As mexidas do mercado internacional (XIII)

Hoje vamos falar exclusivamente de reforços das equipas Profissionais Continentais, um conjunto de formações com mais exigências para 2020 em termos de número de corredores e que procuram aumentar a competitividade do plantel para rivalizar com as equipas World Tour em algumas provas.

A Gazprom-Rusvelo confirmou esta semana que está a apostar muito forte no mercado italiano, depois de Marco Canola, Simone Velasco e Cristian Scaroni, a formação russa oficializou os irmãos Cima para 2020. São 2 corredores distintos, ambos contratados à Nippo Vini Fantini. Damiano Cima conquistou esta época a maior vitória da carreira, ao ganhar a 18ª etapa do Giro, também fez um excelente final de temporada em 2018 ao ganhar o Tour of Xingtai e ao ser 2º no Tour of China I. É um bom rolador, gosta de entrar em fugas grandes e tem uma boa ponta final, o que lhe permite ser uma opção em várias provas.




O irmão mais novo é Imerio Cima, tem 21 anos contra os 26 anos de Damiano. Em 2017 foi 3º na classificação por pontos na Volta a França do Futuro e 7º nos Europeus sub-23, passou para a Nippo-Vini Fantini em 2018 e entre o Tour of Taihu Lake e o Tour of Hainan fez 2 pódios e 11 top-10. Este ano teve claramente a melhor época de sempre, recentemente foi 3º na Coppa Bernocchi e 7º no G.P. Fourmies e ainda fez 2 pódios no Tour of Qinghai Lake, onde a concorrência de sprinters era muita. Imerio Cima é um sprinter por natureza e ainda tem espaço de evolução, com Marco Canola para as etapas com média montanha deve ficar com as jornadas mais planas.

A dinamarquesa Riwal Cycling Team aposta em 2020 num dos ciclistas mais irregulares do pelotão internacional: Sondre Holst Enger. Alguém que aos 19 anos foi medalhado de bronze no Mundial sub-23 e 3º na Volta a Noruega. Isso valeu-lhe a subida à IAM Cycling em 2015, conseguindo na formação suiça as 2 vitórias que tem como profissional, etapas na Volta a Áustria e na Volta a Croácia. A época de 2016 foi a melhor dele, 2º no Tour de Picardie e 3º na Volta a Noruega, andando na luta em algumas etapas do Tour e ainda foi 8º na clássica de Hamburgo. 2017 na Ag2r La Mondiale foi desastroso e passou para a Israel Cycling Academy em 2018. Ainda obteve alguns pódios em 2018, só que em 2019 perdeu muito espaço com a contratação de alguns sprinters, o nível de resultados baixou e sai para uma nova realidade aos 25 anos. Com uma personalidade excêntrica, Sonde Holst Enger é um sprinter que adora um final em subida, típico dos sprinters noruegueses, bem integrado numa estrutura nórdica pode ser uma das surpresas de 2020.




Depois de 6 anos no World Tour Nathan Brown dará um passo atrás na carreira, integrando a Rally Cycling, formação norte-americana que já fechou o plantel de 16 corredores. Nathan Brown passou para o World Tour em 2014, na actual estrutura da EF Education First, depois de ter sido 2º na Liege-Bastogne-Liege e 1º no Tour de Beauce. Nunca chegou ao nível que se esperava, acabou por nunca subir na hierarquia da EF Education First e trabalhou muito para os seus líderes. Alinhou em 6 Grandes Voltas e agora ingressa numa equipa com um excelente calendário, não se ficando pelos Estados Unidos para mostrar o que vale.

Jeremy Cabot subiu a profissional muito tarde, entrou na Roubaix Lille Metropole aos 25 anos. Apesar dos bons resultados em 2018, ao ser 8º no G.P. Wallonie e ao ganhar a classificação da montanha do Tour du Limousin, em 2019 foi para a Sovac, onde foi 3º no Tour du Jura e no G.P. Marbriers e 1º no Paris-Troyes. A equipa de destino é a Total Direct Energie, onde assinou um contrato válido por 2 temporadas. Cabot é um corredor completo e numa Profissional Continental com um calendário muito vasto será certamente um ciclista útil.



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