Dia rompe-pernas na Vuelta, uma etapa perfeita para a fuga poder brilhar mas onde adivinhar quem pode vencer é sempre uma incógnita enorme!

 

Percurso

Almuñécar recebe a partida de uma das etapas mais longas da Vuelta, praticamente 193 kms no menu do dia. Ao km 15 aparece a primeira subida do dia, o Alto de la Venta de la Cebada (14,1 kms a 5,1% com os últimos 9,2 kms a 6,2%). Pequena descida e depois seguem-se duas subidas não categorizadas (1500 metros a 6,8% e 7,6 kms a 4,4%) antes do Alto del Legionario (5,8 kms a 4,9%). Passaram 80 kms, mais de metade da etapa pela frente mas o pior já está para trás.

65 kms mais acessíveis levam ao sopé do Puerto de Granada (6,5 kms a 6,2%), uma subida que termina a 40 kms do fim. 6 kms de descida, 28 kms de falso plano em ligeira descida e, rapidamente, os ciclistas estão na aproximação à meta em Loja, onde os últimos 700 metros são a 5,1%.



Táticas

Dia perfeito para a fuga. Esta é a clássica etapa que é fácil demais para os homens da geral e dura demais para os sprinters, portanto é o cenário ideal os fugitivos lutarem pela vitória. Os ciclistas também sabem disso por isso é de esperar um início de etapa muito rápido, sendo expectável que a fuga se possa formar no Alto de la Venta de la Cebada, o que até vem beneficiar os trepadores perante os ciclistas mais rápidos.

Olhando para o final, a última subida fica longe da meta, há quem vá tentar surpreender, depois ainda há muitos quilómetros planos, pelo que o final da etapa será muito tático em busca de uma desejada vitória. Esperamos uma fuga numerosa, talvez tão grande como a de hoje, o que ainda vai tornar o final ainda mais caótico.

 

Favoritos

Wout van Aert – o nome mais óbvio para esta etapa. O belga esteve na fuga de hoje e parece estar a melhorar com o passar dos dias, sempre em busca do objetivo de vencer uma etapa. Será muito marcado e atacado, nem sempre corresponde da melhor maneira, por isso vai ser importante ter companhia da Visma.

Finn Fisher-Black – se há etapa que o neozelandês deve ter marcada é esta. Não é um trepador, mas este tipo de subidas são boas para as suas características e, para além disso, é um corredor com uma boa ponta final em grupos restritos. Vai sofrer nas subidas, é daqueles que prefere um ritmo mais regular.

 

Outsiders

Magnus Cort – aparece quando menos se espera, já conseguiu ser 2º e 4º, demonstra excelente capacidade física. Quando está bem, o dinamarquês consegue subir como poucos e, mesmo com a sua boa ponta final, é daqueles ciclistas que não tem medo de atacar. Com o final da carreira ao virar da esquina, seria um sonho terminar com triunfo na Vuelta.



Kevin Vermaerke – uma opção mais ofensiva e talhada para a montanha. O norte-americano já esteve ao ataque hoje, a etapa era dura demais, amanhã é um dia mais ao seu jeito, com subidas menos longas e duras. Se estiver num grupo restrito com alguns trepadores, é dos mais rápidos. A UAE Team Emirates vai querer estar representada na frente.

Ramses Debruyne – o jovem belga tem feito uma Vuelta extramemente positiva, um trepador competente que adora estes dias de média montanha. Ainda não é um corredor muito conhecido, não será tão marcado e pode tirar proveito disso. Em grupos restritos, é um ciclista muito perigoso.

 

Possíveis surpresas

Marcel Camprubí – o campeão espanhol tem tentado bastante no entanto tem acertado nas etapas mais duras, o que não o favorece. Este é um bom dia para si, está a subir bem e tem uma excelente ponta final em grupos mais restritos.

Alessandro Romele – está a mostrar-se ao mundo do ciclismo na Vuelta, um excelente sprinter com uma boa capacidade para passar as dificuldades montanhosas. Se estiver na frente vai ser muito atacado, terá de sofrer para lutar pela vitória.

Axel Laurance – não é um sprinter, quanto mais dura a etapa melhor para si. As subidas até podem estar no limite para si, mas é daqueles que consegue passar com mais facilidade. Num grupo restrito é muito rápido.

Pau Miquel – o espanhol tem sido um sprinter regular, especialmente nas etapas mais duras. Numa Bahrain-Victorious que já venceu, a pressão será menor, o que até pode jogar a favor de Miquel.



Andreas Leknessund – desde que venceu a etapa 3 tem estado ao serviço da equipa, será que amanhã vai ter oportunidade? É o ciclista ideal para a fuga de la fuga, tem um motor impressionante.

Ivan Romeo – será que vai ter liberdade dentro da Movistar? Fez um trabalho fabuloso hoje, está a subir a um grande nível. Se o deixam ingressar a fuga é um ciclista muito perigoso.

Xabier Mikel Azparren – um ciclista que tem tentado bastante nas partes finais das etapas mas não consegue surpreender o pelotão. Será que consegue integrar a fuga e fugir para a vitória?

 

Super-jokers

Os nossos super-jokers são Frederik Dversens e Ivan Cobo.

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