Está na hora da La Vuelta! A última Grande Volta da temporada arranca no Principado do Mónaco com um curto contra-relógio, onde se esperam as primeiras diferenças na geral. Teremos Tadej Pogacar já na liderança?
Percurso
9600 metros planos em torno do Principado do Mónaco, um percurso relativamente técnico, não fosse grande parte dele feito nas estradas que também estão habituadas a receber o Grande Prémio de Fórmula 1. Com muita curva e contra-curvas e poucas longas retas, será um esforço muito explosivo mas, mesmo assim, ainda há algumas retas perfeitas para os puros especialistas conseguirem impor ritmos elevados.
Favoritos
Wout van Aert – primeira grande oportunidade para o belga que diz ter preparado a Vuelta com todo o detalhe. O percurso mais técnico até o beneficia, sabe manejar muito bem a bicicleta fruto da experiência do ciclocrosse e as vitórias nas últimas semanas só lhe dão confiança. Vencer a abrir seria o soltar da pressão.
Joshua Tarling – seria poético ver o britânico vencer amanhã em honra do seu malogrado irmão. Se já teria motivação para vencer numa Grande Volta e ser líder, ainda mais estará. O gigante ciclista da Netcompany adora este tipo de percursos, sabe que não terá assim tantas chances, tem de aproveitar.
Outsiders
Tadej Pogacar – não acredito que vá tomar assim tantos riscos mas … se sentir a oportunidade não vai desperdiçar. A correr nas estradas onde treina, o esloveno vai querer entrar bem na Vuelta, mostrando aos seus rivais quem é que manda e que está aqui para decidir a Vuelta desde cedo.
Ethan Hayter – este é um percurso que encaixa na perfeição nas características do britânico, bastante técnico, com algumas retas, onde Hayter pode arriscar o suficiente. É um ciclista capaz de alternar grandes exibições com péssimas mas com a liderança da Vuelta em jogo acredito que esteja motivado.
Stefan Kung – mais de um ano depois voltou às vitórias na Volta a Polónia, um triunfo comovente e que veio na altura certa. Preferiria um percurso um pouco mais longo e menos técnico mas com o nível de participantes que aqui está, vai estar na luta com toda a certeza.
Possíveis surpresas
Ivan Romeo – problemas físicos ultrapassados, está na altura de brilhar! A correr em casa, a motivação estará em alta, Romeo quererá entrar bem na Vuelta, não só pensando neste dia mas, quem sabe, em puder sonhar com a camisola vermelha mais à frente.
Ivo Oliveira – se fosse um esforço mais curto seria perfeito, mesmo assim adapta-se às características do português. Contra-relógio curto e técnico, onde Ivo Oliveira acaba por tirar vantagem face aos seus rivais. Pode ser importante para dar referências a Pogacar.
Jay Vine – uma alternativa na UAE Team Emirates, mas este era daqueles que preferiria um contra-relógio bem mais longo e com retas. As muitas curvas são más notícias, se há ciclista que pode cair amanhã é o australiano.
Bruno Armirail – também gostava de ter um contra-relógio mais longo, o francês é um motor a diesel, mas sendo um especialista, todo o esforço individual se adapta. Terminar no pódio já seria positivo.
Finn Fisher-Black – chega em boa forma da Volta a Polónia, onde andou bem no contra-relógio que havia. Aqui ainda é mais curto, perfeito para o explosivo neozelandês, tem uma rara oportunidade de ficar na luta pelos primeiros lugares e pela camisola vermelha.
Primoz Roglic – antigo campeão olímpico da especialidade e que chega cheio de incógnitas. Tanto podemos ver o esloveno a fazer um contra-relógio tranquilo como a arriscar e lutar pelos primeiros lugares. Espero a segunda opção, tem uma relação incrível com a Vuelta.
Callum Thornley – uma terceira opção na Red Bull-BORA-hansgrohe, a menos cotada de todas mas não deixa de ser um ciclista perigoso. Foi 3º no recente contra-relógio da Volta a Polónia.
Mattias Skjelmose – um dos poucos homens da classificação geral mencionados, chega com a confiança em alta do Tour onde andou muito bem nos contra-relógios. É um ciclista explosivo, perfeito para este percurso.
Super-jokers
Os nossos super-jokers são Sander de Pestel e Magnus Cort.