Dia de maratona na La Vuelta! A primeira etapa em linha apresenta um longo traçado favorável aos sprinters mas o final é tudo menos simples, o que pode levar a surpresas. Teremos mudança de liderança?

 

Percurso

A primeira etapa em linha da Volta a Espanha disputa-se totalmente em solo francês. Partida do Mónaco para 214,3 kms, uma longa maratona em estradas gaulesas, com 2 contagens de montanha pelo caminho. Duas terceiras categorias ainda na primeira metade da etapa que não devem provocar grandes estragos no pelotão e devem levar a uma chegada ao sprint em Manosque, com o último quilómetro a ser a 4% de média.



Táticas

Com tão poucas oportunidades para os sprinters, é de duvidar que esta etapa não termine ao sprint. O problema principal está na sua extensão e nas dificuldades existentes no final. Lidl-Trek e Visma vão controlar a etapa e tentar endurecer ao máximo, sabem que assim Mads Pedersen e Matthew Brennan/Wout van Aert, têm mais hipóteses de vitórias.

O final é um pouco técnico, é preciso estar bem colocado e ter um comboio à sua frente mas, devido às dificuldades não acreditamos num comboio “tradicional”. A reta da meta com 700 metros e em subida pode fazer-se demasiado longa para alguns, o timing de lançamento do sprint será fundamental.

 

Favoritos

Matthew Brennan – não está a ser um ano fácil para o britânico, começou bem, teve algumas problemas de saúde mas já parece estar recuperado, prova disso foram as vitórias em Burgos. Estreia em Grandes Voltas e nada melhor do que vencer à primeira oportunidade, conta com um comboio perfeito para o guiar, partindo da frente será difícil de bater.

Mads Pedersen – todos sabemos que o dinamarquês não gosta de sprints massivos, esta já é uma chegada bem mais ao seu jeito, após um dia duro e um final mais inclinado. Tem de aproveitar estas oportunidades, ainda para mais numa equipa onde não terá assim tanto apoio nas colocações.

 

 

Outsiders

Jordi Meeus – em termos de velocidade pura, é um dos mais rápidos do pelotão, ele que também tem melhorado a sua durabilidade, pelo que o terreno mais ondulante não o deve prejudicar. Contra si terá o fraco apoio na chegada, no entanto Gianni Vermeersch percebe muito disto e, se o deixar na roda certa, é meio caminho para a vitória.



Wout van Aert – apesar de ter Brennan como principal opção, vemos o belga a sprintar, não só por causa da liderança mas também pela classificação por pontos. Van Aert vai querer aproveitar todas as etapas possíveis, chega em excelente forma e se sentir que tem a chance de brilhar vai fazê-lo.

Ben Turner – há um ano estava a brilhar na Vuelta, desde aí não voltou a fazê-lo, precisa de recuperar confiança e nada melhor do que onde já foi feliz. Este é um final que se encaixa nas suas características e ter Laurance para o guiar na parte final será fundamental.

 

Possíveis surpresas

Kaden Groves – uma temporada de pesadelo até agora, veremos se conseguiu deixar os azares para trás. O australiano adora correr a Vuelta, consegue sempre bons resultados, se estiver em boas condições tem aqui uma boa chegada para si.

Orluis Aular – longe de ser um puro sprinter, o venezuelano é alguém que gosta destas longas maratonas e de um final mais duro. Se quer retirar algo de positivo da Vuelta, tem de se mostrar nestas chegadas.

Hugo Hofstetter – mais um ciclista muiro regular que, apesar de tudo é pouco ganhador. Às vezes, a Vuelta traz pequenas surpresas no sprint, quem sabe se não chegou a hora do francês sacar um coelho da cartola?

Bryan Coquard/Alexis Renard – duo interessante na Cofidis. Diria que é um final que se adapta melhor a Coquard no entanto Renard é um ciclista que se coloca melhor e, se não virmos a trabalharem em equipa será complicado de terem resultados.

Steffen De Schuyteneer/Vito Braet – mais uma equipa com um duo dinâmico para os sprints. Para amanhã, aposto mais em Braet, um sprinter mais completo que, com toda a certeza, vai ultrapassar as dificuldades e gosta de finais mais duros.



Alberto Dainese – temporada para esquecer do reforço da Soudal Quick-Step, chega à Vuelta onde tem a oportunidade de se redimir. Gostava de ter uma etapa e um final mais simples, é daqueles que sofre à mínima dificuldade.

Matevz Govekar – começou bem a temporada, com alguns top-10 em clássicas e … desapareceu. Tem a confiança da equipa para a Vuelta, só isso tem que o motivar para conseguir um bom resultado.

Marc Brustenga – dentro das equipas espanholas é o nome que vemos com mais certeza de fazer top-10. O sprinter da Kern Pharma é muito regular, sabe posicionar-se muito bem, e já tem a experiência suficiente para sacar um bom resultado.

 

Super-jokers

Os nossos super-jokers são César Macías e David González.

By admin