Euskadi-Murias: O adeus de um projecto com resultados deslumbrantes

Na ressaca dos Mundiais de Yorkshire surgiu uma notícia terrível, em especial para o ciclismo espanhol. A Euskadi-Murias, um projecto com 5 anos, vai fechar portas por completo. Não é uma descida do escalão Profissional Continental, a equipa vai mesmo acabar, mesmo obtendo resultados incrível com um plantel sem grandes nomes. O financiamento acabou e não há volta a dar.




Não é um desfecho propriamente surpreendente tendo em conta que já havia rumores de tal, no entanto, deixa sempre os adeptos da modalidade tristes, uma formação com uma identidade bem definida e que quis sempre crescer de forma sustentada de ano para ano. Criada em 2015 ainda tinha 2 resistentes dessa altura: Garikoitz Bravo e Mikel Bizkarra, um projecto basco e que levava à loucura os aficionados daquela região.

Nunca teve grandes nomes e alguns corredores que passaram pela Euskadi-Murias estão agora no World Tour, casos de Alex Aranburu, Oscar Rodriguez e Eduard Prades. O primeiro triunfo obtido em provas UCI foi em Portugal, na Volta ao Alentejo, graças a Imanol Estevez, em 2016. 2018 representou o grande salto qualitativo, reforçados com Jon Aberasturi, Enrique Sanz e Eduard Prades a equipa somou 8 triunfos, incluindo a geral da Volta a Turquia e 1 etapa na Vuelta. Para além de etapas na Volta a Portugal, G.P.N2 e Troféu Joaquim Agostinho.




Esta época perderam a referência de Eduard Prades para a Movistar e mesmo assim festejaram por 9 vezes, 6 delas em Portugal. Enrique Sanz ganhou 3 etapas da Volta ao Alentejo e 1 no Troféu Joaquim Agostinho, enquanto que Mikel Aristi e Hector Saez picaram o ponto na Volta a Portugal. O grande destaque vai para o triunfo em solitário de Mikel Iturria na Vuelta após um ataque de longe.

Grande parte dos ciclistas que neste momento estão na Euskadi-Murias deverão ter lugar na Team Euskadi, outro projecto basco e que pode subir ao escalão profissional Continental, precisando e muito da experiência que alguns corredores como Mikel Bizkarra têm. Por outro lado, o abandono da modalidade por parte desta formação estará ligado às novas regras da UCI para as equipas Profissionais Continentais, com requisitos bem mais exigentes a nível financeiro.



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