Alpecin-Premier Tech – 18

Uma Volta a França quase perfeita! Não começou nada fácil, Jasper Philipsen não correspondia ao trabalho da equipa nos sprints e foi Mathieu van der Poel a libertar a pressão com a fuga vitorosa da etapa 9, e que vitória foi essa! O neerlandês não é de muitos ataques mas de ataques certeiros e voltou a aparecer na etapa 21 e, mais uma vez, que etapa e que final! Triunfo épico nos Campos Elísios, a coroar um excelente Tour.

Jasper Philipsen sentia que em pelotão compacto era complicado mas lá arranjou maneira de, na etapa 17, vencer a etapa que tanto procurava, conseguindo salvar a sua participação. Faltou a conquista da camisola verde mas com um Mads Pedersen fabuloso na montanha era praticamente impossível. De destacar Ramses Debruyne, uma agradável surpresa na montanha até abandonar, numa equipa sem grandes trepadores pode vir a ser um destaque importante.

 




Bahrain – Victorious – 14

Uma equipa que mudou de objetivos muito rapidamente. Antonio Tiberi era o líder para a classificação geral mas cedo perdeu tempo, naquele que veio a ser um péssimo Tour por parte do italiano. Lenny Martinez vinha para vencer uma etapa e lutar pela montanha mas acabou por mudar o chip e assumiu-se como o grande líder! Aos poucos foi subindo na geral, até dar espetáculo na última semana e terminar num excelente 5º lugar, naquele que é o melhor resultado da carreira do franzino ciclista. Não houve vitória em etapa mas acaba compensado.

Phil Bauhaus fez duas vezes top-10 nas chegadas e pouco mais se mostrou, muito pouco para o sprinter alemão. Ainda nota menos positiva para Matej Mohoric, continua uma sombra de si próprio e uma menção positiva para Vlad van Mechelen, muito combativo ao longo das 3 semanas.

 

 

Caja Rural – Seguros RGA – 8

O regresso à Volta à França começou bastante bem e acabou discreto. Alex Molenaar andou em fugas nas primeiras etapas, até envergou a camisola da montanha ainda em Espanha, um highlight muito positivo! O seu melhor resultado foi através de Fernando Gaviria onde foi 9º na etapa 11, o colombiano bem se tentava colocar ou lançar o sprint de longe mas já não é o mesmo de outros tempos e dificilmente vai conseguir fazer melhor.

O menos desta equipa foram os trepaodres. José Felix Parra, vindo de um excelente 9º no Tour Auvergne – Rhône-Alpes e dava a entender que vinha para ficar no top-20 mas acabou por abandonar, e Abel Balderstone e Sebastian Berwick nem se viram ao longo das 3 semanas de competição.

 

 

 

Cofidis – 9

Saem do Tour sem vitórias, mas com 4 top-10 com o sprinter Milan Fretin, o único ponto positivo a retirar do Tour. Sempre que havia chegadas ao sprint, lá aparecia o bem composto comboio da Cofidis mas nos últimos quilómetros acabava por ceder perante as grandes equipas e isso prejudicava Fretin que, mesmo assim, não esteve mal.

Presentes em algumas fugas, mas sem a qualidade de Ion Izagirre de outros tempos e Alex Aranburu a mostrar-se pouco neste Tour, não deu para muito mais. Um sabor agridoce de uma equipa que tinha nomes e qualidade para fazer mais e melhor.

 

 

 

Decathlon CMA CGM Team – 17

Paul Seixas estreou-se em Grandes Voltas e logo com um fabuloso 4º lugar no Tour. Os últimos dias mostraram que o jovem francês estava no limite mas, para tão tenra idade, é um resultado muito bom, que retira ilações muito positivas para o que aí vem. Com a concorrência de Pogacar, vencer uma etapa era impossível. Entre o apoio, destacar o regresso ao grande níve de Tiesj Benoot, nem pareceu estar afastado por lesão até junho, e Nicolas Prudhomme.

