Adeus a Espanha e acenar a França, com o Tour a entrar na montanha com um dia de desgaste progressivo. Teremos nova batalha entre os favoritos ou já veremos a fuga a triunfar?

 

Percurso

Com início da etapa ainda em Espanha, mias precisamente Granollers e término da mesma já em território francês (Les Angles) depois de 195,9 quilómetros e mais de 3850 de desnível acumulado positivo, esta etapa tem tudo para ser um espetáculo. A etapa vai começar a animar com o Col de Toses (9,3 kms a 6,5%), uma primeira categoria situada a 70 kms do fim, onde será feita a primeira seleção.



Segue-se o Col du Calvaire (11,4 kms a 4,1%) com o seu alto a 23 kms do fim e a subida final para a meta. Podem ser apenas 1700 metros a 6,5% mas depois de tanta dureza as rampas finais vão ser duras e podem proporcionar mais um final explosivo.

 

Táticas

Estamos ao terceiri o dia e já podemos ter a primeira fuga a vingar no Tour. Hoje já se fizeram diferenças importantes e houve muito ciclistas a perder bastante tempo talvez já pensando em ter liberdade para a etapa de amanhã. Os primeiros 50 km são relativamente complicados por isso é preciso ser um ciclista bastante completo para estar na fuga ainda para mais olhando para o final bastante sinuoso.

Entre os favoritos quem é que veio controlar esta etapa? Pela Visma a fuga pode chegar uma vez que este não é o final é o jeito de Vingegaard e também não vemos a UAE Team Emirates a controlar para Pogacar ou Del Toro. Com isto, a Visma também não se importa de perder a camisola amarela, muitos ciclistas têm a oportunidade de uma vida de ser líderes da Volta a França. Damos 60/40 para a fuga vs pelotão.

 

Favoritos

Mathias Vacek – com 5 minutos perdidos e não sendo um perigo para as geral, está na hora de aproveitar a boa forma. Este excelente na Volta a Suíça, a subir melhor que nunca e todos sabemos da sua exlcente ponta final. A Lidl-Trek é uma equipa que dá liberdade aos seus ciclistas.

Tadej Pogacar – Com um bloco fortíssimo em seu redor, o esloveno é dos melhores em aceleração quando os finais curtos são em subida. Após ter oferecido a vitória hoje, amanhã acreditamos que se tiver a oportunidade não vai dar brindes e vai querer erguer os braços.




Outsiders

Remco Evenepoel – A sua explosividade e a etapa ser um sobe e desce constante, pode ajudar o ciclista belga a ter um bom boost na confiança. Num final mais táctico, o campeão olímpico pode garantir uma vitória importante, hoje mostrou-se muito atento.

Ben Healy – esta é uma etapa que encaixa que nem uma luta no ciclista irlandês. Já atrasado na geral, Healy é daqueles que não tem medo de atacar e se sentir que é o dia e o momento certo não vai hesitar.

Mathieu van der Poel – já perdeu algum tempo mas a camisola amarela ainda é possível se entrar na fuga certa. O final não é duro demais para si, sabe que tem a oportunidade deste Tour aqui, no entanto estando na fuga será o ciclista mais marcado.

 

Possíveis surpresas

Jonas Vingegaard – Se a corrida for atacada no no Col de Toses, e sabemos que o dinamarquês adora subidas longas, pode ter aí a sua hipótese de bater Pogacar. Será que a Visma vai entrar de forma agressiva com intuito de quebrar o bloco da UAE?

Tom Pidcock – Com um final totalmente imprevisível, o ciclista adora mudanças de ritmo e etapas técnicas, pode sacar um coelho da cartola e vencer, conseguindo completar um dia objetivos que trouxe para este Tour.



Isaac del Toro – Mais uma carta da UAE que pode ser jogada nesta etapa, tal como aconteceu hoje. Duvidamos que haja mais brindes de Pogacar, mas se tiver a chance de fugir num final mais tático, não vai desperdiçar.

Kevin Vauquelin – início de Tour para esquecer, furo ontem, hoje muito apagado, pagando um pouco o período de doença antes do Tour. Numa INEOS focada nas etapas, esta pode ser para o francês, no primeiro dia que chega a território gaulês.

Romain Grégoire – outra peça francesa no xadrez da fuga, esta com os olhos postos na amarela, seria o culminar de uma boa temporada. Apesar do final ser duro, as pendentes são boas para a explosão do francês.

Alex Aranburu – dia difícil mas é neste tipo de etapas que o basco gosta de brilhar. Preferiria um final em descida mas é um ciclista explosivo o suficiente para este tipo de chegadas mais duras.

Mauro Schmid – está a fazer uma boa temporada de 2026, já com vários triunfos, falta vencer numa Grande Volta. Esta é uma boa etapa para o suíço, dura o suficiente para se fazerem diferenças e com um final explosivo, perfeito para as suas características.

Javier Romo – bastante discreto nos últimos tempos, pode aparecer a qualquer momento. Etapas de média montanha é onde pode render mais e numa Movistar que costuma apostar em fugas, o espanhol é a melhor carta para amanhã.

 

Super-jokers

Os nossos super-jokers são Warren Barguil e Harold Tejada.



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