Está na hora dos Campeonatos do Mundo! Os ciclistas viajam até ao Canadá e, para começar, é hora de atribuir o título de contra-relógio. Conseguirá Remco Evenepoel revalidar o título?

 

Percurso

Com 39,9 kms, este contra-relógio apresenta um percurso predominantemente plano e rápido, ideal para os puros especialistas. Depois da partida na Avenue du Parc, os corredores descem em direção ao rio Saint Lawrence, seguindo por longas retas junto às margens até à zona da Ponte Samuel de Champlain.

Após atravessarem a zona do rio, o percurso prossegue pela Lawrence Seaway Dike e pela Île Notre-Dame, onde os ciclistas completam cerca de uma volta e meia ao Circuit Gilles Villeneuve. A prova segue depois novamente em direção ao centro de Montreal, passando pela zona portuária e retomando parte do percurso inicial. Na fase final, surge uma longa reta de cerca de três quilómetros até uma inversão de sentido, antes do regresso em direção à meta. A maior dificuldade aparece nos últimos quilómetros, com uma subida progressiva que termina com os 400 metros finais a 6,1% de inclinação.




Favoritos

Remco Evenepoel – um corredor que foi campeão do Mundo nos últimos 3 anos é obviamente o grande candidato, ainda para mais sabendo que sempre que disputou contra-relógios em 2026 venceu. O belga é alguém que prepara os grandes objetivos ao pormenor e, apesar de ter os olhos na prova de estrada, não deixa de ser um grande especialista. Para a sua altura e peso faz milagres em cima da bicicleta, é o alvo a abater.

Filippo Ganna – campeão do Mundo em 2020 e 2021, 2º em 2023 e 2024, volta para tentar reconquistar o título. O italiano não está tão dominador como no seu auge mas se há percurso que lhe assenta bem é esta, praticamente plano e com retas longas, perfeito para o motor de Top Ganna. Voltar ao lugar mais alto do pódio não será fácil, mas Ganna tem a experiência do seu lado.

 

Outsiders

Brandon McNulty – costuma surpreender quando menos se espera. A correr perto de casa, o norte-americano deve ter preparado estes Mundiais como um dos grandes objetivos da época. Preferiria um percurso mais duro, mas a extensão do mesmo acaba por o beneficiar, em 2023 foi 4º num percurso com mais de 40 kms.

Stefan Kung – venceu os últimos dois contra-relógios que disputou. É certo que não teve a concorrência que terá em Montreal, mas não deixa de ser um boost de confiança para um ciclista que estava a ter uma temporada mais discreta devido a uma grave lesão. A longa extensão e longas retas são perfeitas para Kung, ele que já foi 2º e 3º no passado, só lhe falta o lugar mais alto do pódio.



Mathias Vacek – um percurso mais duro até seria do agrado do ciclista checo, no entanto chega em excelente forma e, como tal, é um candidato aos primeiros lugares. A vitória no ZLM Tour pode ter sido importante para aumentar a confiança, depois de muito tempo sem conseguir atingir o primeiro lugar.

 

Possíveis surpresas

Ethan Hayter – o que esperar do britânico? Talvez seja um percurso longo demais para as suas características mas se olharmos para o perfil do mesmo beneficia-o … e muito. É capaz de uma grande exibição ou passar ao lado da corrida, tal como aconteceu na Vuelta.

Alec Segaert – por incrível que pareça é a primeira vez que faz esta prova entre os elites. Como sub-23 era o grande especialista, tem tardado em confirmar o seu potencial mas, aos poucos, tem correspondido, ainda este ano foi campeão nacional. Apesar de tudo, será uma importante referência para Evenepoel.

Callum Thornley – uma das revelações nos contra-relógios da Vuelta. Será que ainda tem gás no tanque para mais um esforço? O jovem britânico é um dos grandes talentos da sua geração, seria impressionante terminar entre os primeiros logo na estreia entre os elites.

Daan Hoole – o gigante neerlandês deu um passo em frente nas últimas temporadas, tem estado muito mais consistente. Um percurso praticamente plano é perfeito para Hoole, é um dos candidatos aos primeiros lugares.



Tobias Foss – o campeão surpresa de 2022. Desde esse momento não conseguiu repetir a performance de Wollongong, no entanto nunca podemos descartar um antigo campeão do Mundo, ainda para mais numa especialidade onde tudo pode acontecer num esforço mais curto que o habitual.

Jakob Soderqvist – campeão sub-23 do ano passado, o possante sueco estreia-se entre os elites e logo com um percurso perfeito para si, praticamente plano. Talvez gostasse de mais curvas, é um ciclista que gosta de zonas técnicas. Um top-5 na estreia entre os elites seria excelente.

Nelson Oliveira/Ivo Oliveira – terminar no top-10 tem de ser o objetivo para os portugueses. Com esta distância, Nelson Oliveira sai beneficiado, o mais veterano dos dois gosta de contra-relógios longos se bem que se fosse mais duro até seria melhor para si.

 

Super-jokers

Os nossos super-jokers são Walter Vargas e Max Walscheid.

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