clement Russo serão os gregários de serviço.
Previsão: Será um Tour relativamente discreto para a equipa francesa. Romain Gregoire até se pode destacar nos dias de média montanha mas terá sempre concorrência mais forte.
Lidl – Trek
Uma equipa que vem com objetivo duplo! Juan Ayuso foi contratado para este momento e parte como o grande líder para a geral. O espanhol foi 2º no Dauphine, recuperou as boas sensações após uma Primavera complicada e chega motivado em busca de se afirmar como um grande líder. Ayuso não é uma figura fácil, terá em Mattias Skjelmose, Derek Gee e Carlos Verona os principais apoios para a montanha, veremos se existe harmonia total dentro da equipa.
Mads Pedersen regressa ao Tour, o objetivo é vencer uma etapa, as novas pontuações para a camisola verde tornam esse sonho mais complicado mas se há ciclista que não desiste é o dinamarquês. Não está a ter uma temporada fácil, talvez esteja aqui o ponto de viragem. Nos sprints, Mathias Vacek será o seu apoio, mas o checo também deverá ter alguma liberdade, está a subir melhor que nunca e até pode ser muito útil para Ayuso. Vacek, Quinn Simmons e Toms Skujins são 3 motores impressionantes, nas etapas de média montanha podem semear o caos se estiverem em fuga, ciclistas muito ofensivos e sem medo de perder.
Previsão: Juan Ayuso não vai ceder à pressão e vai terminar o Tour no top-10 final. Mads Pedersen não vai conseguir vencer mas, em fuga, Quinn Simmons vai acabar por salvar a equipa norte-americana.
Lotto Intermarché
Esta é daquelas equipas difíceis de prever. No papel, tem dois líderes de enorme qualidade, na prática são capazes de estar 3 semanas desaparecidos. Começamos por Arnaud de Lie, muito mais que um sprinter, o belga vai ter de apostar nas chegadas mais duras, ele que brilhou no Tour de Wallonnie mas desde aí esteve irreconhecível nas clássicas que realizou. O apoio também não será muito, Jenno Berckmoes até pode ajudar mas acredito que tenha liberdade, 3º na Volta a Bélgica mostra que merece mais que ser um gregário.
Lennert Van Eetvelt é a outra incógnita, alguém capaz de seguir os melhores como fez nos primeiros dias no Giro, como depois desligar por completo e ter azares com quedas. Sem percalços, o belga é um perigo nas etapas de montanha e nas chegadas mais explosivas. Georg Zimmermann é mais um ciclista combativo para os dias mais difíceis. Depois entre Liam Slock, Lars Craps, Baptiste Veistroffer e Huub Artz esperamos muita combatividade e fugas, principalmente com Veistroffer, tem um motor impressionante e este ano já conseguiu fazer exibições de grande nível.
Previsão: Arnaud de Lie e Lennert Van Eetvelt vão andar melhor que no Giro e conseguir alguns top-10 mas nada mais que isso. Baptiste Veistroffer pode ser uma boa surpresa em fuga.
Movistar Team
A mudança de equipa parece ter feito bem a Cian Uijtdebroeks. O belga foi 8º na Catalunha e 7º no Dauphine, resultados decentes mas que nunca tinha atingido a este nível. É certo que o Tour de France é outro nível, tem de subir, mas sabemos da sua qualidade, e estando num ambiente mais familiar será melhor para si. Uijtdebroeks merece a confiança da equipa e, como tal, tem um bom bloco no seu apoio.
Einer Rubio continua na sua demanda de fazer as 3 Grandes no mesmo ano, acredito que aqui não terá tanta liberdade, é o principal apoio do seu líder. Javier Romo, Jefferson Cepeda, Raul Garcia Pierna, Pablo Castrillo e Michel Hessmann são trepadores competentes, podem dar algum apoio mas se houver fortes acelerações no grupo cedo podem ceder. Vemos Romo e Castrillo com alguma liberdade para atacar as fugas, ambos os espanhóis são fortes nesse cenário de corrida. O veterano Nelson Oliveira parte para mais uma Grande Volta, depois do Giro o português natural de Anadia regressa ao Tour, será, novamente, o capitão da equipa.
Previsão: Cian Uijtdebroeks está a atingir uma regularidade que ainda não vimos e, no final do Tour, estará no top-10.