Muito se questoniava se a presença de Olav Kooij era o mais certo, numa formação apostada na geral com Paul Seixas mas o neerlandês deixou as dúvidas de lado logo 5º dia com uma vitória autoritária. Ainda conseguiu mais dois 2º e dois 3º, foi um dos sprinters mais regulares e só tinha o apoio de Cees Bol. Uma aposta certeira!

 




EF Education – EasyPost – 20

Richard Carapaz bem tinha avisado que não vinha lutar pela geral e cumpriu. Perdeu tempo nos primeiros dias e, a partir da etapa 10 começou ao ataque! A Locomotora del Carchi foi o motor de uma EF Education que se focou no equatoriano que teve apenas 4 fugas de registo, 3 delas consecutivas e na semana final mas que semana! Retirando Pogacar até diríamos que foi o ciclista mais forte e mereceu, de longe, tudo o que conquistou. Duas etapas magnifícias em Orcières-Merlette e no Alpe d’Huez, a classificação da montanha, o prémio de mais combativo do Tour e, no meio disto tudo, ainda recuperou para ser 8º na geral final!

A equipa focou-se em Carapaz e os restantes ciclistas deixaram as ambições pessoais de lado. Ben Healy deixava tudo na estrada pelo seu líder mas também não parecia com as pernas de outras temporadas, Alex Baudin também foi importante nas fugas (7 no total).

 

Groupama – FDJ United – 8

Longe dos tempos em que lutavam por classificações gerais, a formação de Marc Madiot vinha para vencer etapas e não o conseguiu, pelo que acaba por ser um Tour negativo. Romain Gregoire chegava como recém-campeão francês, foi 7º na etapa de Barcelona e … desapareceu. Guillaume Martin demorou a aquecer, apareceu em 4 fugas na última semana mas era sempre dos primeiros a descolar, um Tour muito fraco.

Acabou por aproveitar Clément Braz Afonso, com um top-10 nas muitas fugas onde esteve, mas o “abono de família” da equipa foi o já experiente Clément Russo. Numa equipa sem sprinters, foi Russo a assumir, conseguindo estar por 5 vezes nos 10 primeiros.

 

Lidl – Trek – 19

No cômputo geral foi um Tour de France excelente, naquela que foi a despedida de Luca Guercilena. Os objetivos eram bem claros e foram, quase todos, cumpridos. Mads Pedersen vinha com a ambição de conquistar a camisola verde e conseguiu fazê-lo de uma forma heróica. Longe de ser o mais rápido, foi-se defendendo nas chegadas ao sprint e depois atacava nas etapas mais duras, conquistando 2/3 dos pontos em sprints intermédios, numa estratégia que se tornou vencedor. Para além disso, venceu ao 4º dia, numa demonstração de força da equipa.

Mathias Vacek e Quinn Simmons foram gregários de luxo, podiam ter lutado por etapas, estavam em condições para isso, mas aliaram-se ao plano da equipa e deram tudo em prol de Pedersen. Muito respeito por esta atitude!

Na montanha, Juan Ayuso foi de menos a mais, parecia em quebra aparenta mas acabou por abrir o paraquedas no 7º lugar da geral, o que não deixa de ser um resultado negativo para quem ambicionava o pódio. O espanhol nunca foi uma ameaça e nem foi o melhor Lidl-Trek pois Mattias Skjelmose mostrou uma versão regular nunca antes vista e conseguiu terminar em 6º, isto mesmo depois de ter trabalhado para Ayuso na primeira metade de Tour.

 

Lotto Intermarché – 9

O objetivo de caçar etapas com Arnaud de Lie foi logo por água abaixo com a desistência na 3ª etapa por parte do belga. Parece que o Touro tem alergias às Grandes Voltas, já tinha acontecido o mesmo no Giro. Sem plano B, apareceu um ciclista de seu nome Huub Artz que fez por 5 vezes top-10 e acabou por limpar um pouco a má imagem da equipa, uma das revelações. Baptiste Veistroffer mostrou a sua veia combativa, esteve em 4 fugas e foi eleito o combativo do Tour nas duas primeiras semanas.

