Melhores equipas do ano – 20ª

Os dados

Vitórias: 8 triunfos, três deles no WorldTour.

Pódios: 29 pódios,  dos quais dez foram em provas WT

Dias de competição da equipa:  175 dias, foi uma das equipas com o calendário mais preenchido

Idade média do plantel: 28,9 anos, com onze ciclistas acima dos 30 anos de idade.

Mais kms: Michael Valgren, com 11418 km percorridos.

Melhor vitória: Vitória de Ben O’Connor na etapa 17 do Giro de Itália, após uma fuga bem sucedida.

O mais

O italiano Giacomo Nizzolo foi a figura principal da equipa. Para além de se ter sagrado campeão europeu, o corredor milanês venceu no Santos Tour Down Under, batendo Simone Consonni, Sam Bennett e Philipsen, e a etapa 2 do Paris-Nice, onde derrotou nomes como Ackermann e Jasper Stuyven. Para além disso, venceu a prova de estrada do campeonato nacional italiano, título que já tinha conquistado em 2016. Conseguiu ainda 18 top dez no total, um pódio na etapa 3 do Tour, e fechou top cinco na Milan-Sanremo.

Foi bom ver alguns lampejos de qualidade do jovem Gino Mader e de ver o australiano Ben O’Connor em acção, conquistando uma vitória importante no Giro, a sua primeira no WorldTour, e um triunfo na Étoile de Bessèges, no alto do Mont Bouquet.



O menos

Foram muitos os nomes que estiveram aquém do esperado. Ryan Gibbons foi um dos exemplos disso, com poucos resultados em 2020. O dinamarquês Michael Valgren pouco apareceu em cena, talvez devido ao encurtamento de calendário, com ausência de várias provas onde está acostumado a obter bons resultados. A expectativa de ver uma vitória de Victor Campenaerts em dias de contrarrelógio era grande, mas o belga não conseguiu vencer esta temporada, apesar de ter estado perto, por duas ocasiões, no Giro de Itália e no Tirreno Adriático.

Edvald Boasson Hagen também não esteve em evidência, o que é raro, visto que ao longo dos anos se vem mostrando como um corredor vitorioso. O reforço australiano, Benjamin Dyball, não se adaptou ao WorldTour, depois de uma temporada boa no escalão continental. Acabou por se revelar um passo maior que a perna.

 

O mercado

Com tantas dificuldades para arranjar um novo patrocinador, que permitisse à equipa continuar no ativo, muitas mudanças foram feitas neste mercado. Já confirmadas estão as saídas de Boasson Hagen para a Total Direct Energie, Roman Kreuziger, já longe dos tempos áureos, irá rumar à equipa russa da Gazprom-Rusvelo, Michael Valgren segue para a EF Pro Cycling, Louis Meintjes (Circus-Wanty Gobert), Ryan Gibbons (UAE-Team Emirates), Ben King (Rally Cycling), Ben O’Connor (AG2R Citroen Team), Amanuel Ghebreigzabhier (Trek-Segafredo), Rasmus Tiller (Uno-X Pro Cycling), enquanto que Samuele Battistella, Matteo Sobrero e Stefan De Bod seguem para a Astana-Premier Tech. Michael Carbel e Enrico Gasparotto irão retirar-se no final do ano. O suiço Gasparotto, corredor de 38 anos, fecha uma carreira de 16 anos como profissional.

Já há dez contratações confirmadas. A contratação mais sonante é a de Fabio Aru, que procura relançar a carreira na equipa sul-africana. Simon Clarke é mais uma cara nova, um ciclista experiente, habituado a clássicas acidentadas, e com boa ponta final nos sprints, em grupos restritos. Dimitri Claeys será um nome importante nas clássicas, principalmente nas provas belgas. Lukasz Wisniowski, Karel Vacek, Killian Frankiny, Emil Vinjebo, Harry Tanfield, Sean Bennett e Connor Brown são os restantes reforços.



 

O que esperar de 2021?

Uma das principais diferenças está no nome da equipa, com novo patrocinador, o conjunto de Douglas Ryder passa a ser designado por Team Qhubeka Assos. Muitas das principais figuras rumaram a outras paragens, não será um ano fácil com tantas mudanças. Giacomo Nizzolo é a figura da equipa, pois será um dos nomes, quase certos, a dar bons resultados. Domenico Pozzovivo e Aru serão os homens para lutar pela classificação geral em provas por etapas. Max Walscheid será a aposta da equipa para várias chegadas ao sprint.

Victor Campenaerts continuará a reinar no contrarrelógio, certamente, que quererá voltar às vitórias. Simon Clarke e Killian Frankiny são dois reforços bons para etapas de média montanha. Expetativa para ver as exibições do jovem checo Karel Vacek, visto que irá fazer a estreia no WorldTour. Já obteve algumas vitórias nos escalões mais jovens, vencendo por duas vezes na nations cup, à frente de nomes como Remco Evenepoel e Andrea Bagioli. Connor Brown, jovem de 22 anos, subiu da equipa continental da NTT, ele que teve um pódio no Baby Giro como melhor resultado esta época.



Uma formação que vai tentar aproveitar ao máximo as oportunidades em 2021, não se esperando grandes resultados da equipa, que peca em falta de profundidade e qualidade para competir entre os melhores do mundo. Com tantas indecisões e com um dos orçamentos mais baixos do WorldTour, o mercado foi avançando, e a equipa tem agora mais dificuldades em achar nomes para competir ao mais alto nível. Espera-se uma época difícil, entre a qualidade dos nomes que saíram e os reforços que entraram, a equipa ficou, claramente, a perder até ao momento.

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