Melhores equipas do ano – 15ª

Não há como entrar em rodeios, esta foi uma má época para a Team Sunweb. Os alemães acabaram o ano com menos de 1 dezena de vitórias, quando tinham conseguido superar esse valor em 2018 e quase atingir as 2 dezenas em 2017. Com a saída de Tom Dumoulin a equipa entra numa nova fase, onde Michael Matthews terá um papel fundamental e os seus jovens terão que passar para o próximo nível.

 

Os dados

Vitórias: 9 triunfos, 6 deles conseguidos no World Tour.

Pódios: 34 pódios, onde Junho foi o melhor mês já que foram conseguidos 9 deles, quase um terço.

Dias de competição da equipa: 227 dias, um calendário extenso, normal numa equipa World Tour.



Idade média do plantel: 26,5 anos, uma média algo jovem devido à presença de muitos ciclistas de tenra idade (12 com menos de 25).

Mais kms: Cees Bol com 12 828 quilómetros em 77 dias de competição.

Melhor vitória: Grand Prix de Quebec ganho por Michael Matthews, já que derrotou Peter Sagan e Greg van Avermaet, conseguindo a segunda vitória consecutiva na prova canadiana.

 

O mais

Não foi propriamente uma temporada retumbante para Michael Matthews, mas mesmo assim foi o melhor ciclista da equipa. Somou 33% das vitórias da equipa (2 etapas na Volta a Catalunha e o G.P. Quebec), fez 6º no Tour des Flandres, 8º na Fleche Wallonne, 12º na Milano-Sanremo, fez 2 pódios na Volta a Suíça e 1 no Tour, uma competição que não lhe correu bem, sendo mesmo depois preterido nos sprints por uma das revelações do ano: Cees Bol.



O jovem holandês de 24 anos foi realmente uma surpresa muito positiva e será uma das grandes esperanças para 2020. Trinfou na Nokere Koerse, na última etapa a Volta a Califórnia e na 1ª tirada da Volta a Noruega, onde acabou em 5º na geral. Até final de época aina fez mais alguns top 10, mostrando-se muito competitivo. Apenas aos 21 anos Marc Hirschi já se mostrou ao mais alto nível com granes exibições na média montanha ao ser 3º na Clássica San Sebastian, 5º no BinckBank Tour e 6º na Volta a Alemanha, um corredor muito completo e que vai dar que falar.

 

O menos

Alguns dos líderes da equipa para as provas de 3 semanas foram altamente afectados por lesões. Tom Dumoulin foi obrigado a abandonar o Giro bem cedo e depois a recuperação para o Tour complicou e o holandês também falhou a Grand Boucle. Falava-se que poderia ser a época de afirmação de Sam Oomen, as coisas até começaram bem, só que o jovem de 24 anos não competiu mais depois do abandono no Giro.

E mesmo Wilco Kelderman não se mostrou como já o vimos fazer, discreto nas provas de 1 semana acabou bem na Vuelta ao ser 7º, mas nunca foi realmente um protagonista na competição. Outros corredores que subrendimento foram os jovens Michael Storer e Robert Power, grandes promessas que tardam em aparecer.




O mercado

É um virar de página, acabou o ciclo de Tom Dumoulin na Team Sunweb, que sai para a Jumbo-Visma. Uma equipa com uma abordagem altamente metódica em que alguns ciclistas se conseguem adaptar e onde o desgaste mental foi demasiado para Dumoulin. A renovação acentua-se com as saídas dos veteranos Roy Curvers, Johannes Frohlinger e Jan Bakelants. Max Walscheid vai para a NTT, Lennard Kamna para a Bora-Hansgrohe, logo agora que os resultados estavam a aparecer e Louis Vervaeke ainda não tem contrato oficial para 2020.

As apostas no mercado centraram-se em 2 aspectos: clássicas e jovens. Entra Tiesj Benoot para liderar a equipa nas provas de 1 dia e corridas sem muita montanha, apesar das melhorias do belga neste aspecto. Corredor capaz de grandes triunfos é acompanhado por Jasha Sutterlin e Nico Denz, que têm potencial nas clássicas. No entanto, a grande especialidade do recrutamento a Sunweb sempre foi os jovens e a equipa volta a mostrar isso. Entram Nils Eekhoff (campeão mundial sub-23 antes daquela desqualificação ridícula), Ilan van Wilder (3º na Volta a França do Futuro no 1º ano de sub-23, era dos poucos que fazia frente a Remco Evenepoel no escalão junior), Alberto Dainese (um os melhores sprinters desta geração e campeão europeu sub-23), Thymen Arensman (2º na Volta a França do Futuro em 2018 ainda com 18 anos), Mark Donovan (4º no Baby Giro em 2018), enquanto que Martin Salmon e Felix Gall são promovidos da equipa de desenvolvimento.




O que esperar em 2020?

Nas Grandes Voltas dependerá muito da condição física de Sam Oomen, já que Wilco Kelderman já mostrou que o seu limite é mesmo o top 10 neste tipo de provas. Os jovens como Arensman ou van Wilder ainda vão ter de crescer, por isso mesmo têm contratos de longa duração.

Portanto, o grande objectivo da equipa pode mesmo ser as clássicas. Com Benoot e Matthews têm 2 hipóteses distintas, Benoot pode atacar sabendo que tem Matthews para sprintar, o que dá outra segurança. Para além disso têm o grande talento que é Marc Hirschi e dentro desse bloco ainda podem entrar Cees Bol, Soren Kragh Andersen, Nikias Arndt, Nico Denz, Casper Pedersen, Jasha Sutterlin e mesmo Nils Eekhoff apesar da sua juventude.

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