Como desilusão temos Lennert van Eetvelt . Como sempre dizemos, o belga é uma caixinha de surpresas, no seu melhor dia a vitória pode aparecer, mas apenas foi 6º na 3ª etapa e depois… desapareceu. Mais uma equipa que sai sem vitórias no Tour.

 

 

Movistar Team – 7

Cian Uijtdebroeks partia com fortes ambições, vinha a fazer uma temporada regular mas começou o Tour doente e foi forçado a abandonar ao 6º dia. Foi previso mudar o chip e pensar em novas estratégias, com a aposta nas fugas, mas o resultado também não foi o melhor. Raul Garcia Pierna foi o que mais tentou, 8 fugas, mais de 800 kms na frente, 3º e 6º em etapas mas a vitória não apareceu.

Pablo Castrillo também conseguiu 3 top-10 e esteve em 6 fugas, foi o outro motor da equipa mas acaba por ser muito pouco para uma formação desta qualidade. Javier Romo apenas apareceu numa etapa e Jefferson Cepeda foi uma nuliade. Muito pouco para quem procura patrocinador para a próxima temporada, pode ser que a Vuelta mude o panorama.

 




Netcompany INEOS Cycling Team – 6

Vinham para este para tentar vencer etapas e ver se conseguiam finalizar no top-10 e … saem sem qualquer objetivo cumprido. Egan Bernal até começou bem, mas depois veio a alta montanha e começou a pagar a fatura do Giro, ainda tentou em fugas mas sem sucesso. Thymen Arensman começou de trás para a frente mas foi outro que acusou o desgaste do Giro. Kévin Vauquelin fechou 2 vezes no top-10 e nada mais, muito pouco para alguém que tinha sido 7º em 2025.

Filippo Ganna era a solução para ganhar a etapa mas nem no contra-relógio conseguiu terminar nos 10 primeiros, tendo ficado atrás de Joshua Tarling e Arensman. Dorian Godon teve poucas etapas ao seu jeito e isso resumiu-se nos resultados, apenas 1 top-10. Resumindo, foi um Tour abaixo das expetativas por parte desta equipa que tinha e tem ambições para mais.

 

NSN Cycling Team – 10

O objetivo era claro: ganhar com Biniam Girmay e, se possível, vencer novamente a camisola verde. O eritreu fez sempre top-10 nas chegadas ao sprint mas nunca triunfou, o melhor que fez foi 2º na etapa 8. Matis Louvel, Jake Stewart e Lewis Askey foram sempre homens de trabalho mas Askey teve a sua oportunidade na 17ª etapa onde a fuga vingou e acabou por fazer 4º.

No que toca ao ciclistas escalados para a alta montanha, George Bennett muito longe dos tempos da Visma e da UAE e melhor que fez foi 24º na primeira chegada ao Alpe D’Huez. Marco Frigo andou muitas vezes escapado mas o melhor resultado foi um 4º lugar na etapa 4 onde a fuga também teve sucesso. Krists Neilands foi outro ciclista que também não apareceu nem teve resultados. Resumindo, esperava-se um pouco mais desta equipa, pelo menos uma vitória no Tour, mas nem vitórias nem camisola verde.

 

Pinarello Q36.5 Pro Cycling Team – 12

Após um ano de ausência, Tom Pidcock regressou ao Tour com o seu novo projeto e foi ele que deu mais nas vistas e a equipa tem de agradecer por isso. Sempre muito irreverente e muito inquieto, entrou nas fugas certas para tentar ganhar tempo para o top-10 e teve o seu objetivo alcançado. Fez top-3 nas etapas 9 e 13 e saiu do Tour com 9º posto na geral individual. Xabier Mikel Azparren, Damien Howson, Fred Wright, Brent Van Moer, Xandro Meurisse e Quinten Hermans vinham como escudeiros de Pidcock e mesmo quando o terreno era plano ou inclinado, víamos sempre o líder sozinho sem apoios deles, tendo que sempre que se posicionar nos comboios das outras equipas.

