Dia final do Tirreno-Adriático, uma etapa em teoria para os sprinters mas que todos sabiam que teriam de aguentar o início mais complicado, com duas longas subidas. Xabier Azparren, Dries de Bondt e Roberto Gonzalez foram o trio de fugitivos mas, na já referida fase mais dura, foram apanhados por um pelotão que seguia a alta velocidade, com Mathieu van der Poel a rebocar o grupo, fazendo um teste à sua condição.



O grupo chegou a estar muito cortado, todos os homens da geral estavam na frente, mas sprinters como Arnaud de Lie e Pavel Bittner chegaram a estar descolados. O ritmo baixou, o pelotão voltou a ficar mais bem composto e estes nomes voltaram a reentrar e a estar na luta pela vitória. Destaque pela luta no sprint intermédio com o foco no 2º lugar da geral: a Visma|Lease a Bike preparou terreno e Wout van Aert lançou Matteo Jorgenson para os 3 segundos necessários para roubar o lugar a Giulio Pellizzari.

Alessandro Covi ainda andou alguns quilómetros escapado mas foi uma movimentação de Jonas Abrahamsen já dentro dos 8 kms finais a dar muita luta ao pelotão. O combativo norueguês ligou o turbo, abriu 10 segundos de vantagem e o aumentar do nervosismo no pelotão levou à queda de Paul Magnier e Jasper Philipsen! Foi preciso Filippo Ganna aparecer na frente do pelotão para Abrahamsen ser apanhado, a apenas 400 metros do fim.



Vindo de trás, Edward Theuns passou que nem uma flecha com Jonathan Milan na sua roda e, após este trabalho fabuloso, o italiano encontrou-se na frente e sprintou para a vitória, a 5ª na carreira no Tirreno-Adriático. Sam Welsford foi 2º e Laurenz Rex 3º. Na geral, Isaac del Toro sagra-se o vencedor final da prova, com Jorgenson a subir a 2º por troca com Pellizzari.

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