Cumprido o prólogo, Rafael Baltarejo prepara-se para enfrentar a primeira etapa da Volta a Portugal, naquela que é a sua estreia na mais importante prova do calendário velocipédico nacional. O corredor da Feira dos Sofás-Boavista chega motivado a este momento marcante da carreira e encara a corrida com a ambição de contribuir para os objetivos da equipa, sem esconder o entusiasmo de viver, pela primeira vez, o ambiente da “Grandíssima”.
Em entrevista exclusiva, falou das expectativas para a prova, da preparação e do balanço da sua primeira temporada no pelotão profissional.
Camisola Amarela (CA) – Estreias-te este ano na Volta a Portugal. O que significa para ti alinhar, pela primeira vez, à partida da maior prova do calendário nacional?
Rafael Baltarejo (RB) – Participar na Volta a Portugal é o sonho de qualquer ciclista. É aquela corrida quer sejamos do BTT, do ciclocrosse, de qualquer modalidade, quando somos pequeninos, temos sempre o sonho de fazer, acho que isso está presente em todos. No meu primeiro ano, estar presente na Volta, acho que é um sentimento muito importante. Estou muito feliz e tenho de agradecer ao André Cardoso e a todo o staff da equipa por acreditarem na minha evolução e naquilo que posso dar ao coletivo.
CA – Quais são os principais objetivos para esta primeira participação? A prioridade passa por ganhar experiência, trabalhar em prol da equipa ou acreditas que podes lutar por um bom resultado numa das etapas?
RB – O principal objetivo é ajudar a equipa. Quero sentir que fui útil e que, no final de cada etapa, o staff possa dizer que a missão foi cumprida. No final da Volta, espero que todos os meus colegas estejam satisfeitos e eu também. Esse é o principal objetivo, ter um papel nesta Volta, não só andar, mas sim ter um papel e que esse seja em prol da equipa. A nível individual, quero desfrutar ao máximo daquela que é a maior prova do ciclismo português.
CA – Como reagiste quando soubeste que estavas convocado para a Volta? E de que forma recebeste essa notícia?
RB – Quando soube, por parte do André Cardoso, que tinha a possibilidade de vir à Volta, foi um momento muito importante, foi uma ansiedade. Houve várias noites que ia para dormir e a pensar se realmente era verdade e só quando cheguei aqui (a Lisboa) é que me acreditei realmente que estou presente na Volta a Portugal. Foi uma enorme felicidade e, acima de tudo, senti que as pessoas confiavam em mim.
CA – A Volta a Portugal é conhecida pela dureza das etapas e pelas altas temperaturas de agosto. Como te preparaste para enfrentar esse desafio?
RB – A preparação não foi o ideal, mas foi a possível. Estive com os meus colegas na Serra da Estrela a estagiar, atletas como o Fábio Costa e o Pedro Silva, que me ajudaram bastante para chegar à Volta na melhor forma possível, pois eles já têm muita experiência na Volta a Portugal. Trabalhei também em conjunto com o meu treinador e com todo o staff da equipa para chegar na melhor condição possível. O nível na Volta é sempre alto e sei que vai ser duro, mas acho que qualquer ciclista sabe o que é enfrentar a dureza e ultrapassar barreiras e desafios. Acho que estou pronto para ultrapassar as barreiras e desafios desta volta a Portugal.
CA – Como fazes o balanço deste teu primeiro ano no pelotão profissional? Que aprendizagens destacas e em que aspetos sentes que mais evoluíste até ao momento?
RB – Este primeiro ano está a ser incrível. É um mundo completamente diferente do que eu estava habituado. Há mais público, mais emoção, as pessoas vibram mais com esta modalidade. Estou super motivado e contente por ter mudado para a estrada e espero agora manter-me aqui alguns vários anos e continuar a ser feliz neste pelotão.