Mais uma etapa armadilhada para os sprinters presentes na La Vuelta! Conseguirá a Visma|Lease a Bike voltar a dominar e levar Matthew Brennan a nova vitória ou voltaremos a ter surpresa?
Percurso
Cartagena recebe a partida da 11ª etapa, um dia que começa logo com duas pequenas colinas, primeiro com 1800 metros a 5,5% e depois 2100 metros a 4,7%. 14 kms feitos e seguem-se praticamente 100 kms planos em direção à única dificuldade do dia, o Alto del Morrion de Totana (7,8 kms a 4,5%). O topo fica a 32 kms do fim, uma etapa que se torna muito rápida até à chegada em Lorca, quase sempre em falso plano até aos quilómetros finais.
Táticas
Com tão poucas oportunidades para os sprinters ainda pela frente, amanhã não vemos outro cenário que não seja uma chegada ao sprint. Tudo vai depender da velocidade a que for feita a subida para se saber a extensão do pelotão, mas acreditamos num grupo numeroso pois a dificuldade é baixa. A Visma|Lease a Bike vai controlar, talvez tenha a ajuda da Cofidis e da Red Bull-BORA e, quem sabe da XDS Astana. A fuga deverá ser fraca, a Burgos deverá estar representante e depois será um longo dia ate à chegada em Lorca. Os últimos 6 kms são muito técnicos, cheios de rotundas e curvas e contracurvas, é preciso estar bem colocado.
Favoritos
Matthew Brennan – depois do falhanço de hoje, a Visma tem de voltar a apostar no jovem britânico. Já conta com duas vitórias e apenas falhou na colocação na etapa de sábado, é que mais garantias dá num final deste género. Se não perder a roda de Wout van Aert e Christophe Laporte será difícil bater Brennan.
Jordi Meeus – continua a andar perto, já foi 2º e 4º mas também ainda não teve uma etapa ao seu estilo. Deverá ultrapassar a subida final, não é assim tão dura, depois tem de saber se colocar bem, o apoio é pouco, conta apenas com Gianni Vermeersch. Tem de começar a mostrar serviço e o porquê de estar presente.
Outsiders
Alessandro Romele – mais um sprint e mais um excelente resultado para o jovem italiano que, sem se dar por ela, é 2º na classificação por pontos. É certo que está longe da liderança mas nunca se sabe o que pode acontecer. Tem conseguido colocar-se muito bem, as surpresas na Vuelta são possíveis, basta ver o que aconteceu hoje.
Mads Pedersen – quem o viu no Tour e quem o vê na Vuelta, não consegue passar as subidas, mas esta é acessível e deverá estar na luta. Se repetir a colocação e o sprint da etapa 8 pode conseguir vencer, mesmo não sendo um sprinter puro é dos mais rápidos daqueles que estão em competição na Vuelta.
Bryan Coquard – a sua Vuelta está feita com a vitória conseguida na etapa 8 mas com a confiança do seu lado vai procurar mais. Nem sempre se consegue posicionar bem, hoje foi o caso, quando acontece acaba por sacar um coelho da cartola. O final técnico não são boas notícias, tem de confiar no instinto de Alexis Renard.
Possíveis surpresas
Wout van Aert – amanhã deverá ser dia de lançar Brennan no entanto, sempre com o olho na camisola verde, pode ter alguma liberdade para seguir certas movimentações e surpreender de longe.
Hugo Hofstetter – sempre muito regular, já leva 3 top-10 na Vuelta mas ainda não foi melhor que 5º. Precisa de afinar a colocação, pode ser que consiga ter sorte e sorrir no meio da confusão.
Bastien Tronchon – será que o raio cai duas vezes no mesmo sítio? Duvidamos muito, mas quando um ciclista está com confiança tudo é possível.
Orluis Aular – mais um ciclista muito regular e que raramente vence. Gostaria que a subida fosse mais dura e que o final fosse mais complicado, teria mais hipóteses de brilhar.
Matevz Govekar – veremos se consegue passar a subir, não será tarefa fácil tendo em conta as últimas etapas. Ainda não conseguiu aparecer nesta Vuelta, ao contrário do seu companheiro de equipa Pau Miquel, uma opção mais válida e segura.
Axel Laurance – com o abandono de Ben Turner, o francês é a aposta segura da Netcompany INEOS. Quanto mais dura for a corrida melhor, mas o final bastante técnico não o beneficia.
Super-jokers
Os nossos super-jokers são Jordan Labrosse e César Macias.