Depois do contra-relógio coletivo, aí vem a primeira oportunidade para os homens da geral brilharem! Quem vai ser o mais forte em Barcelona? Teremos novo líder?

 

Percurso

Com início em Tarragona e chegada a Barcelona, numa etapa com 168,5 quilómetros e mais de 2500 de desnível acumulado positivo, esta tem tudo para ser uma tirada muito interessante. Com um sprint intermédio ao quilómetro 85,6 e uma contagem de 2ª categoria, o Côte de Begues (6 kms a 5,8%) logo de seguida, tudo se vai decidir na subida ao Castelo de Montjuic.

Circuito a ser percorrido por 3 vezes com  o Côte du Castell de Montjuic (1,6 quilómetros a 9,3%) a ser a grande dificuldade, sendo que na última passagem está a menos de 3 kms do fim. A chegada ao Estádio Olímpico é em subida e bastante explosiva.



Táticas

Mesmo com Côte du Castell de Montjuic situada a 2 quilómetros da meta e a passarem lá 3 vezes, o ritmo será de loucos e não haverá hipóteses para os homens mais rápidos, e só terão a sua oportunidade no sprint intermédio apenas. Os homens da geral como Pogacar, Vingegaard, Seixas, Ayuso entre outros irão estão na disputa da etapa.

 

Favoritos

Tadej Pogacar – primeira grande oportunidade para o esloveno vencer! Após um bom contra-relógio coletivo, Pogacar quererá voltar a deixar os seus rivais em sentido e todos sabemos que quando liga o seu motor é difícil de acompanhar, ainda para mais em subidas tão explosivas como estas. Estamos no Tour, está na hora da verdade.

Tom Pidcock – o ciclista da Pinarello Q36.5 tem aqui uma etapa mesmo ao seu jeito, subidas curtas e explosivas, a fazer lembrar os seus grandes tempos. Apontando ao Tour desde o início da temporada, o britânico tem de mostrar serviço. Vencer aqui seria o sonho para si e para a sua equipa. Estando com boas pernas, pode fazer frente a Pogacar?

 

Outsiders

Mathieu Van der Poel – etapa no limite para o ciclista da Alpecin mas sabe que é a melhor chance de vencer nos primeiros dias do Tour. Terá de sofrer muito na subida principal do dia, mas aguentando tem tudo para estar na discussão e travar mais um enorme duelo com Pogacar.



Paul Seixas – O francês tem um estilo de correr como Pogacar e onde está a competir é para ganhar. Mesmo com uma subida muito curta a dureza que existe é suficiente para se fazerem diferenças. Será que vai conseguir mostrar aos franceses que está pronto para a luta e colocar a tricolor no lugar mais alto do pódio?

Remco Evenepoel – está na altura de aparecer. Se na alta montanha ainda temos dúvidas, este é o terreno do belga, veremos é se tem a explosão para aguentar os ataques dos ciclistas mais explosivos. Trabalhou os últimos meses a pensar neste objetivo, tem de estar forte, é um ciclista com uma mentalidade competitiva grande.

 

Possíveis surpresas

Jonas Vingegaard – muitas vezes a sua explosão é subestimada porque é comparado a Pogacar mas não deixa de ser um ciclista que se adapta muito bem a este terreno. Quererá marcar posição desde o início do Tour, um resultado positivo aqui seria excelente.

Isaac Del Toro – sabemos que vem para trabalhar para Pogacar, mas pode ter uma das raras hipóteses de brilhar na sua primeira participação no Tour. Aquela subida antes da meta, pode dar uma vitória, aproveitando a marcaçã entre os favoritos. Que grande estreia no Tour que o mexicano pode ter!

Florian Lipowitz – vem com a liderança partilhada com o Evenepoel, mas quando a estrada inclina sabemos que o alemão é muito forte. O facto de partilhar liderança e ter ainda Hindley, pode tornar este trio muito perigoso e levar a jogadas táticas.



Juan Ayuso – o espanhol quer começar bem o Tour e não perder tempo seria importante. Este tipo de subidas mais explosivas encaixam bem no seu perfil, ele que também conhece bem as mesmas, já as fez por diversas vezes noutras provas.

Mattias Skjelmose – Um bocado a semelhança de Lipowitz, pode em conjunto com Ayuso lutar pela vitória na etapa. Longe de ser um trepador puro, é neste tipo de jornada que se pode destacar.

Kévin Vauquelin – após o bom contra-relógio coletivo da sua equipa, o francês vai querer lutar pela gral enquanto pode. A preparação não foi a ideal, pode vir a pagar a fatura, mas se há etapa onde se pode destacar é esta.

Ben Healy – Depois do tempo perdido no contrarrelógio, o irlandês da EF-Education quer mudar a imagem da sua equipa e lutar pela vitória na etapa. Será que consegue surpreender tudo e todos numa etapa que se assemelha ao ciclista que é?

 

Super-jokers

Os nossos super-jokers são Marc Hirschi e José Félix Parra.



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