Se em Portugal existiram ciclistas a pendurar a bicicleta em 2025, no pelotão internacional também não é exceção. No que toca ao escalão máximo do ciclismo, no World Tour, são mais de 20, os ciclistas que resolvem deixar a estrada. Como cabeça de cartaz, temos o britânico Geraint Thomas, que foi figura principal da Ineos e durante a sua longa carreira (20 anos), conta com diversas vitórias no seu palmarés desde da classificação geral na Volta a França em 2018, Paris-Nice, no Dauphiné, e ainda pódio na Volta a Itália em 2023.



Ainda dentro da Ineos, outro ciclista que deixa a estrada e que foi muito reconhecido por ser muitas das vezes uma locomotiva seja a subir ou a descer é Jonathan Catroviejo. O espanhol para além de ser reconhecido como um bom gregário seja qual fosse o líder, ficou reconhecido também por ter sido 6 vezes campeão de contrarrelógio do seu país.

No que toca aos gregários, eis um ciclista que vai deixar saudades e que nos próximos anos certamente não teremos um como ele, de seu nome Rafal Majka. O polaco, que foi só e apenas gregário de dois grandes ciclistas mundiais, Alberto Contador e Tadej Pogacar e que muito contribuiu para as vitórias nas Grandes Voltas destes dois fenómenos mundiais. Também teve os seus pontos altos com vitórias na Vuelta e no Tour, onde ganhou etapas e classificações da montanha. Em tempos questionou-se se Majka podia ser um líder para as grandes voltas, mas mais tarde percebeu-se que o papel que se encaixava como uma luva era o de gregário.

Ainda dentro da alta montanha, temos o abandono dos ciclistas como Michael Woods, Esteban Chaves, Alessandro de Marchi e Romain Bardet, este último que foi a esperança dos franceses para ganhar o Tour, no entanto acabou por ser mais um “caça-etapas”, tais como os 3 anteriores ciclistas referidos.



Para terminar, no que toca aos velocistas, temos aqui um leque de ciclistas que dava para construir uma equipa com eles e certamente que teríamos vitórias nas Grandes Voltas e não só. Começando pelos italianos, logo à partida Elia Viviani e Giacomo Nizzolo, estes dois para além das inúmeras vitórias em diversas provas, temos a destacar as vitórias na Volta do seu país, e ambos Campeões Europeus de Estrada, em 2019 e 2020 respetivamente.

Viajando agora por França, temos Arnaud Démare que tem na sua carreira vitórias no Tour e no Giro, como outras provas de relevo tais como Milano-Sanremo, 2 vezes o Paris-Tours e os 4 dias de Dunkerque. Passando pelos países nórdicos, apresentamos o norueguês Alexander Kristoff com 98 vitórias na sua carreira, sendo que 4 delas foi no Tour, 9 em várias edições do Tour de Oman. Sempre foi um dos lideres pelas equipas por onde passou, terminando a carreira na equipa do seu país, a Uno-x Mobility.

Atravessando agora o continente europeu até a Austrália, aparece o baixinho Caleb Ewan, que se aposentou muito cedo em relação aos seus colegas velocistas. Pequenino e irreverente, o australiano teve na sua carreira 65 vitórias, 12 delas em Grandes Voltas (5 no Tour, 6 na Vuelta e 1 no giro). Começou a dar nas vistas, na altura da Orica-Greenedge em 2014 mantendo na estrutura até 2018, transferiu-se para a Lotto Saudal onde foi ganhando com alguma regularidade até 2023, voltando no ano seguinte a equipa da Jayco e a partir desse ano, foi o “apagão” do baixinho. Ingressou este ano na Ineos, podendo voltar aos triunfos e fazer renascer o Ewan dos tempos da Orica, mas acabou por desiludir os amante da modalidade ao correr meio ano na estrutura inglesa e somando apenas 2 vitórias. Um ciclista que podia ter dado mais a modalidade, e que deixou muito a desejar, comparando aquando do seu inicio de carreira.



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