O pelotão do Tour chega aos Pirenéus para a primeira grande etapa de montanha desta edição! Dia para a primeira chegada em alto, com o Tourmalet a ser a grande subida do dia. Teremos Tadej Pogacar a dinamitar a corrida?

 

Percurso

Pau recebe a partida da etapa, um dia que se inicia com 106 kms relativamente planos, apenas duas contagens de montanha de 3ª categoria. A corrida vai tornar-se mais séria com o Col d’Aspin (12 kms a 6,5%), um aperitivo para a grande subida do dia, o Col du Tourmalet! A mítica subida gaulesa é o prato principal do dia, serão 17,2 kms de sofrimento a uma média de 7,2%, uma média estragada pelos primeiros 4 kms em falso plano, pois a partir daí raramente baixa dos 9%.



No alto, restam 39 kms, 20 deles em descida e os restantes em subida para a meta. A subida final tem 18,7 kms a 3,7%, nada de complicado tendo em conta o que já foi ultrapassado neste dia, com destaque para os últimos 2,7 kms com uma média a rondar os 5,5%.

 

Táticas

Primeira grande etapa de montanha do Tour, não esperamos nada mais, nada menos que uma grande batalha entre os favoritos, ainda para mais sabendo que depois de amanhã só depois do dia de descanso há etapas de montanha. A UAE Team Emirates já vem a falar deste dia há muito tempo, acreditamos que vão entrar empenhados em endurecer a corrida ao máximo, os primeiros 100 kms são ideiais para Nils Politt aparecer na frente do pelotão.

O Col d’Aspin servirá de endurecimento e a corrida vai explodir no Col du Tourmalet. Uma subida mítica como esta será do agrado de Tadej Pogacar, o esloveno vai querer dar a primeira machadada na corrida e não vemos outra a equipa a pegar na corrida a não ser a UAE Team Emirates, as restantes vão correr na expectativa. A presença de Isaac del Toro será fundamental, o mexicano pode nem ser usado se Brandon McNulty e Adam Yates estiverem em grande nível e aí, com 2 elementos no grupo, veremos quem consegue seguir Pogacar e Del Toro.

 

Favoritos

Tadej Pogacar – todos os olhos estarão postos no campeão do Mundo, é o alvo a abater. Já deu uma etapa, venceu outra de forma convincente e ainda nem chegamos à alta montanha. Acreditamos que vai atacar no Tourmalet e ainda longe da meta, a questão é saber se alguém o consegue acompanhar. Mesmo que alguém consiga, num sprint é o mais rápido.

Jonas Vingegaard – se há alguém que pode seguir Pogacar, é o dinamarquês mas também não será tarefa fácil. A forma como não conseguiu seguir no final da etapa 3, mas alta montanha é o terreno do ciclista da Visma que espera contar com Kuss, Jorgenson e Piganzoli a um bom nível. Será um dia fundamental para as aspirações finais.



Outsiders

Isaac del Toro – já teve uma vitória dada mas a forma como a conseguiu também é meritória. O mexicano pode voltar a aproveitar a marcação entre os favoritos e se não tiver que trabalhar muito irá atacar e obrigar estes a trabalhar. Num grupo restrito também é muito rápido.

Paul Seixas – dia importante para o francês, irá começar o seu teste. O facto de não ser uma etapa muito longa nem que muito acumulado vem beneficiar Seixas, neste tipo de território sabemos que tem muita qualidade. Foi dos poucos que conseguiu seguir Pogacar este ano, estará confiante que o pode voltar a conseguir.

Florian Lipowitz – outro ciclista que estará à espera deste dia. O alemão tem sido muito regular ao longo de 2026, mostrando que o pódio do ano passado não foi por acaso, e numa Red Bull-BORA com 2 líderes vai querer mostrar que está pronto para a luta e que é o mais forte na alta montanha. Vai correr com raiva.

 

Possíveis surpresas

Remco Evenepoel – teste importante para o campeão olímpico, é aqui que vamos ver se todos os meses sem competir e em estágio deu resultado ou se volta a quebrar na alta montanha. Sendo uma etapa mais “acessível” até acreditamos que consiga dar muita luta, mas não o vemos a seguir Pogacar por exemplo.

Tobias Halland Johannessen – que temporada está a fazer! Mesmo com Torstein Traeen de amarelo, deverá fazer a sua corrida, tem estatuto para isso e não pode hipotecar o seu objetivo. É daqueles que não tem medo de atacar.



Juan Ayuso – finalmente a liderar uma equipa, a pressão estará mais alta para o espanhol. Apesar de tudo, chega em boa forma e, por norma, costuma corresponder nestes momentos. Tem de ser mais frio que o habitual.

Richard Carapaz – disse que não vinha correr para a geral mas até agora tem estado muito atento e até já foi 3º. Deverá continuar a testar-se até onde der, veremos como rende na alta montanha, este ano ainda não teve muito boas exibições.

Lenny Martinez – tal como Carapaz não veio correr para a geral mas ainda não perdeu muito tempo. Veremos como reage a esta etapa, qualidade não lhe falta, mas quando menos se espera acaba por desiludir.

Egan Bernal – focado em vencer uma etapa, o colombiano já mostrou a sua versão ofensiva neste Tour. Acreditamos que tenha certas etapas marcadas, esta é uma delas, um corredor da sua qualidade quer vencer em sítios míticos.

Alex Baudin – desde a vitória no Dauphiné que está a andar muito bem e a camisola da montanha pode dar-lhe ases. Com isso, deverá estar na fuga para a tentar defender e, se estiver forte no Tourmalet, sonhar com a vitória não é impossível.

Valentin Paret-Peintre – já venceu no Mont Ventoux, conseguirá vencer uma etapa que passa no Tourmalet? O pequeno francês é uma caixinha de surpresas, muito talentoso pode aparecer quando menos se espera. Numa equipa com muitos roladores, poderá ter apoio para integrar a fuga.

 

Super-jokers

Os nossos super-jokers são Ion Izagirre e Michael Storer.



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