Netcompany INEOS Cycling Team
Sem Oscar Onley devido a lesão, a formação britânica acaba por mudar um pouco o seu chip. É certo que tem em Kevin Vauquelin um nome para a geral, o francês foi 7º no ano passado, mas a preparação não foi a ideal, marcada por problemas de saúdade. Com tudo isto, acredito que vá tentar manter-se na geral até onde der, mas o foco tem de ser vencer etapas e, aí, o bloco é muito forte.
A juntar a Vauquelin, e vindos do Giro d’Itália há Egan Bernal e Thymen Arensman. Todos nos lembramos das enormes exibições de Arensman no ano passado, onde venceu duas etapas, repetir é quase impossível mas com este trio é possível. Tobias Foss chega em boa forma, foi 4º na Volta a Suíça, um ciclista que até pode render melhor nas etapas de média montanha, está longe de sre um puro trepador. Dorian Godon vai tentar estar na discussão nas chegadas mais seletivas, está a ter um 2026 muito forte e pode vir a surpreender. Com Filippo Ganna e Joshua Tarling, a equipa ganha duas locomotivas para o contra-relógio coletivo e mesmo para algumas fugas em dias mais acessíveis. Por fim, Michal Kwiatkowski é um incansável gregário, o polaco não se cansa e continua a ser peça fundamental da equipa.
Previsão: Com esta equipa será impossível sair de mãos a abanar, vai ser Thymen Arensman a repetir o feito do ano passado, conquistando uma etapa. A equipa britânica vai, também, vencer logo a abrir e conquistar a camisola amarela.
NSN Cycling Team
A aposta é clara, vencer o maior número de etapas possível! Biniam Girmay é a principal seta apontada, a recente vitória na Volta a Bélgica deu muita confiança ao eritreu que terá no seu apoio um comboio bastante competente. Jake Stewart é um dos bons lançadores do pelotão internacional, acompanhado por Lewis Askey, Matis Louvel e Tom van Asbroeck tem tudo para ser um dos principais destaques das chegadas ao sprint.
A montanha é o ponto fraco da equipa, será nos dias de média montanha que a formação helvética se pode destacar, principalmente com a combatividade de Marco Frigo, um ciclista que gosta de atacar de muito longe e fazer longos solos. George Bennett é o poço de experiência da equipa, com Krists Neilands a completar o elenco, outro ciclista muito combativo e talhado para a média montanha.
Previsão: Foco total em Biniam Girmay que vai levar a alguns pódios. Os astros não se vão alinhar e o eritreu não vai conseguir vencer a desejada etapa.
Pinarello Q36.5 Pro Cycling Team
Após um ano de ausência, Tom Pidcock regressa ao Tour com o seu novo projeto. O britânico foi 3º na Vuelta do ano passado mas não o vemos a lutar pela geral, pode ser um perigo em certas etapas de média montanha e depois focar-se nas fugas. Esteve um pouco doente nas últimas semanas mas vem de vencer a Clássica de Andorra, mostrando estar mais que pronto.
Com Pidcock, a Pinarello Q36.5 corre sempre de maneira mais focada e, com isso, um bloco mais coeso em torno do seu líder. Chris Harper e Damien Howson são o apoio para a montanha, com Quinten Hermans a poder ser uma carta interessante para os dias estilo clássica, um ciclista que aparece quando menos se espera. Fred Wright sagrou-se campeão nacional britânico, depois de uma primeira metade de ano muito boa, a confiança estará em altas. Xandro Meurisse e Xabier Azparren vão ser ciclistas de muito trabalho, com Brent van Moer a puder aparecer em fugas na etapas mais acessíveis, um corredor que também tem uma boa ponta final.
Previsão: Tom Pidcock terá um regresso vitorioso ao Tour, depois de se afastar da geral, vai conseguir conquistar uma etapa em fuga, terá todo o apoio da sua equipa.
Red Bull – BORA – hansgrohe
Depois de um Giro mais fraco, a equipa alemã tem muito a provar neste Tour. Sem competir desde as Ardenas, Remco Evenepoel tem preparado este objetivo com muito afinco, veremos como se apresenta na alta montanha, tem sido sempre o seu calcanhar de Aquiles. Por outro lado, Florian Lipowitz vem de vencer 2 etapas e a geral da Volta a Eslovénia e foi 2º na Romandia e País Basco, mostrando estar pronto para lutar por um novo pódio. Vamos ver como estes dois líderes vão conseguir coabitar dentro da mesma equipa.
