Regresso das etapas em linha na Vuelta e logo com uma grande etapa de montanha, o dia mais longo de toda a competição. Início de corrida brutal, alta velocidade, ataques e contra-ataques e, numa etapa com 211 kms foi preciso esperar … 110 kms para a formação da fuga, praticamente metade da etapa! Foi no Puerto del Viento que a corriad ficou mais definida, com 16 ciclistas a conseguirem quebrar a resistência do pelotão. Após essa subida, e aproveitando um pelotão muito reduzido, Richard Carapaz ainda tentou juntar-se à fuga mas, num momento em que tinha um colega de equipa no grupo, o mesmo teve um problema mecânico e o plano caiu.
Voltando à frente de corrida, estavam no grupo Kevin Vermaerke, Pablo Castrillo, Marcel Camprubì, Eddie Dunbar, Thomas Gloag, Santiago Buitrago, Pau Miquel, Guillaume Martin, Rudy Molard, Bastien Tronchon, Andreas Leknessund, Sergio Samitier, Darren van Bekkum, Chris Hamilton, Urko Berrade e Mats Wenzel. Sem nenhum perigo para a geral, só a 85 kms é que a Movistar pegou na corrida, impondo um ritmo mais tranquilo e deixando a fuga ganhar cerca de 7:30 até ao sopé da subida final.
Com 3 ciclistas na frente, a Groupama-FDJ atacou primeiro com Rudy Molard mas rapidamente foi alcançado. Miquel assumiu as despesas do grupo, durou até 13 kms do fim, levando Buitrago a atacar. O líder da montanha teve resposta de Gloag e, pouco depois, Dunbar e Berrade também chegava à frente. Este quarteto manteve-se junto até aos 2100 metros finais, altura em que Buitrago desferiu o ataque que parecia decisivo, pois rapidamente abriu 15 segundos de vantagem.
Dunbar não foi ao choque e, ao seu ritmo, apanhou o colombiano a 500 metros do fim. O irlandês nem respirou, passou diretamente por Buitrago que estava sem forças e não conseguiu responder. Dunbar fugiu para a vitória, conquistando a primeira vitória em 2 anos, precisamente 2 anos depois de ter ganho 2 etapas na Vuelta. Buitrago foi 2º a 14 segundos e Gloag 3º a 23 segundos.
No grupo dos favoritos, a Red Bull-BORA apareceu no início da subida mas ficou sem ciclistas a meio da subida, com a Movistar a voltar ao controlo da corrida, antes da EF Education aparecer e fazer a primeira vítima do top-10, com Mattias Skjelmose a ceder a 7 kms do fim. As movimentações entre os favoritos só apareceram a 2 kms do fim, com Primoz Roglic a testar, mas a ter resposta pronta de Enric Mas, Oscar Onley, Felix Gall e Carapaz.
Até ao final e apesar de várias tentativas ninguém conseguiu escapar e o top-5 da Vuelta chegou junto a 5:11, com Enric Mas a seguir firme na liderança da Vuelta, com 1:37 para Roglic antes da última etapa de montanha.