Em resumo, ter apenas um líder nas fileiras representa uma pressão enorme, mas acabou por se revelar uma aposta positiva. O 9º lugar no Tour é pouco para esta equipa, mas não se podia pedir mais. Bateu-se com os melhores e foi uma experiência diferente depois do pódio na Vuelta do ano passado.

 

Red Bull – BORA – hansgrohe – 19

Havia muitas incertezas quanto ao líder de equipa no Tour: Florian Lipowitz ou Remco Evenepoel, um deles seria certamente. Muito cedo se percebeu que Evenepoel estava diferente, para melhor, só havia a incerteza de quando viesse a alta montanha se conseguia passar com os melhores … e conseguiu. O belga ficou líder de equipa, e tinha como apoio Lipowitz, Mattia Cattaneo e Jai Hindley. Acaba o Tour na 2ª posição, duas vitórias e uma imagem muito diferente daquela do ano passado.

Lipowitz, tal como dissemos em cima, podia ser líder mas as exibições de Remco colocou-o numa posição de gregário ou então plano B caso acontecesse algo ao belga. Infelizmente, quando iria ser mais útil teve uma queda feia, que o obrigou a abandonar a prova e estava no top-5. Jai Hindley depois do 3º lugar no Giro, não vinha para ser líder obviamente e ajudou imenso no que pode. Maxim Van Gils brilhou ao fazer 4º na etapa 13 e à semelhança de Jan Tratnik, Nico Denz e Tim Van Dijke vieram para ser homens de trabalho. Mattia Cattaneo foi dos melhores gregários que Remco teve no Tour, por isso é que o acompanhou quando saiu da Soudal para a Red Bull, e teve a sua oportunidade no contrarrelógio na 16ª etapa onde fez um brilhante 6º lugar. A recompensa podia ter sido melhor, se não viesse as locomotivas do costume.

Em resumo, a Red Bull-Bora-Hansgrohe teve um desempenho muito bom, com um 2º lugar na geral e duas vitórias, com a certeza de que Remco é líder para as Grandes Voltas.

 

Soudal Quick-Step – 18

Desde o início que a equipa belga demonstrou ao que vinha. Tim Merlier era o grande líder e não desiludiu: 3 vitórias em etapa, todas de forma muito autoritária. Valentin Paret-Peintre deu muita luta pela camisola da montanha e só na penúltima etapa é que quebrou de vez, mas não deixa de ser uma participação positiva.

Ilan van Wilder caminhava para uma boa geral, estava a dar indicações positivas mas caiu numa descida na etapa 19 e foi forçado a abandonar quando era 12º da geral. Foi uma pena ter desistido, mas deixou boas indicações para o futuro. Nota para o incansável Jasper Stuyvebn, lançador de luxo para Merlier e quando desistiu mostrou toda a sua combatividade.

 

 

Team Jayco AlUla – 16

A equipa australiana viu Mauro Schmid ser a grande figura! O suíço venceu a etapa 13 e faz 2º nas etapas 17 e 18, mostrando acabar muito bem o Tour e coroando uma excelente temporada. Longe dos tempos áuroes, Michael Matthews ainda conseguiu dois top-10, mais positivo que o verdadeiro sprinter da equipa, o alemão Pascal Ackermann com apenas um.

Como desilusão temos Ben O’Connor que nunca andou com os melhores neste Tour e sempre que tentava fugas também não resultava. O australiano está longe do O’Connor que fez 2ºna Vuelta em 2024. Também Luke Plapp esteve muito discreto, para quem tinha ambição de vencer uma etapa em fuga mal se viu.