Jai Hindley será o principal gregário na montanha, o australiano será fundamental nos dias mais duros para os seus líderes não ficarem isolados, não corre desde o Giro e pode precisar dos primeiros dias para recuperar o ritmo. Maxim van Gils regressou bem no Dauphine, a lesão está ultrapassada e é mais um ciclista para todo o tipo de terreno, tal como o mais veterano Mattia Cattaneo. Para o terreno mais plano e jornadas mais ondulantes, o “bloco de clássicas” é composto pelos experientes Jan Tratnik e Nico Denz e o jovem Tim van Dijke, ciclistas que também serão muito úteis no contra-relógio coletivo.
Previsão: Florian Lipowitz vai ser o melhor da equipa alemã e vai terminar em 5º da geral. Remco Evenepoel vai voltar a falhar no Tour, no entanto consegue vencer o contra-relógio individual.
Soudal Quick-Step
Tim Merlier é a grande aposta da equipa, tudo apontado a vencer etapas e, quem sabe, à camisola verde. O belga é, em ponta de velocidade, o melhor do Mundo e tem uma capacidade de colocar em finais mais difíceis impressionante. Com o fiel Bert van Lerberghe forma uma dupla terrível e a juntar ao belga ainda há Jasper Stuyven, Pascal Eenkhoorn e até Dylan van Baarle.
Para a montanha, a equipa não é a mais forte, mas para as fugas é mais que suficiente. Valentin Paret-Peintre já venceu no Mont Ventoux, o franzino francês consegue transcender-se nas grandes competições e sacar um grande resultado quando menos se espera. Mais regular, mas muito menos vencedor, Ilan van Wilder pode vir a apontar à geral, com Louis Vervaeke a ser o apoio para ambos.
Previsão: O all-in em Tim Merlier não vai falhar, com o belga a conquistar três etapas no Tour e estando perto de vencer a camisola verde. Valentin Paret-Peintre vai andar perto nas etapas de montanha.
Team Jayco AlUla
Uma equipa que é uma grande incógnita. Após um Giro para esquecer, é de esperar ver Ben O’Connor a apostar em vitórias em etapa, a geral foi um fiasco e já com uma Grande Volta nas pernas é melhor focar-se em certos dias. Com Luke Plapp pode formar uma dupla perigosa, ambos são ciclistas inconsistentes mas quando estão bem são difíceis de bater.
Pascal Ackermann já não é o mesmo de outros tempos, já se viu isso no Giro, mas continua a ser a aposta da equipas nas chegadas em pelotão compacto, com Michael Matthews a ter as suas oportunidades nos dias mais duros, onde continua a ser um ciclista regular. Kelland O’Brien será o lançador de ambos, vai ter muito trabalho, num comboio onde ainda estão o recém-coroado campeão alemão Felix Engelhardt e o experiente Luke Durbridge. A realizar uma excelente temporada (já com 4 vitórias), Mauro Schmid é uma aposta segura para os dias de média montanha, o suíço é capaz de sacar um coelho da cartola.
Previsão: Luke Plapp e Mauro Schmid vão estar muito perto de vencer uma etapa mas a sorte não vai estar do lado da equipa australiana.
Team Picnic PostNL
A pior equipa da temporada e … por larga margem! Vencer não é um verbo que conjuga com Picnic PostNL por isso se o conseguirem será um pequeno milagre. Pavel Bittner é, talvez, a grande esperança mas o sprinter checo vem de lesão e, para além disso, não é tão rápido como os puros sprinters, é preciso uma enorme conjugação de fatores. Frits Biesterbos, John Degenkolb, Niklas Markl e Julius van der Berg formam um comboio interessante mas com pouca experiência o que numa Volta a França paga-se muito caro.
Para a montanha, e tal como no Giro, a grande aposta recai em Warren Barguil mas este não é o Barguil de 2015-2016, não é de esperar grandes resultados do veterano francês. Frank van den Broek e Robbe Dhondt podem aparecer nas etapas de média montanha mas é algo muito reboscado, já são precisos cenários muito alternativos para os vermos a ter um bom resultados.
