Está na hora dos sprinters brilharem! Após dias mais duros, os homens rápidos têm a primeira oportunidade neste Tour de France, quem será o primeiro a levantar os braços?
Percurso
Finalmente um dia plano na Volta a França, 158,3 kms entre Lannemezan e Pau, apenas com o Côte de Baleix (1000 metros a 8,8%) a dificultar a vida dos ciclistas. O topo fica a 25 kms do fim, pode dar ideias a algumas equipas mas acreditamos que vai ser uma chegada em pelotão compacto em Pau, um final com algumas curvas, com destaque para uma a 90 graus a 1100 metros do fim. Depois disso, rotunda a 900 metros e viragem à esquerda a 600 metros do fim para a reta da meta.
Táticas
Primeira oportunidade para os sprinters neste Tour, não vão despediçar a oportunidade. Acreditamos numa fuga bastante pequena, talvez com ciclistas da Caja Rural e TotalEnergies, duas das equipas convidadas e que precisam de mostrar serviço à organização do Tour. Depois cabe às equipas dos homens rápidos controlarem e levarem a etapa para uma chegada ao sprint.
Sendo esta a primeira etapa ao sprint, e como é nosso hábito, é sempre importante analisar cada comboio presente. Esta nem é a chegada mais importante para tal, o final não é muito técnico, mas é sempre relevante ter alguém para guiar do que andar a seguir rodas de adversários. Estes são aqueles que consideramos os principais blocos a observar (com pelo menos “3 carruagens”):
- Alpecin-Premier Tech: Jonas Rickaert – Edward Planckaert – Mathieu van der Poel – Jasper Philipsen
- Cofidis: Piet Allegaert – Jenthe Biermans – Alex Kirsch – Hugo Page – Milan Fretin
- Decathlon CMA CGM Team: Daan Hoole – Cees Bol – Olav Kooij
- Soudal Quick-Step: Pascal Eenkhoorn – Jasper Stuyven – Bert van Lerberghe – Tim Merlier
- NSN Cycling Team: Matis Louvel – Tom van Asbroeck – Lewis Askey – Jake Stewart – Biniam Girmay
- Tudor Pro Cycling: Marco Haller – Matteo Trentin – Rick Pluimers – Arvid de Kleijn
- XDS Astana: Aaron Gate – Davide Ballerini – Mike Teunissen – Max Kanter
Favoritos
Jasper Philipsen – é daqueles que não se importa que a corrida seja mais endurecida, sobe melhor que a maioria. Pode não vir a ter o comboio completo ao seu dispor, mas contando com Mathieu van der Poel estará mais perto do sucesso. A aceleração e colocação destes dos no final pode ditar o desfecho.
Tim Merlier – muito vai depender das subidas que estão nos derradeiros 35 kms, vai ter que sofrer um pouco, mas é natural que perca alguma energia. Se passar bem, tem o comboio perfeito e oleado para esta chegada, já conhece os seus colegas de olhos fechados. Mesmo num final mais caótico, sabe-se posicionar como poucos.
Outsiders
Olav Kooij – com um comboio mais simples que os seus rivais, uma corrida mais dura até o favorece pois terá menos caos pela frente e será mais fácil de se posicionar. Começou a temporada mais tarde mas já leva algumas vitórias, incluindo frente a todos estes rivais. Vencer aqui seria o libertar da pressão.
Biniam Girmay – vem de bater Merlier, Philipsen e Kooij, também estará confiante. É daqueles que não se importa com as subidas que terá pela frente mas tudo vai depender da sua colocação. O comboio é bastante forte mas o eritreu nem sempre confia nos seus lançadores, tem de ser mais fiel.
Milan Fretin – oportunidade de ouro para o ciclista da Cofidis. Longe de estar na elite do sprint mundial, mas o facto de ter uma equipa quase toda dedicada para si é fundamental para este tipo de chegadas. Quando está bem é capaz de sacar um coelho da cartola, e o que seria se vencesse no Tour!
Possíveis surpresas
Mads Pedersen – a vitória de hoje dará muita confiança, a primeira do ano só agora apareceu. Um final como este nunca foi a praia do dinamarquês, não é nem nunca será um puro sprinter. Será dia para minimizar os prejuízos, o pódio já será muito positivo.
Max Kanter – sempre muito regular e o facto de ter metade da equipa ao seu dispor dará ainda mais confiança. O alemão não é um ciclista ganhador mas num cenário mais endurecido acabará por ter alguma vantagem e pode surpreender.
Pavel Bittner – a grande esperança da Picnic PostNL neste Tour mas … sem um grande comboio. O checo já sabe o que é vencer em Grandes Voltas, mas o nível da Vuelta era diferente e num ano que está a ser péssimo, vencer será pedir demais.
Søren Wærenskjold – ciclista muito possante mas que não se importa com este tipo de colinas, não fosse ele já vencedor de clássicas. Numa Uno-X onde a confiança está em altas, o norueguês é alguém capaz de sacar um grande resultado.
Arvid de Kleijn – irá rezar por uma corrida pouco endurecida pois tem sido daqueles que mais sofrido quando a estrada inclina. A qualidade do neerlandês é inegável, para além disso tem um bom comboio no seu apoio. Tem é de ter as condições ideais.
Phil Bauhaus/Pascal Ackermann – duo alemão que dentro das respetivas equipas não terá muito apoio, vão ter que se desenvencilhar sozinhos, o que pode levar a um maior desgaste. Almejar o top-5 já será positivo.
Super-jokers
Os nossos super-jokers são Anthony Turgis e Fred Wright.