Está na hora! O Giro d’Itália 2026 sai para a estrada já amanhã e, pela primeira vez em muito tempo, serão os sprinters a lutar pela maglia rosa inaugural. Quem será o mais forte?

 

Percurso

Grande Partenza deste ano dá-se em Nessebar e nada melhor que 147 kms relativamete planos para atribuir a primeira camisola rosa. Sem grandes dificuldades, a etapa fica marcada por duas curtas contagens de montanha de 4ª categoria que vão servir para coroar o primeiro rei da montanha, uma subida que fica localizada num circuito que se encontra no miolo da etapa.

Como numa etapa com chegada ao sprint o que realmente interessa são os quilómetros finais, vamos passar à sua análise: a 3 kms do fim, uma curva para a esquerda promete alongar o grupo, a 2,5 kms há outra curva menos assentuada para a direita e, a partir daqui, a estrada a seguir não é em linha reta mas as curvas são muito ligeiras, à velocidade que serão feitas nem serão notadas. A reta da meta tem 270 metros de extensão e 8 metros de largura, estrada bastante larga para o final da etapa.



Táticas

Primeiro dia de uma Grande Volta, muitos nervos e tensão. Não esperamos menos que isto nas ruas búlgaras para o dia de amanhã, ainda para mais com uma caótica chegada ao sprint em perspetiva. As equipas italianas vão estar na fuga do dia, uma presença no pódio como rei da montanha será importante tanto para Bardiani como Polti. Groupama, Picnic e Pinarello podem ser outras equipas a estar na frente.

Estando na primeira etapa ao sprint, e como é nosso hábito, é sempre importante analisar cada comboio presente. Esta nem é a chegada mais importante para tal, a estrada é larga, o final não é muito técnico, mas é sempre relevante ter alguém para guiar do que andar a seguir rodas de adversários. Estes são aqueles que consideramos os principais blocos a observar (com pelo menos “3 carruagens”):

  • Alpecin-Premier Tech: Edward Planckaert – Jensen Plowright – Kaden Groves
  • Decathlon CMA CGM Team: Rasmus Sojberg Pedersen – Tord Gudmestad – Tobias Lund Andresen
  • Lidl-Trek: Tim Torn Teutenberg – Max Walscheid – Simone Consonni – Jonathan Milan
  • NSN Cycling: Dion Smith – Corbin Strong – Jake Stewart – Ethan Vernon
  • Soudal Quick-Step: Jasper Stuyven – Fabio van den Bossche – Dries van Gestel – Paul Magnier
  • Unibet Rose Rockets: Matyas Kopecky – Lukas Kubis – Elmar Reinders – Dylan Groenewegen

 

Favoritos

Jonathan Milan – “Dia D” para o italiano! Já com vitórias em etapas e duas maglia ciclamino, envergar a camisola de líder é o que lhe falta. Oportunidade de ouro numa etapa totalmente plana, com um final relativamente simples e com um dos melhores comboios da prova. Está a preparar este objetivo há semanas, não tem como falhar.

Tobias Lund Andresen – o dinamarquês está a fazer uma temporada incrível, a mudança de equipa fez milagres. Já venceu no World Tour, inclusive contra esta concorrência, o que lhe dá mais confiança. Até preferiria uma etapa mais dura mas com Tord Gudmestad está mais perto de estar mais bem colocado e realizar um bom sprint.



Outisders

Dylan Groenewegen – que temporada incrível para o veterano neerlandês! Já com 4 vitórias, estamos a ver uma versão rejuvenescida de Groenewegen que procura continuar a fazer história ao serviço da Unibet Rose Rockets. Com um grande comboio, e já muito bem oleado, o neerlandês só te de confiar, ainda para mais com Elmar Reinders como último lançador, alguém que já conhece há anos.

Ethan Vernon – será desta que vemos o ciclista da NSN a vencer em Grandes Voltas? Merecidamente, o britânico conseguiu ter muito apoio da equipa, o bloco é excelente, vamos ver se consegue corresponder. Por vezes não se consegue colocar da melhor maneira mas num final simples e mais em potência tem tudo para estar na frente.

Paul Magnier – não está a ser a temporada que o francês desejava, começou bem mas os últimos meses não foram positivos. Nada melhor do que começar o Giro a vencer para afastar a pressão. Longe de ser um puro sprinter, mas Magnier, nos seus melhores dias, consegue ombrear com estes ciclistas, ainda para mais tendo um comboio forte como o que tem à sua disposição.

 

Possíveis surpresas

Matteo Malucelli – o pequeno italiano é capaz de uma grande surpresa. Sem um grande comboio mas com Davide Ballerini para o guiar, Malucelli é capaz de sacar um coelho da cartola, de relembrar que já bateu Milan este ano.

Kaden Groves – vários meses sem competir devido a lesão mas sempre com o foco no Giro. O australiano é um ciclista muito fiável, deverá rondar os primeiros lugares, mas vencer uma etapa tão plana não será fácil.

Arnaud de Lie – vem de vencer uma clássica na Bélgica … onde ficou doente, que o obrigou a faltar à apresentação. Estará até meio do Giro, tem de aproveitar todas as oportunidades e, num final tão simples, tem de se mostrar. É uma pequena incógnita saber o que esperar do Touro.

Erlend Blikra – um sprinter bastante regular que até precisava de mais alguma dureza para conseguir ombrear com os puros velocistas. Terminar no top-5 já seria um resultado positivo para iniciar o Giro.



Ben Turner – começou bem a temporadas, a época de clássicas não foi de feição e chega a um novo objetivo. Venceu na Vuelta do ano passado quando poucos esperavam, conseguirá surpreender duas vezes? A concorrência é muito mais forte e a etapa é acessível demais para tal.

Pascal Ackermann – antigo vencedor da maglia ciclamino e de etapas, no entanto longe vão esses tempos. Sem o melhor dos apoios e com a confiança mais em baixo não se avizinha o Giro fácil. Tende a colocar-se mal ou então arrancar demasiado cedo.

Matteo Moschetti – não podia pedir etapa melhor, o italiano adora estes dias planos e com um final acessível, veremos se consegue acertar com o posicionamento, costuma ser o calcanhar de Aquiles.

Casper van Uden – um verdadeiro hit or miss. Vem de vencer na Volta a Turquia mas a concorrência não era a mais forte e também não deixou fortes indicações. Também não se esperava que ganhasse no Giro do ano passado e conseguiu. Esperar para ver.

Paul Penhoet/OrluisAular/Giovanni Lonardi – equipas diferentes mas com o mesmo objetivo, terminar no top-10 já será positivo. Não são puros sprinters, mas conseguem posicionar-se bem, tirando vantagem da sua colocação.

 

Super-jokers

Os nossos super-jokers são Madis Mihkels e Luca Mozzato.




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