 

 

Team Picnic PostNL – 3

À semelhança do Giro, a Volta a França foi uma completa nulidade! Foram, de longe, a pior equipa da competição … tal como vêm a ser em quase todas as provas onde participação, mas também não se pode pedir muito a uma equipa tão fraca. Com Warren Barguil já na fase descendente da carreira, não existem milagres possíveis. Por vezes, a falta de preparação para a época, traz estes resultados.

Pavel Bittner foi 5º na etapa 8 e pouco mais. Para a grande esperança da Picnic é manifestamente pouco. Também esperavamos ver mais de Frank van den Broeck, está o espelho da equipa, completamente fora dela.

 

 

 

Team Visma | Lease a Bike – 13

A equipa dos Países Baixos, tinha dois objetivos: ganhar Giro e Tour com Jonas Vingegaard! Quando ganharam o contrarrelógio coletivo logo no primeiro dia, achava-se que iríamos ter um grande Tour com a rivalidade Vingegaard e Pogacar, mas foi sol de pouca dura. Se os primeiros dias mais explosivos não beneficavam Vingegaard, na etapa com passagem pelo Tourmalet foi mais que evidente que Vingegaard não conseguia acompanhar o esloveno na alta montanha, e a partir daqui, perdeu tempo sempre que o terreno inclinava, o que dava a entender que iria começar a pagar a fatura do Giro. O objetivo ficava por manter o 2º lugar mas na etapa 15, uma curva mal calculada fez com que Vingegaard fosse obrigar a sair do Tour.

A partir da queda do líder, a tática por parte da Visma seria ganhar etapas, mas havia um problema: Kuss, Campenaerts e Piganzoli vinham do Giro e estavam a pagar as 3 semanas da prova italiana, e por muito que entrassem em fugas, havia alguém mais forte que eles e quando houve a oportunidade, Kuss desperdiçou com duas quedas na penúltima etapa e deitou por terra a esperança de dar uma vitória a equipa. Affini passou completamente ao lado no Tour, Armirail fez apenas 8º no contrarrelógio individual mas trabalhou muito para a equipa. Matteo Jorgenson podia ser o plano B, ele que costuma a ser bom a subir, neste Tour foi muito bom a descer.. mas foi posições na geral e teve um Tour para esquecer. Per Hagenes foi apenas homem de trabalho, em estreia no Tour não se podia pedir muito.

Em resumo, a Visma falhou completamente os dois objetivos a que se tinha proposto, e mesmo sem o líder não conseguiu salvar a honra. Saem apenas com uma vitória conseguida no primeiro dia, muito pouco para uma equipa com este orçamento.

 

TotalEnergies – 13

10º no ano passado, Jordan Jegat tinha afirmado que não vinha para a geral, mas quando faz 7º lugar na etapa 13, a tática mudou logo por completo quando já era 11º. O francês esteve sempre sozinho, quase sem equipa para o acompanhar na alta montanha, teve que se aproveitar de outros comboios para seguir estar com os melhores, e combinando as má exibições de outros líderes, as fugas onde ganhou tempo e a regularidade nas etapas de alta montanha, lá conseguiu repetir o feito do ano passado, ser 10º novamente.

Anthony Turgis fez top-10 em quatro etapas (6º, 7º, 8º e 9º) e Nicolas Breuillard também foi 8º na etapa 9, o resto da equipa pouco apareceu em prova. Podemos dizer que o Tour da TotalEnergies foi salvo por Jordan Jegat, porque de resto não tiveram vitórias nem mostraram a combatividade de outros anos com presenças constantes em fugas. Em muito, tem de agradecer a Jegat para não ser um Tour passado ao lado.

