Nova etapa de montanha na Vuelta, hoje com direito a chegada em alto e com mais um início a alta velocidade! Wout van Aert e Andreas Leknessund estiveram nas primeiras ofensivas e foram-se mantendo sempre na frente, apesar dos ataques não pararem no pelotão. Foi já com mais de 50 kms percorridos que este duo recebeu a companhia de Eddie Dunbar, Alexey Lutsenko e Tobias Halland Johannessen. Estes 3 ciclistas tinham saído de um grupo com mais de 20 unidades, onde se destacavam as presenças de Raúl Garcia Pierna, Bruno Armirail, Léo Bisiaux, Pello Bilbao, Valentin Paret-Peintre, Filippo Zana, Finlay Pickering, Marco Brenner e Ivan Ramiro Sosa.



Enquanto na frente os 5 se entendiam muito bem, o grupo perseguidor não colaborava tão bem e a vantagem chegou a estar em 1:30, com o pelotão liderado pela UAE Team Emirates a deixar crescer a vantagem lentamente, ficando fora da luta pela vitória. A subida final começava sem mudanças e, a 7300 metros do fim, Leknessund era o primeiro a mexer na frente.

O norueguês atacava de longe e, ao seu ritmo, foi conseguindo aumentar a vantagem para os seus rivais que se tornou irrecuperável. Até ao final, ninguém voltou a ver Leknessund com este a celebrar o mais que merecido triunfo na Vuelta e a estreia a vencer em Grandes Voltas. Atrás, Johannessen estava a controlar os rivais, atacou no quilómetro final e fez 2º, a 37 segundos, dando a dobradinha à Uno-X. Van Aert foi 3º, a 46 segundos, num dia importante para a classificação por pontos.



Entre os favoritos, foi a Decathlon a fazer a grande seleção no grupo dos favoritos, levando ao ataque de Felix Gall. Esta primeira mexida selecionou, ainda mais o grupo, com Tadej Pogacar a atacar e a isolar-se a 2 kms do fim. O esloveno impôs o seu ritmo e acabou por chegar isolado à meta, ganhando 6 segundos a Gall, 16 a Mas, 29 a Roglic, Kuss e Onley, com Carapaz a ser o grande derrotado do dia cedendo 1:22. Na geral, Pogacar segue líder, com 3:50 para Mas e 4:50 para Roglic.

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