Previsão: Mais do mesmo, um ano para esquecer vai levar a um Tour muito fraco por intermédio da Picnic PostNL.
Team Visma | Lease a Bike
Parte 2 do objetivo 2026 para Jonas Vingegaard. Após a conquista da Volta a Itália, o dinamarquês vira as suas atenções para o Tour de France, uma prova onde em 5 participações nunca fez pior que 2º! Por norma, Vingegard apresenta-se muito forte nas segundas Grandes Voltas do ano, veremos se é, novamente, o caso e se consegue travar uma enorme batalha com Tadej Pogacar. Será importante não perder tempo nos primeiros dias para manter tudo em aberto para as etapas, em teoria decisivas.
O bloco não é tão forte como em temporadas anteriores mas não deixa de ser muito forte. Talvez o maior downgrande seja na montanha, com Matteo Jorgenson a ser o seu braço-direito, o norte-americano vem de ser 4º no Dauphine e apostou mais nas provas por etapas este ano. Do Giro d’Itália chegam o sempre fundamental Sepp Kuss e a surpresa Davide Piganzoli, ciclista que nem era para estar presente mas aparece a substituir o fundamental Wout van Aert. Também do Giro vem Victor Campenaerts, um todo-o-terreno, é impressionante a transformação que teve enquanto ciclista. Bruno Armirail também será útil em todos os tipos de dificuldades, podendo vir a ser fundamental na montanha com a falta de trepadores. Per Strand Hagenes tem o prémio merecido após uma grande temporada, o possante norueguês será importante nas etapas planas, tal como Edoardo Affini.
Previsão: Jonas Vingegaard vai dar alguma luta a Tadej Pogacar, no entanto vai ter que se contentar com mais um 2º lugar no Tour. Como tal, diversos segundos lugares em etapa também serão conseguidos mas a vitória nunca vai aparecer. Matteo Jorgenson também vai terminar no top-10 final.
TotalEnergies
10º no ano passado, Jordan Jegat já afirmou que não vem para a geral. O francês sabe que tem uma missão praticamente impossível de repetir e prefere focar-se em vencer uma etapa. É o melhor trepador da equipa e, também, a grande hipótese de vitória no terreno mais difícil. Para a média montanha Nicolas Breuillard, Alexandre Delettre e Joris Delbove são nomes a considerar, dois bons puncheurs no calendário europeu e que chegam em boa forma.
Depois temos as setas apontadas às fugas nos primeiros dias e a lutar pela liderança da montanha. Mattéo Vercher, Mathis Le Berre e Thibault Guernalec são nomes clássicos nesse departamento, muitos kms escapados, muita combatividade, um adepto comum do Tour já conhece estes nomes. Por fim, a equipa tem o experiente Anthony Turgis, alguém capaz de fazer de tudo um pouco, se se encontrar na fuga certa nos dias tipo clássicas é um perigo, foi assim que venceu na edição de 2024.
Previsão: Muita combatividade ao longo das 3 semanas mas a vitória não aparece. Jordan Jegat e Anthony Turgis serão os mais inconformados.
Tudor Pro Cycling Team
Julian Alaphilippe é o nome de proa da equipa de Fabian Cancellara, mas já não vemos o antigo campeão do Mundo a ter a capacidade para vencer uma etapa ou até mesmo estar na discussão. Michael Storer é uma melhor hipótese, o australiano precisa de mostrar a sua melhor versão na montanha, apoiado pelo fiável Yannis Voisard pode conseguir uma surpresa engraçada. Marc Hirschi anda desaparecido em combate, há muito que não o vemos a render como antigamente, tem sido uma transferência falhada da Tudor, não esperamos uma grande prestação.
Arvid De Kleijn é o nome principal para o sprint. O neerlandês é o melhor sprinter para as etapas mais planas e, apesar de não estar a ter a melhor das temporadas, continua a ser um perigo, ainda para mais com o bloco que tem em seu redor. Marco Haller, Rick Pluimers e Matteo Trentin formam um comboio muito perigoso, muita experiência junta. Pluimers e Trentin também terão as suas oportunidades, principalmente nos dias mais complicados, não vemos De Kleijn a sobreviver algumas das dificuldades.