 

 

Tudor Pro Cycling Team – 11

Um Tour q.b. para a equipa suíça comandada por Fabian Cancellara. Yannis Voisard termina o Tour no 11º lugar, o melhor resultado da carreira e algo prometedor para o futuro do ciclista helvético. Se se Voisard não tem quebras nos últimos dias, certamente que a nossa analise hoje seria diferente. Arvid de Kleijn cedo abandonou e Matteo Trentin também, Rick Pluimers assumiu o sprint da equipa e conseguiu terminar por 3 vezes no top-10.

Com um Marc Hirschi irreconhecível e ausente e Julian Alaphilippe já a pensar mais no futuro do que outra coisa e sem muita exigência de outrora, as principais figuras da equipa estiveram discretas. Michael Storer ainda apareceu na semana final, mas muito provavelmente acusou o desgaste de um longo Giro.

 

 

UAE Team Emirates – XRG – 20

O que dizer do Tour da UAE Team Emirates? 6 vitórias em etapa, camisola amarela e camisola branca, com Tadej Pogacar a vencer 5 vezes o Tour e 3º lugar de Isaac del Toro. Pogacar esteve sempre uns valentes furos acima dos outros líderes e ainda se deu ao luxo de ser gregário de Del Toro, brilhante! Depois de perceber que o Tour estava no bolso, a estratégia de Pogi era levar o Del Toro ao pódio e à camisola branca, um objetivo cumprido com distinção! Pogacar até podia ter vencido mais etapas, não o fez porque simplesmente não quis!

Não conseguimos apontar um ponto negativo a esta equipa, a não ser a desistência de Brandon McNulty na etapa 18, mas foi por doença. Para além destes ciclistas, temos de dar uma ressalva à restante equipa que, mesmo com problemas gastrointestinais, se mantiveram na corrida sem abandonar o seu líder e sempre prontos a trabalhar.

Foi a melhor equipa no Tour de France e isso revela-se nas vitórias e nas camisolas que venceram. Para o ano, o objetivo passa por levar a Pogacar a vencer o 6º Tour e entrar na história!

 

 

Uno-X Mobility – 17

Trouxeram a receita do Giro e à 4ª etapa eram líderes do Tour com Torstein Træen. O conto de fadas do norueguês durou pouco porque no dia seguinte teve um ataque feia e acabou por abandonar mas não deixa de ser positivo. Søren Wærenskjold fez várias vezes top-10 mas teve a cereja no topo de bolo quando venceu na etapa 11, com um sprint poderoso e surpresa. Num Tour onde os sprints foram ganhos por Merlier, Philipsen e Kooij, juntar-se a esta lista é notável.

Tobias Halland Johannessen fez um Tour de trás para a frente e acaba no 12º posto, mesmo assim muito pouco para quem ambicionava o top-10. 5 fugas e 6 top-10 em etapa, falta sempre algo a Johannessen para conseguir vencer. Pela negativa, Jonas Abrahamsen esteve longe da combatividade habitual e, no último Tour da carreira, esperávamos muito mais de Magnus Cort, um corredor muito discreto ao longo de 3 semanas.

 




XDS Astana Team – 11

Não vieram com a melhor equipa, e certamente que o objetivo passava por vencer etapas. Tejada quase venceu na etapa 13 ao ser segundo e sem que ninguém desse fé, apareceu Max Kanter que foi uma das surpresas ao fazer sempre top-10 quando as chegadas eram ao sprint (foram 5 no total). Aaron Gate fez 10º na etapa 17, mas quanto ao resto da equipa, Davide Ballerini, Simone Velasco e Nicolas Vinokurov parece que não tiveram no Tour. Sergio Higuita está muito longe do que nos habituou noutros tempos, nem top-20 fez. Por fim, Mike Teunissen veio  para ser lançador de Kanter e cumpriu o seu papel.

Não tiveram vitórias, mas a regularidade de Max Kanter faz acreditar que o alemão pode vencer em Grandes Voltas. Se não fossem estes resultados, podíamos dizer que a XDS Astana teve um Tour muito discreto para o que já apresentou noutras edições.

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