O regresso após o dia de descanso fez-se com uma etapa com um início de bastante rápido, com a fuga a formar-se relativamente cedo. Enzo Paleni, Michael Gogl, Jasha Sutterlin, Fredrik Dversnes, Fabian Weiss, Sinuhé Fernandez e Iván Cobo nunca tiveram uma vantagem muito grande, com o pelotão liderado pela Visma | Lease a Bike e Cofidis a mostrar que a fuga não teria muito sucesso.

Foi já na última subida do dia, o Puerto de Socovos, que a corrida começou a ficar fora de controlo. Ataques na fuga e no pelotão mas sempre sem muito sucesso, pois não havia continuidade nas movimentações. Já dentro dos 10 kms finais, Dversnes ainda resistia da fuga original, chegou a ter a companhia de Iñigo Elosegui, Milan Vader e Sepp Kuss mas o pelotão conseguiu caçá-los a tempo.



Walter Calzoni deu o tudo por tudo a 3300 metros do fim, o italiano ainda abriu uma pequena vantagem mas a Visma conseguiu fechar o espaço por intermédio de Matthew Brennan. Num pelotão desorganizado e sem comboios, Yevgeniy Fedorov atacou à entrada do quilómetro final, com Xabier Azparren a conseguir juntar-se ao campeão asiático pouco depois. O duo abriu um pequeno espaço mas começou a entreolhar-se e foi fatal para decidirem a vitória.

Vindo detrás, muito rápido, e para surpresa de tudo e todos, incluindo o próprio, Bastien Tronchon sprintou para a vitória, conquistando o triunfo mais importante da carreira à frente de Magnus Cort e Thibau Nys. Wout van Aert foi apenas 4º, depois de ter visto a sua equipa trabalhar durante todo o dia. Enric Mas mantém a liderança da Vuelta.

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