Se para alguns ciclistas os contratos para a próxima época estão fechados, existem outros ciclistas sem contrato e prontos para assinar por uma equipa que correspondam as suas caraterísticas e aos seus objetivos. Neste artigo vamos falar de alguns ciclistas do World Tour (WT) e Pro Continental Team (PCT) que se apresentam sem contrato para 2026.

Ruben Guerreiro – aos 31 anos, e depois de 3 temporadas com muitas lesões na Movistar, o português procura dar um novo rumo à sua carreira. 9 anos de experiência World Tour, excelentes resultados em provas de um dia e provas de uma semana com alguma montanha. Curado de todas as lesões ainda é um corredor perigoso. Os próximos dias podem trazer novidades.



Hugh Carthy – com um 3º lugar na Vuelta em 2020, e vitórias em Grandes Voltas, o ciclista de 31 anos não tem contratado assinado para 2026. Um bom ciclista na alta montanha nesta fase da carreira, pode ser principalmente um bom gregário para um grande líder.

Matthew Walls – o sprinter britânico, profissional desde de 2018, tem apenas duas vitórias nos seus palmarés no que toca ao ciclismo de estrada, tendo se focado mais no ciclismo de pista onde tem boas prestações (inclusive campeão olímpico).

Julien Vermote – ciclista de qualidade no que toca ao empredado, o belga já com 36 anos e com muita experiência de World Tour, que ainda pode dar e vender em qualquer plantel. Mantém todas as hipóteses em aberto, o que também pode resultar no término da sua carreira.

Welay Hagos Berhe – corredor que nas ultimas 3 épocas teve ao serviço da Jayco. O ciclista da Etiópia tem como sua especialidade as provas por etapas e ainda com muita margem de progressão, 24 anos apenas. Um ambiente com menos pressão e tendo uma equipa a sua volta, pode vir a ter resultados bons conforme demonstra a sua qualidade.



No que toca ao nível ProTeams, temos também ciclistas que apresentam qualidade para estar num escalão acima. Kyrylo Tsarenko, ciclista completo de 25 anos, que na última época teve ao serviço da Team Solution Tech – Vini Fantini. Foi dos principais destaques da equipa italiana, ao vencer o Tour of Hainan e o Tour de Kyushu e uma etapa na Volta a Eslovénia. Tem qualidade para encaixar em qualquer plantel. Outro ciclista que não tem equipa para 2026 é Jarne Van de Paar, ex-ciclista da Lotto, com experiência nas clássicas belgas, um sprinter por natureza. Amund Grøndahl Jansen é só mais um de muitos ciclistas que anda com o coração nas mãos a procura de equipa. O norueguês de 31 anos tem 5 presenças no Tour e diversas vitórias em provas com alguma relevância, apesar da idade já está numa fase descendente da carreira, mas que ainda pode dar pontos UCI a equipa que o contratar e, principalmente, muita experiência.

Para o fim deixamos dois ciclistas com qualidade acima da media, sendo que um deles pode já ter terminado a carreira. Começamos por Ivan Ramiro Sosa, colombiano de 28 anos, que apresentou-se em 2019 na Ineos e que poderia ser um ciclista de qualidade tais como Egan Bernal, Uran, Quintana, derivado da pressão que existe nas grandes equipas, teve um declínio na sua carreira estando desde 2025 na Kern Pharma. Em julho foi diagnosticado endofibrose, e pode ser esse o motivo pela qual não tem contrato para este ano velocipédico. Para terminar e este dispensa apresentações, Chris Froome, o britânico com vitórias nas 3 grandes voltas, e estando na estrutura da Israel – Premier Tech desde 2021 com muitas quedas nos últimos anos, alguns delas graves e com o rendimento muito abaixo do esperado, Froome prepara-se para o que tudo indica, terminar a carreira aos 40 anos.




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