Previsão: A Tudor é uma equipa que dá sempre muita luta, esperamos diversos top-1o em etapa com Storer, Pluimers e Trentin como principais destaques.
UAE Team Emirates – XRG

Tadej Pogacar chega ao Tour repleto de confiança depois das demonstrações de capacidade física que fez ao longo de toda a temporada. O esloveno tem feito uma temporada perto da perfeição, em 16 dias de competição venceu em 13 deles e fê-lo da forma que quis e quando quis, atacando de longe, de mais perto, esperando pelo sprint e até no contra-relógio.
Isaac del Toro é o braço direito e a alternativa caso aconteça algo com Pogacar, com a temporada que está a fazer é cada vez mais realista o sonho de fazer pódio no Tour, ganhou o UAE Tour, Tirreno-Adriático e Dauphiné, solidificando a sua posição também internamente. Adam Yates não compete desde que abandonou o Giro mas do britânico podemos esperar qualidade e capacidade para destruir um pelotão inteiro. Yates e Brandon McNulty serão importantes nas partes finais das etapas, também para preservar, ao máximo, Del Toro. Tim Wellens e Felix Grosschartner têm tudo para ser fundamentais, dois ciclistas capazes de trabalhar durante muitos quilómetros na frente do pelotão, são incansáveis. Por falar em incansáveis, Florian Vermeersch e Nils Politt terão a responsabilidade de guiar e proteger Pogacar no terreno plano, de forma a evitar qualquer surpresa.
Previsão: Tadej Pogacar vai somar o 5º Tour da carreira, após mais uma exibição de gala, vencendo 4 etapas ao longo das 3 semanas. Isaac del Toro vai ser fundamental no triunfo do esloveno e, mesmo assim, vai conseguir terminar no pódio e vencer a classificação da juventude.
Uno-X Mobility
A equipa norueguesa tem evoluido com o passar dos anos e está cada vez mais perigosa. Tobias Halland Johannesen está muito consistente, só este ano terminou todas as provas por etapas World Tour que fez no top-10, incluindo 3º no País Basco, 4º no Tireno-Adriático e 5º no Dauphine. Melhorar o 6º lugar do Tour 2025 será difícil mas Johannessen tem a fasquia muito alta. Torstein Traeen e Anders Halland Johanessen serão os apoios principais na montanha, numa equipa que está sempre talhada para as fugas.
Nos dias de média montanha e estilo clássicas muito cuidado com Magnus Cort, Jonas Abrahamsen e Anthon Charmig. Os escandinavos são ciclistas que não precisam de muitas oportunidades para puder brilhar, basta ver o que fizeram no recente Giro, uma fuga vitoriosa no dia em que menos se esperava. O gigante Soren Waerenskjold vai andar na luta pelos sprints, alguns top-10 já será positivo e Anders Skaarseth será um ciclista de muito trabalho.
Previsão: Uma das equipas que mais gosto dá ver correr. Tobias Halland Johannesen vai culminar a grande temporada de 2026 com um novo top-10 na geral. Magnus Cort vai despedir-se do Tour com uma vitória em etapa.
XDS Astana Team
Longe de ser o melhor elenco da formação cazaque para esta prova, o objetivo é vencer uma etapa. Mike Teunissen já sabe o que é vencer no Tour e até envergar a camisola amarela, o neerlandês pode ter as suas hipótese nas chegadas mais complicadas mas será, principalmente, um apoio para Max Kanter, num comboio que também conta com Davide Ballerini e Aaron Gate.
Simone Velasco e o novo campeão do Cazaquistão Nicolas Vinokurov são os nomes a ter em atenção para as etapas de média montanha, dois atletas com muita combatividade e uma boa ponta final, precisam de ter a sorte de estar na fuga certa. Para a alta montanha, os colombianos Sergio Higuita e Harold Tejada são as setas apontadas, principalmente Tejada que este ano tem conseguido resultados muito interessantes nas provas World Tour, inclusive com vitória em etapa no Paris-Nice.
Previsão: O alinhamento não é o mais forte e, como tal, não podemos esperar milagres e a equipa cazaque vai sair de mãos a abanar da Grande Boucle.